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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Ureteres (pela Wikipédia)

Ureter

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ureter
Kidney PioM.png
Partes do rim:
1. Pirâmide renal
2. Artéria eferente
3. Artéria renal
4. Veia renal
5. Hilo renal
6. Pelve renal
7. Ureter
8. Cálice menor
9. Cápsula renal
10. Cápsula renal inferior
11. Cápsula renal superior
12. Veia aferente
13. Néfron
14. Cálice menor
15. Cálice maior
16. Papila renal
17. Coluna renal
Gray's assunto #254 1225
Vascularização Artéria vesical superior artéria vaginal, ramos ureterais da artéria renal
Precursor Ureteric bud
MeSH Ureter

O ureter é um tubo que faz parte das vias urinárias e que liga a pelve do rim à bexiga. A sua função é propelir a urina do rim até à bexiga.

Índice

Anatomia

Os ureteres têm, cada um, 25 a 30 cm de comprimento e três milimetros de diâmetro. Eles se originam da confluência dos vários cálices renais, reunindo-se enquanto pelve renal. Os ureteres descem então do abdómen superior (onde estão os rins) até à pelve por detras dos órgãos do tracto gastrointestinal, retroperitonealmente. A sua passagem junto de outras estruturas condiciona estruturas onde é mais frequente um cálculo renal (pedra dos rins) ficar retido gerando obstrução: estas estruturas incluem , a artéria ilíaca, o rebordo ósseo da Pelve e aquando da entrada na Bexiga. Os ureteres entram na Bexiga posteriormente, e fazem-ne de forma obliqua, envolvida pelas diversas camadas musculares da bexiga, de modo a prevenir o refluxo da urina.

Histologia

Os ureteres têm três camadas, tal como outros órgãos tubulares: a mais externa é tecido conjuntivo, recoberta parcialmente de serosa nas regiões onde o ureter está em contacto com o peritônio; a média é uma camada de tecido muscular liso de três tipos, circular, longitudinal e obliquo, e a interna é composta de mucosa e submucosa. A camada da mucosa é composta por um epitélio de transição, enquanto a submucosa é conjuntiva.

Fisiologia

A função dos ureteres é a propulsão da urina. O método é a contracção por peristalse (em ondas) da sua camada de musculo liso. Esta contracção é completamente inconsciente.

Patologia

  • Alterações congénitas: ureter duplicado, por vezes com Pénis bífido;díverticulos; alterações na porção intra-vesicular (terminal) que são obstrutivas ou não impedem o refluxo da urina.
  • A ureterite é a inflamação do ureter, frequentemente de causa infecciosa. Pode ser obstrutiva.
  • Litíase uretérica com obstrução: é muito dolorosa, é causada por cálculo ("pedra") originária do Rim. A obstrução pode complicar em hidronefrose.
  • Ureterocelo: expansão do ureter distal com conteúdo liquido, devido a estenose da comunicação com a bexiga. Pode complicar em hidronefrose.
  • Cancro do Ureter: o carcinoma transicional epitelial, tumor maligno primário do ureter, é raro. São mais comuns tumores benignos do mesênquima (pólipos fibroepiteliais, leiomiomas, lipomas) que causam obstrução devido à compressão do lúmen.
  • Outras causas de obstrução são a gravidez normal, a endometriose (inflamação no Útero), Salpingite (inflamação na trompas), ou neurogénica (defeito de peristalse devido à má função dos nervos uretericos).
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Sistema Urinário (Por Aula de Anatomia)

SISTEMA URINÁRIO





O sistema urinário é constituído pelos órgãos uropoéticos, isto é, incumbidos de elaborar a urina e armazená-la temporariamente até a oportunidade de ser eliminada para o exterior. Na urina encontramos ácido úrico, ureia, sódio, potássio, bicarbonato, etc.

Este aparelho pode ser dividido em órgãos secretores - que produzem a urina - e órgãos excretores - que são encarregados de processar a drenagem da urina para fora do corpo.

Os órgãos urinários compreendem os rins (2), que produzem a urina, os ureteres (2) ou ductos, que transportam a urina para a bexiga (1), onde fica retida por algum tempo, e a uretra (1), através da qual é expelida do corpo.

Além dos rins, as estruturas restantes do sistema urinário funcionam como um encanamento constituindo as vias do trato urinário. Essas estruturas – ureteres, bexiga e uretra – não modificam a urina ao longo do caminho, ao contrário, elas armazenam e conduzem a urina do rim para o meio externo.


Rim
Ureter
Bexiga
Uretra





RIM

Os rins são órgãos pares, em forma de grão de feijão, localizados logo acima da cintura, entre o peritônio e a parede posterior do abdome. Sua coloração é vermelho-parda.

Os rins estão situados de cada lado da coluna vertebral, por diante da região superior da parede posterior do abdome, estendendo-se entre a 11ª costela e o processo transverso da 3ª vértebra lombar. São descritos como órgãos retroperiotoneais, por estarem posicionados por trás do peritônio da cavidade abdominal.

Os rins são recobertos pelo peritônio e circundados por uma massa de gordura e de tecido areolar frouxo. Cada rim tem cerca de 11,25cm de comprimento, 5 a 7,5cm de largura e um pouco mais que 2,5cm de espessura. O esquerdo é um pouco mais comprido e mais estreito do que o direito. O peso do rim do homem adulto varia entre 125 a 170g; na mulher adulta, entre 115 a 155g. O rim direito normalmente situa-se ligeiramente abaixo do rim esquerdo devido ao grande tamanho do lobo direito do fígado.

Na margem medial côncava de cada rim encontra-se uma fenda vertical – o HILO RENAL – onde a artéria renal entra e a veia e a pelve renal deixam o seio renal. No hilo, a veia renal está anterior à artéria renal, que está anterior à pelve renal. O hilo renal é a entrada para um espaço dentro do rim. O seio renal, que é ocupado pela pelve renal, cálices, nervos, vasos sangüíneos e linfáticos e uma variável quantidade de gordura.

Cada rim apresenta duas faces, duas bordas e duas extremidades.

FACES (2) - Anterior e Posterior. As duas são lisas, porém a anterior é mais abaulada e a posterior mais plana.


BORDAS (2) - Medial (côncava) e Lateral (convexa).


EXTREMIDADES (2) - Superior (Glândula Supra-Renal) e Inferior (a nível de L3).

Rim - Faces, Bordas, Extremidades e Hilo Renal
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.


Anatomia Interna dos Rins

Em um corte frontal através do rim, são reveladas duas regiões distintas: uma área avermelhada de textura lisa, chamada córtex renal e uma área marron-avermelhada profunda, denominada medula renal. A medula consiste em 8-18 estruturas cuneiformes, as pirâmides renais. A base (extremidade mais larga) de cada pirâmide olha o córtex, e seu ápice (extremidade mais estreita), chamada papila renal, aponta para o hilo do rim. As partes do córtex renal que se estendem entre as pirâmides renais são chamadas colunas renais.

Juntos, o córtex e as pirâmides renais da medula renal constituem a parte funcional, ou parênquima do rim. No parênquima estão as unidades funcionais dos rins – cerca de 1 milhão de estruturas microscópicas chamadas NÉFRONS. A urina, formada pelos néfrons, drena para os grandes ductos papilares, que se estendem ao longo das papilas renais das pirâmides.


Os ductos drenam para estruturas chamadas cálices renais menor e maior. Cada rim tem 8-18 cálices menores e 2-3 cálices maiores. O cálice renal menor recebe urina dos ductos papilares de uma papila renal e a transporta até um cálice renal maior. Do cálice renal maior, a urina drena para a grande cavidade chamada pelve renal e depois para fora, pelo ureter, até a bexiga urinária. O hilo renal se expande em uma cavidade, no rim, chamada seio renal.

Rim - Esquema da Anatomia Interna
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.


Néfrons

O néfron é a unidade morfofuncional ou a unidade produtora de urina do rim. Cada rim contém cerca de 1 milhão de néfrons.

A forma do néfron é peculiar, inconfundível, e admiravelmente adequada para sua função de produzir urina.

O néfron é formado por dois componentes principais:

1. Corpúsculo Renal:
Cápsula Glomerular (de Bowman);
Glomérulo – rede de capilares sangüíneos enovelados dentro da cápsula glomerular

2. Túbulo Renal:
Túbulo contorcido proximal;
Alça do Néfron (de Henle);
Túbulo contorcido distal;
Túbulo coletor.

Néfron
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.


Funções dos Rins

Os rins realizam o trabalho principal do sistema urinário, com as outras partes do sistema atuando, principalmente, como vias de passagem e áreas de armazenamento. Com a filtração do sangue e a formação da urina, os rins contribuem para a homeostasia dos líquidos do corpo de várias maneiras. As funções dos rins incluem:

Regulação da composição iônica do sangue;
Manutenção da osmolaridade do sangue;
Regulação do volume sangüíneo;
Regulação da pressão arterial;
Regulação do pH do sangue;
Liberação de hormônios;
Regulação do nível de glicose no sangue;
Excreção de resíduos e substâncias estranhas.


Glândulas Supra-renais

As glândulas supra-renais (adrenais) estão localizadas entre as faces supero-mediais dos rins e o diafragma. Cada glândula supra-renal, envolvida por uma cápsula fibrosa e um coxim de gordura, possui duas partes: o córtex e a medula supra-renal, ambas produzindo diferentes hormônios.

O córtex secreta hormônios essenciais à vida, enquanto que os hormônios medulares não são essenciais para a vida. A medula da supra-renal pode ser removida, sem causar efeitos que comprometem a vida.

A medula supra-renal secreta dois hormônios: epinefrina (adrenalina) e norepinefrina. Já o córtex supra-renal secreta os esteróides.




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URETER


São dois tubos que transportam a urina dos rins para a bexiga.

Órgãos pouco calibrosos, os ureteres têm menos de 6mm de diâmetro e 25 a 30cm de comprimento.

Pelve renal é a extremidade superior do ureter, localizada no interior do rim.

Descendo obliquamente para baixo e medialmente, o ureter percorre por diante da parede posterior do abdome, penetrando em seguida na cavidade pélvina, abrindo-se no óstio do ureter situado no assoalho da bexiga urinária.

Em virtude desse seu trajeto, distinguem-se duas partes do ureter: abdominal e pélvica. Os ureteres são capazes de realizar contrações rítmicas denominadas peristaltismo. A urina se move ao longo dos ureteres em resposta à gravidade e ao peristaltismo.





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BEXIGA

A bexiga urinária funciona como um reservatório temporário para o armazenamento da urina. Quando vazia, a bexiga está localizada inferiormente ao peritônio e posteriormente à sínfise púbica: quando cheia, ela se eleva para a cavidade abdominal.

É um órgão muscular oco, elástico que, nos homens situa-se diretamente anterior ao reto e, nas mulheres está à frente da vagina e abaixo do útero.

Quando a bexiga está cheia, sua superfície interna fica lisa. Uma área triangular na superfície posterior da bexiga não exibe rugas. Esta área é chamada trígono da bexiga e é sempre lisa. Este trígono é limitado por três vértices: os pontos de entrada dos dois ureteres e o ponto de saída da uretra. O trígono é importante clinicamente, pois as infecções tendem a persistir nessa área.

A saída da bexiga urinária contém o músculo esfíncter chamada esfíncter interno, que se contrai involuntariamente, prevenindo o esvaziamento. Inferiormente ao músculo esfíncter, envolvendo a parte superior da uretra, está o esfíncter externo, que controlado voluntariamente, permitindo a resistência à necessidade de urinar.

A capacidade média da bexiga urinária é de 700 – 800ml; é menor nas mulheres porque o útero ocupa o espaço imediatamente acima da bexiga.


Bexiga Urinária Masculina
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.

Bexiga Urinária Feminina
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.



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URETRA

A uretra é um tubo que conduz a urina da bexiga para o meio externo, sendo revestida por mucosa que contém grande quantidade de glândulas secretoras de muco. A uretra se abre para o exterior através do óstio externo da uretra.

A uretra é diferente entre os dois sexos.


Uretra Masculina

A uretra masculina estende-se do orifício uretral interno na bexiga urinária até o orifício uretral externa na extremidade do pênis. Apresenta dupla curvatura no estado comum de relaxamento do pênis. É dividida em três porções: a prostática, a membranácea e a esponjosa, cujas as estruturas e relações são essencialmente diferentes. Na uretra masculina existe uma abertura diminuta em forma de fenda, um ducto ejaculatório.

Uretra Masculina
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.


Uretra Feminina

É um canal membranoso estreito estendendo-se da bexiga ao orifício externa no vestíbulo. Está colocada dorsalmente à sínfise púbica, incluída na parede anterior da vagina, e de direção oblíqua para baixo e para frente; é levemente curva, com a concavidade dirigida para frente. Seu diâmetro, quando não dilatada, é de cerca de 6mm. Seu orifício externo fica imediatamente na frente da abertura vaginal e cerca de 2,5cm dorsalmente à glande do clitóris. Muitas e pequenas glândulas uretrais abrem-se na uretra. As maiores destas são as glândulas parauretrais, cujos ductos desembocam exatamente dentro do óstio uretral.

Uretra Feminina
Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.



As uretras masculinas e a femininas se diferem em seu trajeto. Na mulher, a uretra é curta (3,8cm) e faz parte exclusivamente do sistema urinário. Seu óstio externo localiza-se anteriormente à vagina e entre os lábios menores. Já no homem, a uretra faz parte dos sistemas urinário e reprodutor. Medindo cerca de 20cm, é muito mais longa que a uretra feminina. Quando a uretra masculina deixa a bexiga, ela passa através da próstata e se estende ao longo do comprimento do pênis. Assim, a uretra masculina atua com duas finalidades: conduz a urina e o esperma.




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