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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Ortopedia


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

A Ortopedia é a especialidades médica que cuida das doenças e deformidades dos ossosmúsculosligamentosarticulações, enfim, elementos relacionados ao aparelho locomotor. A Traumatologia é a especialidade médica que lida com o trauma do aparelho músculo-esquelético. No Brasil as especialidades são unificadas, recebendo o nome de "Ortopedia e Traumatologia" e também a especialidade da odontologia intitulada cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial que, por sua vez, cuida do complexo bucomaxilofacial, propriamente dito.
Existem diversas doenças ósseas que independem do trauma, como o câncer ósseo, luxações congênitas e deformidades ósseas que necessitam de tratamento médico. As hérnias de disco, causadoras de dores intensas na coluna, podem ser operadas tanto por ortopedistas como por neurocirurgiões, dependendo de sua formação.
O aumento da velocidade de locomoção do ser humano trouxe também o trauma, considerada uma doença, ao contrário do antigo termo utilizado, que era "acidente".
Outro importante campo de atuação da especialidade é na área do esporte, onde temos as lesões esportivas com características próprias de cada esporte em particular (um gesto, uma lesão). As lesões decorrentes das atividades esportivas envolvendo o sistema músculo-esquelético de modo geral envolvem os músculos, tendões, cápsula e ligamentos articulares e os ossos nos mais diversos graus de comprometimento, afastando o atleta de suas atividades esportivas por tempo determinado, de acordo com a gravidade da lesão.
Um acidente de trânsito terrestre, aéreo ou mesmo doméstico pode acarretar fraturas ósseas complexas, com perdas sanguíneas importantes. As fraturas podem ser "fechadas", isto é, houve uma fratura mas a parte fraturada não se comunicou com a parte externa, sendo por isso considerada uma fratura limpa e que pode ser alinhada e mantida imobilizada com gesso. Outro tipo de fratura é a "exposta", que ocorre quando a fratura tem alguma comunicação com o meio exterior. Um exemplo seria um fêmur fraturado que rasgasse a pele e aparecesse do lado de fora da perna.
Embora a traumatologia pareça ser o estudo de todo tipo de trauma, ela lida apenas com as lesões ósseas e musculares tendinosas dos membros superiores, inferiores, bacia e coluna. O trauma abdominal é visto pelo cirurgião geral, o trauma craniano pelo neurocirurgião, o trauma de tórax frequentemente é avaliado pelo ortopedista porém as suas complicações HemotóraxPneumotórax são avaliados pelo cirurgião torácico ou pelo cirurgião Geral, etc. Se tiver dúvidas, doenças ou fraturas (Ossos e músculos) consulte o médico.
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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Medicina dos viajantes



Entrevistado: Dr. Jessé Alves, médico infectologista, é coordenador do Núcleo de Medicina do Viajante do Instituto de Infectologia do Hospital Emílio Ribas de São Paulo e representante no Brasil da Sociedade Latino-Americana de Medicina dos Viajantes.

No final de novembro de 2004, tive uma experiência inesquecível. Viajei para a Floresta Amazônica, para uma área onde desenvolvemos um projeto de pesquisa sobre plantas da flora brasileira, a fim de extrair extratos para testá-los experimentalmente em células tumorais malignas e bactérias resistentes a antibióticos. É um trabalho que faço há mais de doze anos, com regularidade e frequência. Devo ter ido para esse local mais de cem vezes sem nenhum problema, tanto que me descuidei da dose de reforço da vacina contra febre amarela, que eu tinha tomado fazia muito tempo. O descaso custou caro. Infelizmente, peguei febre amarela, uma doença grave que coloca em risco a vida das pessoas infectadas pelo vírus: cerca de 50% dos que adquirem a doença vão a óbito.
O que aconteceu comigo, médico, ciente da importância dessa vacina que deve ser renovada a cada dez anos e, portanto, com a obrigação de respeitar as datas para fazê-lo, pode acontecer com outras pessoas, por descuido ou falta de informação. São muitas as que se deslocam para determinadas regiões de risco sem saber que deveriam ter tomado certos cuidados antes de viajar e que existem núcleos de medicina do viajante para orientá-las como prevenir diversas doenças.
ORIENTAÇÃO AOS VIAJANTES
Drauzio  Como funcionam os núcleos de medicina do viajante como o que existe no Hospital Emílio Ribas?
Jessé Alves – Se considerarmos que, no exterior, a preocupação em orientar os viajantes existe há mais de 20 ou 30 anos, pode-se dizer que, no Brasil, os núcleos de medicina do viajante constituem uma experiência bastante recente, embora sejam muito importantes para orientar o número crescente de pessoas que viaja para o exterior ou para dentro do País e que pode colocar-se em situações de risco por falta de informação adequada.
No Brasil, o primeiro centro de atendimento desse tipo de que temos notícia foi criado no Rio de Janeiro, há mais ou menos sete anos.

Drauzio – O curioso é que é exigido certificado de vacina contra a febre amarela se a pessoa for viajar para o Peru, Colômbia ou Venezuela. Sem ele, não entra no avião. No entanto, qualquer um de nós pode ir a Manaus, cidade encravada na floresta amazônica, onde há risco de contrair a doença, sem tomar a vacina. Você não acha que o viajante doméstico deveria estar sujeito ao mesmo tipo de exigências a que se submete quem vai viajar para o exterior?
Jessé Alves – Concordo inteiramente. Não se discute que os viajantes internos devem receber a mesma orientação que é dada para quem vai viajar ao exterior. É obrigação das autoridades sanitárias informar a população a respeito do risco que corre e cobrar dela respeito às medidas preventivas necessárias, sempre que possível. No entanto, esse controle é mais complicado quando se trata dos viajantes internos, pois um número pequeno de pessoas viaja de avião. A grande maioria viaja de ônibus ou usa meios de transporte próprios, o que dificulta a fiscalização. Para realizá-la com eficiência, os órgãos públicos de saúde precisariam contar com um contingente enorme de profissionais de que não dispõem, pelo menos, no momento.
SERVIÇO DE ATENDIMENTO
Drauzio  Como é o atendimento da pessoa que vai viajar oferecido pelos núcleos de medicina do viajante?
Jessé Alves – A pessoa passa, primeiro, por uma consulta médica, na qual se levanta e avalia seu histórico de saúde: as doenças e infecções que já teve, as vacinas que tomou. A seguir, investiga-se seu roteiro de viagem. Se o destino for a Região Sul, onde o risco de infecções tropicais (malária e febre amarela, por exemplo,) é pequeno, as orientações são bastante limitadas. No entanto, se for a Região Norte, onde essas doenças ainda são frequentes, a orientação se volta especialmente para as medidas preventivas a serem adotadas antes de partir e durante a viagem.
Drauzio – Que orientação recebem as pessoas que vão viajar para Amazônia?
Jessé Alves - Na região amazônica, merecem atenção especial as doenças transmitidas por insetos, como febre amarela, malária e leishmaniose, e as doenças que podem ser transmitidas através da alimentação e da água, como hepatite A e febre tifoide.
Havendo vacina para prevenir a doença, o primeiro passo é orientar o esquema de vacinação. Contra a febre amarela, por exemplo, é importante que a pessoa se vacine pelo menos dez dias antes de entrar nas áreas de risco para que haja tempo de formar os anticorpos que a protegerão contra a doença, quando chegar no local.
Além disso, se a pessoa pretende permanecer por período prolongado na região amazônica, que concentra grande número de casos de hepatite B, precisa também ser imunizada contra essa doença.
MALÁRIA
Drauzio  E se não houver vacina para prevenir a doença, qual é a recomendação?
Jessé Alves – Para doenças como a malária que não podem ser prevenidas através de vacinas, existem recomendações que ajudam a pessoa a proteger-se contra a picada do inseto transmissor. Entre elas, destacam-se o uso adequado de repelentes e de roupas que cubram a maior parte da superfície do corpo, e o cuidado em evitar a exposição nos horários em que os mosquitos atacam mais, o que acontece geralmente ao entardecer.
No Brasil, temos carência de repelentes com concentração ideal da substância ativa. Por isso, a orientação sobre a maneira de aplicá-lo corretamente é de extrema importância.
Drauzio  Qual é a forma adequada de usar o repelente?
Jessé Alves – Primeiro, é importante verificar se a concentração da substância ativa, o dietiletiltoluamida (DEET), está entre 25% e 30%. Concentração acima desse valor talvez não garanta grau maior de proteção, mas não representa problema no que se refere ao aumento do risco de toxicidade ou a qualquer efeito indesejável que o produto possa oferecer. O problema aparece quando ele não atinge a concentração ideal de DEET, porque irá repelir os insetos por períodos muito mais curtos.
Como a grande maioria dos repelentes disponíveis no mercado brasileiro não indica no rótulo a concentração de DEET, é necessário renovar sua aplicação pelo menos a cada quatro horas. Entretanto, em locais muito úmidos, por causa da transpiração mais intensa, a aplicação deve ser repetida a cada duas horas, mesmo que a concentração da substância ativa seja adequada. Além disso, cada vez que entrar na água ou molhar o corpo, esse produto precisa ser passado novamente na pele.
Vale lembrar, ainda, um detalhe importante: para ser eficaz contra a picada de insetos, é indispensável que o repelente esteja em contato direto com o meio externo. Por isso, se a pessoa necessita também de filtro solar – o que é comum nas regiões muito quentes -, deve aplicar primeiro o filtro e, por cima, o repelente.
Drauzio  O repelente pode ser passado no rosto?
Jessé Alves - Não se deve passar o repelente apenas na área dos olhos e da boca. Fora isso, é importante que seja aplicado na maior parte possível do corpo, inclusive na nuca e nas orelhas, áreas que, geralmente, costumam ser esquecidas.
Drauzio – A única alternativa para evitar a malária, doença para a qual não existe vacina, é o uso do repelente?
Jessé Alves – Não é. Avaliando o risco a que o indivíduo será exposto nas regiões em que existe a malária, é possível prescrever algumas medicações que evitam a aquisição da doença ou, mesmo que não a evitem, fazem com que se manifeste de forma menos grave. Essas drogas, porém, só devem ser tomadas com a orientação expressa de um especialista.
Drauzio – Que drogas são essas?
Jessé Alves – Os antibióticos usados normalmente no tratamento da malária podem ser prescritos também como prevenção da doença. No Brasil, essa prática ainda não é muito adotada, porque usar essas drogas de modo abrangente pressupõe o risco de que o parasita adquira resistência nas regiões onde é mais comum. Por isso, elas devem ser indicadas com muito critério por um especialista na área.
REGIÕES DE RISCO
Drauzio – Em que regiões a malária e a febre amarela são mais comuns?
Jessé Alves – Para a malária, são regiões de risco todos os estados que compõem a Amazônia Legal: Amazonas, Pará, Roraima, Rondônia, Acre, Amapá, norte do Mato Grosso e a fronteira do Maranhão com o Pará. Alguns casos da doença foram registrados em lugares distantes dessas áreas, por exemplo, na região de Mata Atlântica do Estado de São Paulo. Como são casos pontuais, o risco de transmissão da doença não é grande.
Drauzio  A prevenção da malária é cercada de uma série de mitos. Há quem diga que tomar complexo B evita a picada do mosquito. Na Amazônia, existe a crença que tomar uma colher de creolina por semana também afasta os mosquitos. O que existe de verdade nessas crenças?
Jessé Alves – No Brasil, não existem estudos sobre o uso de óleos naturais que muitas pessoas utilizam como prevenção contra a picada do mosquito, e seria interessante fazer uma pesquisa sistemática nessa área. Entretanto, já foram realizados estudos utilizando o complexo B como repelente, que se mostrou totalmente ineficaz nesse caso. De concreto, a única evidência é que somente o DEET é a substância ativa capaz de repelir a picada de insetos. Portanto, a pessoa pode fazer uso do complexo B, se quiser, mas deve também aplicar o repelente na pele.
FEBRE AMARELA
Drauzio – Quais as regiões de risco para a febre amarela?
Jessé Alves - Para a febre amarela, além de todos os estados da Amazônia Legal, a região de risco abrange Mato Grosso do Sul, Goiás, as áreas de fronteira desses estados com os estados vizinhos, o oeste da Bahia, praticamente todo o estado de Minas Gerais, o oeste de São Paulo e do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Já foi constatada, em todos esses lugares, a transmissão do vírus da febre amarela ou, pelo menos, em algum momento, foi registrada a existência do vírus em grupos de primatas, que são os reservatórios desse vírus na natureza.

Drauzio  Você poderia explicar a diferença entre febre amarela silvestre e febre amarela urbana?

Jessé Alves – A febre amarela silvestre é transmitida pelo mosquito Haemagogus que pica um macaco infectado pelo vírus e o transmite ao homem. É uma doença extremamente grave, mas o número de casos é pequeno no Brasil.
O vetor da febre amarela urbana é o mesmo mosquito que transmite a dengue, o Aedes aegypti, que foi reintroduzido em nosso país nos anos 1970. Embora, desde a década de 1940, não se registrem casos de febre amarela urbana, o risco existe. Basta uma pessoa ser infectada na mata e ir para uma cidade onde há o mosquito Aedes aegypti, para servir de foco para um surto da forma urbana da doença. Por isso, são muito importantes as medidas de combate ao mosquito para evitar que tenhamos novamente casos de febre amarela nas cidades, fato que já ocorreu com a dengue.
HEPATITES A E B
Drauzio – No caso das hepatites A e B, que cuidados devem ser tomados pelas pessoas que vão viajar?
Jessé Alves - A hepatite A e a hepatite B, apesar do nome praticamente idêntico, são doenças muito diferentes. A hepatite A é adquirida basicamente pelo contato com alimentação e água contaminadas. O vírus eliminado pelas fezes pode infectar os reservatórios de água ou a mão das pessoas que manipulam alimentos e ser transmitido. A melhor forma de evitar o contágio é a vacinação. Existe uma vacina específica contra a hepatite A que, infelizmente, ainda não é distribuída pela rede pública de saúde.
Quem não puder tomar a vacina deve redobrar as precauções. Sempre que possível, deve tomar água mineral engarrafada de boa procedência ou, pelo menos, água que tenha sido filtrada e fervida (a fervura ajuda a eliminar a grande maioria de bactérias e vírus). O uso de cloro ou de substâncias à base de iodo na água também ajuda a reduzir o risco de aquisição da hepatite A.
A hepatite B é uma doença transmitida pelo contato sexual ou pelo sangue contaminado e para a qual existe uma vacina bastante eficaz. Atualmente, no Brasil, são vacinadas contra a hepatite B todas as crianças e adolescentes até os 20 anos. Quem está nessa faixa de idade e ainda não tomou a vacina deve procurar um posto de saúde para fazê-lo.
Drauzio – A vacina contra a hepatite B é indicada também para pessoas mais velhas?
Jessé Alves - A vacina contra a hepatite B não é prescrita para as pessoas mais velhas de forma universal, mas quem deseja prevenir-se contra a doença pode tomá-la, pois não tem nenhuma contraindicação.
No entanto, precisam tomar essa vacina as pessoas que vão viajar para lugares onde a doença é mais prevalente, como é o caso da região amazônica, por exemplo; as pessoas com comportamento de risco, ou seja, aquelas que não usam preservativo nas relações sexuais ou usam drogas injetáveis; os profissionais de saúde e quem reside com indivíduos com diagnóstico confirmado da doença e possa ter contatos ocasionais com as secreções do doente.
Drauzio – Quais as regiões do Brasil onde o risco de adquirir hepatites é maior?
Jessé Alves – No Brasil, a distribuição do vírus da hepatite A é grande. Na verdade, esse vírus está mais ligado às condições socioeconômicas e às medidas de saneamento básico existentes do que propriamente a áreas geográficas. Provavelmente, o risco seja maior no Nordeste, especialmente na região litorânea, em virtude dos problemas sérios relacionados com o tratamento e saneamento dos esgotos.
LEISHMANIOSE
Drauzio – Você mencionou a leishmaniose, uma doença que poucos conhecem. Quais são as características dessa doença?
Jessé Alves – A leishmaniose é uma doença distribuída em praticamente todos os estados do Brasil, mas há áreas que concentram maior número de casos, como alguns estados do Nordeste (Ceará, Piauí e Maranhão), o sudeste de Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e, na região norte, Amazônia, Pará, Roraima e Amapá.
Existem dois tipos de leishmaniose: a que acomete principalmente a pele e as mucosas (boca e nariz) e a visceral que acomete órgãos internos, como baço, fígado e medula óssea. A leishmaniose é uma doença grave que pode levar à morte.
Drauzio – Qual é o agente etiológico da leishmaniose?
Jessé Alves – O agente da leishmaniose é um protozoário, a Leishmania, que compreende várias espécies. Ele é transmitido pela picada de um mosquito popularmente conhecido como Mosquito Palha, cujo nome cientifico é Phlebotomus. Conforme a espécie, esse micro-organismo produz formas diferentes da doença. A leishmaniose visceral é a mais grave delas e pode ser fatal, se não for precocemente diagnosticada e tratada.
Drauzio – Existe vacina contra a leishmaniose?
Jessé Alves – Não existe vacina. A única forma de prevenir a doença é evitar a picada do inseto vetor do parasita, o que se consegue usando o repelente sempre e de maneira correta.
FEBRE TIFOIDE
Drauzio – Além da malária, febre amarela, hepatites e leishmaniose, que outras doenças devem ser alvo da atenção dos viajantes?
Jessé Alves – Podemos citar a febre tifoide, doença transmitida por uma bactéria que é adquirida através da alimentação ou de água contaminada. Ela é frequente nos estados das regiões norte e nordeste e está diretamente ligada a práticas de higiene e condições de saneamento básico.
A vacina contra a febre tifoide só pode ser indicada em casos específicos. Não é uma vacina que ofereça proteção ampla contra todos os casos da doença, mas sempre é melhor do que nada.
PRECAUÇÕES
Drauzio – Quando você viaja para esses lugares, que tipo de alimentos você não come?
Jessé Alves – Quando viajo, adoro experimentar alimentos típicos. Acho que conhecer a culinária local faz parte integrante da viagem. No entanto, é sempre importante evitar alimentos crus. Saladas, frutas previamente descascadas, carne e peixes crus ou mal cozidos são veículos de transmissão de uma série de doenças. Por isso, é importante prestar atenção se a comida foi preparada recentemente e se foi aquecida antes de ser levada à mesa. Isso pode reduzir bastante o número de casos de doenças transmitidas por alimentos.
Drauzio  Tem gente que não come salada fora de casa. É justificável essa cautela?
Jessé Alves – Existe o risco de adquirir doenças transmitidas pelas pessoas que preparam os alimentos, principalmente alimentos crus. Aliás, alimento cru nunca é 100% seguro se não for manipulado pela pessoa que vai ingeri-lo. Portanto, ao pedir uma salada fora de casa, é importante avaliar se o local preenche minimamente as condições de higiene adequada e se existe fiscalização e cuidado no preparo dos alimentos.
Drauzio – Em São Paulo existe um núcleo de medicina do viajante no Hospital Emílio Ribas e outro no Hospital das Clinicas. No Rio de Janeiro, há um núcleo na UFRJ, a Universidade Federal do Rio de Janeiro. Três núcleos para atender as pessoas que viajam para os locais de risco – e são muitos -, num país das dimensões do Brasil, é muito pouco. O que você aconselha aos viajantes que não têm acesso a esses núcleos especializados?
Jessé Alves – As pessoas devem buscar informações sobre os lugares a que se dirigem. Atualmente, essas informações estão disponíveis na internet. Em posse desses dados, aquelas que não puderem ter acesso a um centro especializado devem procurar um clínico geral ou um infectologista para obter orientações sobre vacinas e outras formas de evitar doenças durante as viagens.

Drauzio - E no caso das viagens internacionais?

Jessé Alves – Esse é um público extremamente importante. Atualmente, no Hospital Emílio Ribas, a metade das pessoas que nos procuram vai fazer viagens internacionais para países como a Índia ou para países da África e da Ásia, onde existem doenças que não são comuns no Brasil. Por isso, os viajantes precisam obter informações especificas sobre elas e se existem medidas de proteção, como as vacinas, que podem ser tomadas antes do embarque e durante a estada no local.
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domingo, 5 de agosto de 2012

Audiometria X Impedanciometria


Material do Otorrinohospital

Atualmente dispomos de uma diversidade de testes que possibilitam avaliar a função auditiva, através de métodos subjetivos e/ou objetivos. A avaliação auditiva é iniciada pela audiometria tonal que permanece sendo um teste bastante utilizado, por avaliar a sensibilidade auditiva, juntamente com os testes de fala e medidas da imitância acústica. A Audiometria Tonal em conjunto com a Imitanciometria, costumam ser o procedimento inicial para a avaliação clínica das alterações auditivas.
AUDIOMETRIA TONAL: É um teste básico que integra o perfil audiológico tendo como função medir a audição através da obtenção dos limiares auditivos tonais por via aérea e via óssea, detectando assim os limiares auditivos e estabelecendo o mínimo de intensidade sonora capaz de provocar a sensação auditiva, confrontando os resultados com o padrão de normalidade.
A avaliação audiológica pode ser realizada em adulto e crianças, sendo fundamental para o desenvolvimento da fala e da linguagem. É de suma importância o local da realização do teste, uma vez que deve ser realizada em ambiente acusticamente tratado (cabina acústica), com o intuito de evitar que ruídos ambientais interfiram no exame. A cabina é o local apropriado por ser construída para evitar que ruídos externos possam interferir.
COMO É REALIZADA A AUDIOMETRIA?
O profissional irá emitir tons puros em diferentes intensidades e frequências, através do uso de um fone devidamente posicionado. A audiometria inclui testes de reconhecimento de fala (discriminação vocal), limiar de reconhecimento de fala (SRT) e limiar de detecção de voz (LDV).
QUAL A FUNÇÃO DA AUDIOMETRIA?
Analisar de forma quantitativa o que o paciente escuta, o que compreende e do que se fala, detectando assim alterações auditivas. Permitindo ainda classificar a perda quanto ao tipo e grau, também nos orienta com medidas preventivas, evitando o agravamento do quadro. A partir da audiometria podemos verificar a presença da perda auditiva, nos orienta com medidas preventivas, fornece dados para indicação de aparelhos auditivos e detecta problemas auditivos em crianças em idade pré-escolar.
O grau da perda (leve, moderada, severa ou profunda), pode ser caracterizado em cada ouvido isoladamente. As perdas auditivas podem ser provenientes do ouvido externo e/ou médio (perdas auditivas condutivas), do ouvido interno, do nervo e das vias auditivas (perdas sensorioneural), e ainda quando acomete o ouvido médio e interno simultaneamente, gerando “perdas mistas”.
IMPEDANCIOMETRIA
imp
Impedanciometria
A impedanciometria mede a integridade do sistema tímpano-ossicular e do reflexo estapédio. Durante a realização do teste deverá ser posicionada uma pequena sonda, de forma indolor, na entrada do conduto auditivo externo do paciente. A impedanciometria tem como função verificar as condições da orelha média através da movimentação da membrana timpânica. É usada para diferenciar as patologias entre si, permitindo inferir sobre o funcionamento da tuba auditiva.
É composta por dois procedimentos: Imitanciometria que avalia a complacência da orelha média, das estruturas da orelha externa e média; e do Reflexo Estapédico, que avalia as condições da orelha média até a região do Complexo Olivar Superior. É de extrema utilidade no diagnóstico clínico por ser eficiente na captação das alterações de orelha média e bastante utilizada pela população infantil.


Referência Bibliográfica:

FRAZZ,M.M; SILVA , M.G;MUNHOZ,M.S.L- Audiologia clínica , voloume 2.São Paulo, atheneu, 2000.p.75-84
FROTA,S- Fundamentos em Fonoaudiologia – Rio de Janeiro, Ganabara , 1998;75-84.
ROSS. R.J- Manual de consulta rápida em audiologia- Rio de janeiro, Revinter, 2001;322-323.
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domingo, 3 de junho de 2012

Cirurgia de Vasectomia

É a forma cirúrgica de esterilidade masculina!!!

Se secciona os ductos deferentes do homem e o espermatozóide não chega até o sêmen!!!
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terça-feira, 3 de abril de 2012

O que são anticolinérgicos?

Fonte: Imescbarra.gif (2199 bytes)

Anticolinérgicos
Anticolinérgicos: diz-se das substâncias antagonistas da ação de fibras nervosas parassimpáticas que liberam acetilcolina. Ou seja, que inibem a produção da acetilcolina.

Medicamentos anticolinérgicos

Aspectos históricos e culturais
As drogas anticolinérgicas podem ser sintetizadas em laboratório. É o caso de alguns medicamentos como Artane, Akneton, Bentyl e outros. Em doses elevadas, além dos efeitos no corpo, são capazes de alterar as funções psíquicas.
Estes medicamentos tem utilidade terapêutica no tratamento da Síndrome de Parkinson e como antiespasmódico. Foram usados durante a Segunda Guerra Mundial por organismos militares, que viram neles um "soro da verdade", pois na aplicação parenteral levam a um estado torporoso, com especial tendência à sugestibilidade, liberando barreiras conscientes de defesa.
O uso não médico de substâncias anticolinérgicas, em particular Artane, mas também Bentyl, Asmosterona e outros, é mencionado no Brasil desde 1972. Lançados no mercado para o tratamento dos parkinsonianos, eles fizeram conhecer-se rapidamente nos meios iniciados no uso indevido de drogas, a começar por menores em situação de rua. Entre eles, o Artane é conhecido pelos nomes populares de "artemis", "aranha" e "buquê"; e o Bentyl por "bentinho".
O uso de Artane por crianças de rua é assustador, inclusive por aplicação endovenosa. Chega a ser a terceira droga mais usada pelos meninos em situação de rua do Brasil (após os inalantes e a maconha). O abuso de anticolinérgicos, tanto das plantas como dos medicamentos, é relativamente comum no Brasil. Estas drogas, com exceção feita aos meninos em situação de rua, são usadas esporadicamente.
Efeitos físicos e psíquicos
Absorvido em quantidades maiores do que a dose terapêutica, o produto provoca alterações mentais como alucinações e delírios, com duração de 48 horas. Consumido junto com outras drogas, como inalantes e maconha, o efeito pode durar mais tempo ainda, iniciando pela sensação de "barato" na cabeça ou no corpo todo, seguida de alterações na percepção de cores/sons, terminando com sensações de estranheza, medo, confusão mental, idéias de perseguição, dificuldades de memória - síndrome que adota a forma de um surto psicótico agudo. O potencial de dependência parece elevado, com alta toxicidade, evoluindo para alterações crônicas.
Os delírios e alucinações dependem bastante da personalidade da pessoa e de sua condição.
As drogas anticolinérgicas são capazes de produzir muitos efeitos periféricos. Assim, as pupilas ficam muito dilatadas, a boca seca e o coração dispara. Os intestinos ficam paralisados - tanto que são usados medicamentosamente como antidiarréicos - e a bexiga fica "preguiçosa" ou há retenção de urina.
Os anticolinérgicos podem produzir, em doses altas, grande elevação da temperatura - que chega, às vezes, até a 40-41 graus. Nestes casos, não muito comuns, a pessoa apresenta-se com a pele muito seca e quente com vermelhidão principalmente no rosto e pescoço. Esta temperatura elevada pode provocar convulsões. São, por isto, bastante perigosas. Existem pessoas que, também, descrevem ter "engolido a língua" e quase se sufocarem por causa disto. Ainda, em casos de dosagem elevada, o número de batimentos do coração sobe exageradamente, podendo chegar acima de 150 batimentos por minutos. Estas drogas não desenvolvem tolerância no organismo e não há descrição de síndrome de abstinência após a parada de um uso contínuo.
Nomes comerciais
Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.
Akineton (substância ativa - biperideno)
Uso terapêutico: Mal de Parkinson (antiparkinsoniano)
Artane (substância ativa - triexafenid)
Nome popular: aranha, artemis, buque
Uso terapêutico: Mal de Parkinson (antiparkinsoniano)
Bentyl (substância ativa - diciclomina)
Nome popular: bentinho
Uso terapêutico: antiespasmódico
Asmosterona (substância ativa - benactizina)
Uso terapêutico: asma
Periatin, Periavit (substância ativa - ciproheptadina)
Uso terapêutico: orexígeno (produz apetite)
                          
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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Terapia quelante - O que é terapia de quelação?

Terapia quelante é a administração de agentes quelantes para remover metais pesados ​​do corpo.

Para as formas mais comuns de intoxicação por metais pesados, aqueles que envolvem o arsênico, chumbo ou mercúrio, o padrão de atendimento nos Estados Unidos determina o uso do ácido dimercaptosuccínico (DMSA).

Outros agentes, como 2 (DMPS) e ácido alfa-lipóico (ALA), são usados ​​na medicina convencional e alternativo. "Quelação" é pronunciado "key-LAY-shun".

Agentes quelantes foram introduzidos na medicina como um resultado do uso de gás venenoso na I Guerra Mundial A primeira amplamente utilizado quelante, o orgânico ditiol composto dimercaprol (também chamado britânica Anti-Lewisite ou BAL), foi usado como um antídoto para a baseada em arsênico gás venenoso, Lewisite.

Os átomos de enxofre de grupos mercaptan BAL de vínculo fortemente para o arsênico na Lewisite, formando um composto solúvel em água que entrou na corrente sanguínea, permitindo que ele seja removido do corpo pelos rins e fígado. BAL teve graves efeitos colaterais.

Após a Segunda Guerra Mundial, um grande número de militares da Marinha sofria de intoxicação por chumbo, como resultado de seus trabalhos repintar o casco dos navios. A utilização médica de EDTA como agente quelante de chumbo foi introduzida. Ao contrário de BAL, é um aminoácido sintético e não contém mercaptans. Efeitos colaterais EDTA não foram considerados tão graves como BAL.

Na década de 1960, BAL foi modificado em DMSA, uma ditiol relacionadas com muito menos efeitos colaterais. DMSA rapidamente substituídos tanto BAL e EDTA, se tornando o padrão dos EUA de cuidados para o tratamento de arsênico, chumbo, e intoxicação por mercúrio, que permanece até hoje.

Pesquisa na ex-União Soviética levou à introdução de DMPS, outro ditiol, como um agente quelante de mercúrio. Os soviéticos também introduziu ALA, que é transformado pelo corpo em dihydrolipoic ditiol ácido, um agente de mercúrio e arsênico quelante. DMPS tem o estatuto experimental no FDA dos EUA, enquanto ALA é um suplemento nutricional comum.

Desde 1970, a terapia de quelação de ferro tem sido utilizado como uma alternativa à flebotomia regulares para tratar lojas excesso de ferro em pessoas com hemocromatose.

Outros agentes foram descobertos. Todos eles função, fazendo várias ligações químicas com íons de metal, tornando-os muito menos quimicamente reativo. O complexo resultante é solúvel em água, permitindo-lhe entrar na corrente sanguínea e ser excretado inofensivamente.

Cálcio dissódico EDTA quelação é aprovado pela Food and Drug Administration EUA (FDA) para tratamento de envenenamento por chumbo e toxicidade do metal pesado.

Em 1998, os EUA Federal Trade Commission (FTC) perseguiu o Colégio Americano para o Avanço em Medicina (ACAM), uma organização que promove a "medicina complementar e alternativa e integrativa" sobre a sua publicidade de EDTA terapia de quelação, com alegações como "terapia quelante é um tratamento seguro, eficaz e relativamente barata para restaurar o fluxo sanguíneo em vítimas de aterosclerose sem cirurgia. " A FTC descobriu que "os estudos científicos não provam que a terapia quelante EDTA é um tratamento eficaz para a aterosclerose.", E que as declarações do ACAM eram falsas. Em 1999, a ACAM concordou em parar de deturpar a terapia de quelação como eficaz no tratamento de doenças cardíacas, evitando processos judiciais.

Leitura complementar


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