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segunda-feira, 20 de julho de 2015

Cientistas encontraram a “cave” que faz com que o câncer se espalhe, dando uma esperança impressionante para novos tratamentos

Uma molécula essencial, que permite que o câncer se espalhe, foi identificada por cientistas pela primeira vez, abrindo o caminho para novos tratamentos.
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terça-feira, 24 de março de 2015

Notícias e Esclarecimentos sobre a cirurgia feita pela Atriz Angelina Jolie [Histerectomia]

Na onda da notícia da declaração da atriz Angelina Jolie querendo fazer uma cirurgia para retirar os ovários vamos falar dessa cirurgia.

Notícia: 

Angelina Jolie retira ovários para prevenir cancro


http://imagens0.publico.pt/imagens.aspx/911520?tp=UH&db=IMAGENS&w=171
Fonte da notícia: LINK

A atriz Angelina Jolie revelou esta terça-feira que retirou os ovários como forma de prevenção do cancro, porque é portadora de mutações hereditárias no gene BRCA1, que aumentam em 50% o risco deste cancro. Em Portugal, só no Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto mais de 30 mulheres já tomaram esta decisão.
Num relato no jornal norte-americano New York Times, a atriz de 39 anos lembrou que a sua mãe, de quem herdou as mutações genéticas no BRCA1, morreu aos 56 anos de cancro da mama. Mutações no BRCA1 também aumentam em 87%  o risco de cancro da mama, o que já tinha levado a atriz a fazer uma dupla mastectomia em 2013, para reduzir essa probabilidade para menos de 5%. “É uma cirurgia menos complexa [do que a dupla mastectomia], mas os efeitos são mais graves. Força a mulher a entrar na menopausa”, escreveu agora sobre a remoção dos ovários.
Em Portugal, as mutações hereditárias do BRCA1 – tal como do gene BRCA2 – têm levado várias mulheres a decidirem-se por estas cirurgias profilácticas da mama e dos ovários. Manuel Teixeira, diretor do Serviço de Genética do IPO do Porto, informa que só ali estão identificadas 150 famílias com mutações nos dois genes.
Até Maio de 2014, 34 mulheres com as mutações tinham retirado os ovários para reduzir o risco de cancro, diz ainda Manuel Teixeira. Já a dupla mastectomia foi feita por dez mulheres. E, tal como Angelina Jolie, houve outras 20 que fizeram as duas cirurgias no IPO do Porto.
“Se uma mulher tiver a mutação num destes genes, deve fazer a cirurgia”, considera o médico a propósito da remoção dos ovários. “Não há uma redução completa do risco, mas quase.”
Há mesmo uma “recomendação formal” das instituições oncológicas para a extração dos ovários em caso de mutações nos genes BRCA: “Não há alternativa, porque é muito difícil diagnosticar antecipadamente [este cancro]”, explica. “É uma situação médica absolutamente necessária.”
Mas só a partir dos 35 anos: “O risco de cancro dos ovários é muito raro até aos 40 anos, mesmo o hereditário. A média é por volta dos 50, portanto não é um grande risco esperar até aos 35 e ter os filhos que se entender.”
Já a cirurgia mamária profiláctica, “mais radical” do que a dos ovários por afetar a aparência física, não tem uma idade mínima: “Diria que é indicada a partir dos 25 anos, embora não seja uma indicação oficial.”
___________________________________________
Professor Djalminha diz: A cirurgia é chamada em geral de Histerectomia. Normalmente é o útero ou parte dele que é retirado, mas também em caso de esterilidade total de uma mulher se retira as tubas uterinas e o próprio ovário.
Fonte: Minha Vida
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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Um médico italiano descobriu algo simples que considera a causa do câncer


curaquantica24
Inicialmente banido da comunidade médica italiana, foi aplaudido de pé na Associação Americana contra o Câncer quando apresentou sua terapia. O médico observou que todo paciente de câncer tem aftas.

Isso já era sabido da comunidade médica, mas sempre foi tratada como uma infecção oportunista por fungos - Candida albicans. Esse médico achou muito estranho que todos os tipo de câncer tivessem essa característica, ou seja, vários são os tipos de tumores mas têm em comum o aparecimento das famosas aftas no paciente.
Então, pode estar ocorrendo o contrário, pensou ele. A causa do câncer pode ser o fungo.
E, para tratar esse fungo, usa-se o medicamento mais simples que a humanidade conhece:bicarbonato de sódioAssim ele começou a tratar seus pacientes com bicarbonato de sódio,
não apenas ingerível, mas metodicamente controlado sobre os tumores.
Resultados surpreendentes começaram a acontecer.

Tumores de pulmão, próstata e intestino desapareciam como num passe de mágica, junto com as Aftas.
Desta forma, muitíssimos pacientes de câncer foram curados e hoje comprovam com seus exames os resultados altamente positivos do tratamento. Para quem se interessar mais pelo assunto, siga o link (em inglês):não deixem de ver o vídeo, no link abaixo. O medico fala em italiano, mas tem legenda em português . http://www.curenaturalicancro.com/
Lá estão os métodos utilizados para aplicação do bicarbonato de sódio sobre os tumores.
Quaisquer tumores podem ser curados com esse tratamento simples e barato.
Parece brincadeira, né?

Mas foi notícia nos EUA e nunca chegou por aqui.
Bem que o livro de homeopatia recomenda tratar tumores com bórax, que é o remédio homeopático para aftas. E os macrobióticos consideram o câncer uma manifestação natural do meio ácido.
Afinal, uma boa notícia em meio a tantas ruins.
Na Integra
Fonte: g1sul
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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Obesidade, preguiça e câncer de mama Por Dr. Drauzio Varella


A atual epidemia de obesidade caminha em paralelo à do sedentarismo. Consequências do farto acesso a alimentos de alto conteúdo calórico e das comodidades modernas, ambas as epidemias interagem de forma sinérgica: quanto maior o excesso de peso, menor a disposição para o movimento e vice-versa.
A Organização Mundial da Saúde estima que, neste século XXI, o impacto da epidemia de obesidade na saúde dos povos será de tal ordem que o número de mortes causadas por ela deverá ultrapassar as do cigarro.
Há muito se sabe que o excesso de peso está associado ao risco de desenvolver diabetes, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares como infarto do miocárdio e derrame cerebral, enfermidades reumatológicas e outras patologias; agora, sabemos que aumenta também o risco de certos tipos de câncer. Pela alta incidência na população, o câncer de mama é o mais importante deles, uma vez que, em cada oito a nove mulheres, uma receberá esse diagnóstico ao longo da vida.
Uma das ações do estrógeno e da progesterona é estimular a proliferação das glândulas mamárias. É porque os ovários começam a produzir maiores quantidades desses hormônios que as mamas das meninas crescem na puberdade. A administração continuada de hormônios femininos exerce o mesmo efeito até em homens, como demonstram os seios de alguns travestis.
Curiosamente, a obesidade exerce influências antagônicas no risco de câncer de mama, conforme a fase da vida reprodutiva em que se encontra a mulher.
As mulheres que ganham peso excessivo já na vida adulta e chegam obesas à menopausa têm risco de desenvolver a doença de 1,5 a 2 vezes maior. Uma análise crítica de oito estudos recentes mostrou que, para cada oito quilos a mais nessa fase da vida, o risco de câncer de mama aumenta 18%.
O que têm a ver os seios com a gordura? A gordura não é um simples depósito para armazenar energia a ser queimada na época das vacas magras?
Hoje, está demonstrado que o tecido gorduroso exerce funções bem mais complexas. Ele participa do controle hormonal de forma tão ativa que os especialistas o consideram parte importante do sistema endócrino.
Com a chegada da menopausa, os ovários param de fabricar hormônios sexuais, mas o organismo feminino encontra caminhos alternativos com a finalidade de obter o estrógeno necessário para manter funções como preservar a integridade das mucosas genitais
e da massa óssea, por exemplo. O mais importante deles -chamado de aromatização- acontece justamente na intimidade do tecido gorduroso.

Na mulher obesa em menopausa, quando o tecido mamário deveria gozar o merecido repouso, a aromatização ocorrida na gordura em excesso formará quantidades mais altas de estrógeno que estimulam a proliferação das glândulas mamárias, aumentando a probabilidade de surgirem células malignas resultantes de erros no processo de divisão celular. Em contraste, antes da menopausa, a obesidade está associada a uma redução futura de 10% a 30% dos casos da doença. Como explicar?
Nesse caso, também acontece a aromatização excessiva no tecido gorduroso descrita na menopausa, mas a quantidade de estrógeno produzida é pequena diante das altas concentrações liberadas na circulação pelos ovários em funcionamento durante os ciclos menstruais. Além disso, mulheres m ais jovens, quando são obesas, costumam apresentar distúrbios menstruais que incluem ciclos com ausência de ovulação, atrasos e até períodos sem menstruações, capazes de reduzir a exposição das glândulas mamárias à ação
proliferativa dos hormônios sexuais.

Da mesma forma, a prática de atividade física pode reduzir a incidência de câncer de mama. Está provado que o exercício altera os ciclos menstruais e a exposição cumulativa do tecido mamário aos hormônios femininos. Atividade esportiva extenuante pode retardar o aparecimento da primeira menstruação e causar atrasos menstruais. Durante a adolescência, mesmo a atividade física moderada pode alterar a fisiologia ovariana a ponto de suspender a ovulação.
Mulheres que praticam pelo menos quatro horas de atividade física semanal durante os anos de vida reprodutiva têm risco 60% mais baixo de desenvolver câncer de mama do que as sedentárias. Nas que já atingiram a menopausa, a prática de exercício físico ambém reduz a incidência dessa enfermidade por causar diminuição dos níveis de estrógeno e da massa gordurosa. Não está claro, no entanto, se a prática recente de atividade física protege mais ou menos do que a atividade cumulativa no decorrer da vida.
Por razões pouco conhecidas, obesidade e vida sedentária aumentam também a incidência de outros tipos de câncer. Combinados, os dois fatores são responsáveis por 20% dos casos de câncer de mama, 50% dos carcinomas de endométrio (camada mucosa que reveste a parte interna do útero), 25% dos tumores malignos do cólon (intestino grosso) e 37% dos casos de adenocarcinoma de esôfago, um tipo de câncer cuja incidência aumenta exponencialmente nos últimos anos.
Descendente de hominídeos obrigados a consumir energia para obter  alimentos e fugir de predadores nas florestas, o cérebro humano, desenhado em época de penúria, não estava preparado para resistir às tentações da mesa e ao conforto dos sofás.
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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

REYNALDO GIANECCHINI ESTÁ COM LINFOMA - O QUE É LINFOMA? -




REYNALDO GIANECCHINI COM TUMOR NOS GÂNGLIOS LINFÁTICOS (LINFOMA)




Ator está internado no hospital Sírio Libanês, em São Paulo
São Paulo – O ator global Reinaldo Gianecchini recebeu o diagnóstico de que está com um linfoma do tipo não-Hodgkin, um tumor que atinge os gânglios linfáticos. A informação é da colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de São Paulo. Gianecchini está internado no hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

Inicialmente, o motivo divulgado para a internação havia sido uma reação alérgica a um antibiótico, usado por ele para tratar uma faringite. Após uma série de exames, o médicos chegaram ao parecer de que o ator está com um linfoma. Há um mês, Gianecchini passou por uma cirurgia de hérnia inguinal e, depois da operação, teve uma reação infecciosa na perna.

Ainda segundo a Folha de São Paulo, ele está internado há uma semana e teve que suspender as apresentações desta semana da peça “Cruel”, atualmente em cartaz em São Paulo e prevista para durar até outubro. Segundo a assessoria de imprensa do hospital, o boletim médico com informações sobre o estado de saúde do ator deve sair nesta quinta-feira (11/08). A TV Globo deve divulgar uma nota sobre o caso ainda nesta quarta-feira (10/08).

O QUE É LINFOMA DO TIPO NÃO-HODGKIN


Linfomas são neoplasias malignas que se originam nos linfonodos (gânglios), muito importantes no combate às infecções.



Os Linfomas Não-Hodgkin incluem mais de 20 tipos diferentes. O número de casos praticamente duplicou nos últimos 25 anos, particularmente entre pessoas acima de 60 anos por razões ainda não esclarecidas.

Com base na média das taxas brutas encontradas nos 17 Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP) do Brasil que possuem mais de 3 anos de informações consolidadas, estima-se que haverá aproximadamente 4.900 casos nos homens e 4.200 casos novos em mulheres no Brasil em 2009.


Fatores de Risco

Os poucos conhecidos fatores de risco para o desenvolvimento de Linfomas Não-Hodgkin são:

• Sistema imune comprometido - Pessoas com deficiência de imunidade, em conseqüência de doenças genéticas hereditárias, uso de drogas imunossupressoras e infecção pelo HIV, têm maior risco de desenvolver linfomas. Pacientes portadores dos vírus Epstein-Barr, HTLV1, e da bactéria Helicobacter pylori (que causa úlceras gástricas), têm risco aumentado para alguns tipos de linfoma;

• Exposição Química - Os Linfomas Não-Hodgkin estão também ligados à exposição a certos agentes químicos, incluindo pesticidas, solventes e fertilizantes. Herbicidas e inseticidas têm sido relacionados ao surgimento de linfomas em estudos com agricultores e outros grupos de pessoas que se expõem a altos níveis desses agentes químicos. A contaminação da água por nitrato, substância encontrada em fertilizantes, é um exemplo de exposição que parece aumentar os riscos para doença;

• Exposição a altas doses de radiação.


Prevenção

Assim como em outras formas de câncer, dietas ricas em verduras e frutas podem ter efeito protetor contra o desenvolvimento de Linfomas Não-Hodgkin.


Sintomas

• Aumento dos linfonodos do pescoço, axilas e/ou virilha;

• Sudorese noturna excessiva;

• Febre;

• Prurido (coceira na pele);

• Perda de peso inexplicada.


Diagnóstico

São necessários vários tipos de exames para o diagnóstico adequado dos Linfomas Não-Hodgkin. Esses exames permitem determinar o tipo exato de linfoma e esclarecer outras características, cujas informações são úteis para decisão da forma mais eficaz de tratamento a ser empregado.


Biópsia


Durante a biópsia, é retirada pequena porção de tecido (em geral linfonodos) para análise em laboratório de anatomia patológica. Há vários tipos de biópsia, incluindo os seguintes:

• Biópsia excisional ou incisional - através de uma incisão na pele, retira-se o linfonodo por inteiro (excisional) ou uma pequena parte do tecido acometido (incisional). É considerado o padrão de qualidade para o diagnóstico dos linfomas;

• Punção aspirativa por agulha fina - retira-se pequena porção de tecido por aspiração através de agulha;

• Biópsia e aspiração de medula óssea - retira-se pequena amostra da medula óssea (biópsia) ou do sangue da medula óssea (aspiração) através de uma agulha. Este exame é necessário para definir se a doença estende-se também à medula óssea, informação importante que pode ter implicações no tratamento a ser empregado;

• Punção lombar - retira-se pequena porção do líquido cerebroespinhal (líquor), que banha o cérebro e a medula espinhal (não confundir com medula óssea). Esse procedimento determina se o sistema nervoso central foi atingido;


Exames de Imagem

Estes exames são usados para determinar a localização dos sítios acometidos pela doença

• Radiografias de tórax - podem detectar tumores no tórax e pulmões;

• Tomografia Computadorizada - visualiza internamente os segmentos do corpo por vários ângulos, permitindo imagens detalhadas;

• Ressonância Nuclear Magnética (RNM) - também produz imagens detalhadas dos segmentos corporais;

• Cintigrafia com Gálio - uma substância radioativa que, ao ser injetada no corpo, concentra-se principalmente em locais comprometidos pelo tumor. Uma câmera especial permite ver onde o material radioativo se acumulou, e determinar o quanto se disseminou a doença.


Estudos Celulares

Junto com biópsias e exames de imagem, são utilizados alguns testes que ajudam a determinar características específicas das células nos tecidos biopsiados, incluindo anormalidades citogenéticas tais como rearranjos nos cromossomos, comuns nos linfomas. Esses testes permitem também realizar estudos de receptores para antígenos específicos nas células linfomatosas, que servem tanto para definir a origem celular, como também para estimar o prognóstico do paciente. Estes testes incluem:

• Imunohistoquímica - anticorpos são utilizados para distinguir entre tipos de células cancerosas;

• Estudos de Citogenética - determinam alterações no cromossomos das células;

• Citometria de Fluxo - as células preparadas na amostra são passadas através de um feixe de laser para análise;

• Estudos de Genética Molecular (Biologia Molecular) - testes altamente sensíveis com DNA e RNA para determinar alterações genéticas específicas nas células cancerosas.

Novos testes e procedimentos diagnósticos estão surgindo a partir de trabalhos com a análise do genoma e expressão gênica. Parecem trazer informações importantes no futuro, mas na atualidade ainda são experimentais.


Classificação

Classificar o tipo de linfoma pode ser uma tarefa bastante complicada, mesmo para hematologistas e patologistas. Os Linfomas Não-Hodgkin são, de fato, um grupo complexo de quase 40 formas distintas desta doença. Após o diagnóstico, a doença é classificada de acordo com o tipo de linfoma e o estágio em que se encontra (sua extensão). Estas informações são muito importantes para selecionar adequadamente a forma de tratamento do paciente, e estimar seu prognóstico.

Os Linfomas Não-Hodgkin são agrupados de acordo com o tipo de célula linfóide, se linfócitos B ou T. Também são considerados tamanho, forma e padrão de apresentação na microscopia. Para tornar a classificação mais fácil, os linfomas podem ser divididos em dois grandes grupos: indolentes e agressivos.

Os linfomas indolentes têm um crescimento relativamente lento. Os pacientes podem apresentar-se com poucos sintomas por vários anos, mesmo após o diagnóstico. Entretanto, a cura nestes casos é menos provável do que nos pacientes com formas agressivas de linfoma. Esses últimos podem levar rapidamente ao óbito se não tratados, mas, em geral, são mais curáveis. Os linfomas indolentes correspondem aproximadamente a 40% dos diagnósticos, e os agressivos, aos 60% restantes.


Estadiamento

Uma vez diagnosticada a doença, segue o procedimento denominado estadiamento. Consiste em determinar a extensão da doença no corpo do paciente. São estabelecidos 4 estágios, indo de I a IV. No estágio I observa-se envolvimento de apenas um grupo de linfonodos. Já no estágio IV temos o envolvimento disseminado dos linfonodos. Além disso, cada estágio é subdividido em A e B (exemplo: estágios 1A ou 2B). O "A" significa assintomático, e para pacientes que se queixam de febre, sudorese ou perda de peso inexplicada, aplica-se o termo "B".


Tratamento

A maioria dos linfomas é tratada com quimioterapia, radioterapia, ou ambos. A imunoterapia está sendo cada vez mais incorporada ao tratamento, incluindo anticorpos monoclonais e citoquinas, isoladamente ou associados à quimioterapia.

A quimioterapia consiste na combinação de duas ou mais drogas, sob várias formas de administração, de acordo com o tipo de Linfoma Não-Hodgkin. A radioterapia é usada, em geral, para reduzir a carga tumoral em locais específicos, para aliviar sintomas relacionados ao tumor, ou também para consolidar o tratamento quimioterápico, diminuindo as chances de recaída em certos sítios no organismo mais propensos à recaída.

Para linfomas com maior risco de invasão do sistema nervoso (cérebro e medula espinhal), faz-se terapia preventiva, consistindo de injeção de drogas quimioterápicas diretamente no líquido cérebro-espinhal, e/ou radioterapia que envolva cérebro e medula espinhal. Naqueles pacientes que já têm envolvimento do sistema nervoso no diagnóstico, ou desenvolvem esta complicação durante o tratamento, são realizados esses mesmos tratamentos; entretanto, as injeções de drogas no líquido cérebro-espinhal são feitas com maior freqüência.

Imunoterapias, particularmente interferon, anticorpos monoclonais, citoquinas e vacinas tumorais estão sendo submetidos a estudos clínicos para determinar sua eficácia nos Linfomas Não-Hodgkin. Para algumas formas específicas de linfoma, um dos anticorpos monoclonais já desenvolvidos, denominado Rituximab, mostra resultados bastante satisfatórios, principalmente quando associada à quimioterapia. No caso dos linfomas indolentes, as opções de tratamento podem ir desde apenas observação clínica sem início do tratamento, até tratamentos bastante intensivos, dependendo da indicação mais adequada.

Consulte a publicação Estimativa 2008 Incidência de Câncer no Brasil.

Dr. Ricardo Bigni
Serviço de Hematologia
Hospital do Câncer I / INCA
Instituto Nacional de Câncer - INCA
Praça Cruz Vermelha, 23 - Centro
20230-130 - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 3207-1000



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