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terça-feira, 18 de setembro de 2012

O que é Pilates?


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Mulher praticando pilates.
Pilates é um método de controle muscular desenvolvido por Joseph Pilates na década de 1920.[1] A maioria dos exercícios são executados com a pessoa deitada.[1] É atualmente uma técnica reconhecida para tratamento e prevenção de problemas na coluna vertebral[2]

Referências

  1. ↑ a b Avaliação isocinética da musculatura envolvida na flexão e extensão do tronco: efeito do método Pilates® (PDF). Sociedade Brasileira de Medicina do EsporteScielo (3 de novembro de 2004). Página visitada em 3 de setembro de 2011. "O método Pilates® desenvolvido por Jopeph Pilates no início da década de 1920 tem como base um conceito denominado de contrologia. Segundo Pilates, contrologia é o controle consciente de todos os movimentos musculares do corpo. É a correta utilização e aplicação dos mais importantes princípios das forças que atuam em cada um dos ossos do esqueleto, com o completo conhecimento dos mecanismos funcionais do corpo, e o total entendimento dos princípios de equilíbrio e gravidade aplicados a cada movimento, no estado ativo, em repouso e dormindo. Os exercícios do método Pilates® são, na sua maioria, executados na posição deitada, havendo diminuição dos impactos nas articulações de sustentação do corpo na posição ortostática e, principalmente, na coluna vertebral, permitindo recuperação das estruturas musculares, articulares e ligamentares particularmente da região sacrolombar. O sistema básico inclui um programa de exercícios que fortalecem a musculatura abdominal e paravertebral, bem como os de flexibilidade da coluna, além de exercícios para o corpo todo. Já no sistema intermediário-adiantado são introduzidos, gradualmente, exercícios de extensão do tronco, além de outros exercícios para o corpo todo, procurando melhorar a relação de equilíbrio agonista-antagonista. Uma vez que o método Pilates® preconiza a melhoria das relações musculares (agonista e antagonista), o nosso objetivo foi testar o efeito desse método de treinamento sobre o torque isocinético dos extensores e flexores do tronco medido a velocidade angular de 120 graus por segundo."
  2.  Pilates ajuda a fortalecer coluna, músculos da coxa e assoalho pélvicoBem Estar (14 de outubro de 2011). Página visitada em 29 de outubro de 2011. "O pilates [...] hoje é uma técnica reconhecida para prevenção e tratamento de problemas na coluna."

Ultimamente, tem-se falado muito em aulas de Pilates. Mas afinal, o que é Pilates?
O método Pilates tem como base, os princípios criados por Joseph H. Pilates e associa a estes, os conceitos de Rolfing, Polestar, Feldenkrais, Power Yoga, stretching, Fisioball, Gyrokinesis e outras técnicas de conscientização corporal e teorias de controle motor.

Com a certeza de que os músculos devem ser fortes e flexíveis para se manterem bonitos e saudáveis, o Pilates fortalece os músculos fracos, alonga os músculos que estão encurtados e aumenta a mobilidade das articulações. Movimentos fluentes são feitos sem pressa e com muito controle para evitar estresse. O alinhamento postural é importante em cada exercício, ajudando na melhora da postura global do indivíduo.
Assim, a força, a tonificação e o alongamento são trabalhados de dentro para fora do corpo, tornando-o forte, bonito, saudável, harmonioso e elegante.
As aulas apresentam:
  • Exercícios suaves e eficazes;
  • Anúncios Google
    Equipamentos para PilatesKauffer Pilates. Equipamentos e acessórios para Pilates.
    Curso de RPGProf. Dr. Semaan El Razi Neto (PhD) Novas Turmas em 2011
  • Poucas repetições de cada movimento;
  • Grande repertório de exercícios;
  • Aulas únicas, evitando monotonia;
  • Uso de aparelhos e acessórios criados especialmente para os exercícios;
  • Resultados rápidos e duradouros;
  • Construção de uma postura correta e natural;
  • Não há desgaste físico.
Benefícios:
  • Aumenta a resistência física e mental;
  • Alongamento e maior controle corporal;
  • Correção postural;
  • Aumento da flexibilidade, tônus e força muscular;
  • Alívio das tensões, estresse e dores crônicas;
  • Melhora da coordenação motora;
  • Maior mobilidade das articulações;
  • Estimulação do sistema circulatório e oxigenação do sangue;
  • Facilita a drenagem linfática e eliminação das toxinas;
  • Fortalecimento dos órgãos internos;
  • Aumento da concentração;
  • Trabalha a respiração;
  • Promove relaxamento.
O Pilates é agradável, fácil e traz resultados rápidos. Qualquer pessoa, com mais de 12 anos e em todos os níveis de condicionamento físico pode praticá-lo. Experimente!
Nós conversamos com Inélia Garcia, a Diretora do Studio Pilates do Brasil, que segue as orientações originais de Joseph H. Pilates. Veja também fotos dos aparelhos. (leia mais)
Por:
Valéria Alvin Igayara de Souza
CREF 7075/ GSP - Especialista em treinamento.
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sábado, 15 de setembro de 2012

Modelo de Triagem do Bateria de Exames

Nome do visitante: _________________________________________
Idade: _________ anos
Sexo: M - F
Data de nascimento: ____/____/_______
Profissão: _________________
Estado civl: ____________
Têm filhos: Sim (  ) Não (  ), caso sim, quantos: _______

Anamnese: 


1.  O seu médico já lhe disse alguma vez que você tem um problema cardíaco? (   ) SIM   (   ) NÃO 
2.  Você tem dores no peito com freqüência? (   ) SIM   (   ) NÃO 
3.  Você desmaia com freqüência ou tem episódios importantes de vertigem? (   ) SIM   (   ) NÃO 
4. Algum médico já lhe disse que a sua pressão arterial estava muito alta? (   ) SIM   (   ) NÃO
5.  Algum médico já lhe disse que você tem um problema ósseo ou articular, como, por exemplo, artrite, que se 
tenha agravado com o exercício ou que possa piorar com ele? (   ) SIM   (   ) NÃO 
6.  Existe alguma boa razão física, não mencionada aqui, para que você não siga um programa de atividade 
física, mesmo que você queira? (   ) SIM   (   ) NÃO 
7.  Você tem mais de 65 anos de idade e não está acostumado a exercícios intensos? (   ) SIM   (   ) NÃO 


1. Um médico já disse que você tinha alguns dos problemas que se seguem? (S/N) 
(   ) Doença cardíaca coronariana  (   ) Ataque cardíaco 
(   ) Doença cardíaca reumática   (   ) Derrame cerebral 
(   ) Doença cardíaca congênita   (   ) Epilepsia 
(   ) Batimentos cardíacos irregulares  (   ) Diabetes 
(   ) Problemas nas válvulas cardíacas  (   ) Hipertensão 
(   ) Murmúrios cardíacos   (   ) Câncer 
(   ) Angina 
Por favor, explique: ________________________________________________________________________ 
2. Você tem algum dos sintomas abaixo? (S/N) 
(   ) Dor nas costas 
(   ) Dor nas articulações, tendões ou músculo 
(   ) Doença pulmonar (asma, enfisema, outra) 
Por favor, explique:_________________________________________________________________________ 
3. Liste os medicamentos que você está tomando (nome e motivo) 
_______________ __________________________________________________ 
_______________ __________________________________________________ 
_______________ __________________________________________________ 
4. Algum parente próximo (pai, mãe, irmão ou irmã) teve ataque cardíaco ou outro problema relacionado 
com o coração antes dos 50 anos? (   ) NÃO (   ) SIM
5. Algum médico disse que você tinha alguma restrição à prática de atividade física (inclusive cirurgia)? 
(   ) NÃO    (   ) SIM. Por favor, explique: ___________________________________________________________
6. Você está grávida? (   ) NÃO    (   ) SIM.  
7. Você fuma?  (   ) NÃO    (   ) SIM.   ____cigarros por dia  ____charutos por dia  ___cachimbos por dia.
8. Você ingere bebidas alcoólicas?  ___ não ___ sim
(   ) 0-2 doses/semana (   ) 3-14 doses/semana  (   ) mais de 14 doses/semana 
Nota: uma dose é igual a 28,3g de licor forte (cálice de licor), 169,8g de vinho (taça de vinho), ou 339,6g de cerveja (caneca de chope)

9. Atualmente você tem se exercitado pelo menos 2 vezes por semana, por pelo menos 20 minutos? 
(   ) NÃO    (   ) SIM. 
A. Se sim, por favor, especifique: 
(   ) corrida    (   ) esporte de raquete 
(   ) caminhada vigorosa  (   ) pilates 
(   ) bicicleta   (   ) levantamento de peso 
(   ) aeróbica   (   ) natação 
(   ) outro (especifique) _______________________________ 
B. Total de minutos dispendidos em atividades aeróbias por semana: 
(   ) 40-60 minutos/semana 
(   ) 61-80 minutos/semana 
(   ) 81-100 minutos/semana 
(   ) 100 ou mais minutos/semana 
10. Você mediu sua taxa de colesterol no ano passado? 
(   ) não 
(   ) sim – acima de 200 (Níveis perigosos) 
(   ) sim – abaixo de 200 (Níveis desejáveis)
(   ) sim – não sabe o valor 
11. Verifique a descrição que melhor representa a quantidade de estresse que você tem durante um dia 
normal: 
(   ) sem estresse 
(   ) estresse leve ocasional 
(   ) estresse moderado freqüente 
(   ) estresse elevado freqüente 
(   ) estresse elevado constante 
12. Quais são os seus objetivos ingressando em um grupo de promoção de saúde? 
(   ) perder peso   (   ) melhorar a aptidão cardiovascular 
(   ) melhorar a flexibilidade  (   ) melhorar a condição muscular 
(   ) reduzir as dores nas costas  (   ) reduzir o estresse 
(   ) parar de fumar   (   ) diminuir o colesterol 
(   ) melhorar a nutrição   (   ) sentir-se melhor 
(   ) outro (especifique) _____________________________________________________ 

Bateria de Exames

Peso: __________ 
Altura: _________
P.A.: __________________
IMC: __________________
Glicose: ________________
Teste postural: __________
Outros: _______________

Obs.: nome de quem fez o exame no visitante...

Obs.: Fazer uma pequena com apenas os dados do visitante para ele levar consigo ... como um cartão!!!
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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Sal e pressão alta por Dr. Drauzio Varella


Material do Grupo Bateria de Exames
No passado, os hipertensos eram simplesmente proibidos de comer sal. Hoje, não somos tão radicais, porque o cloreto de sódio é um mineral indispensável para o funcionamento das células, devendo ser ingerido mesmo por quem sofre de pressão alta.
Mas é preciso cuidado, porque cerca de 60% das pessoas apresentam sensibilidade exagerada a ele. Organismos que acumulam sódio com mais facilidade retêm líquido em excesso e podem apresentar tendência à hipertensão.
Para cada nove gramas de sal ingerido, o corpo retém em média 1 litro de água. São mais sensíveis os negros, as mulheres e homens com mais de 65 anos, os portadores de diabetes e aqueles que têm familiares sensíveis aos efeitos do sal.
Embora estejam bem documentados os efeitos benéficos da redução de sal em casos de hipertensão de intensidade leve ou moderada, faltavam estudos nos casos mais graves.
A revista “Hypertension” publica o primeiro estudo que avalia o papel do sal em pessoas portadoras de hipertensão resistente, definida como pressão arterial elevada apesar do uso de três ou mais medicamentos.
Quadros hipertensivos resistentes como esse constituem um problema relativamente comum: afetam de 20% a 30% dos hipertensos, e sua frequência tem aumentado em paralelo com a propagação da epidemia de obesidade.
O estudo foi conduzido com apenas doze participantes, no ambulatório de Hipertensão da Universidade de Alabama. Os autores compararam dois níveis de ingestão de sódio: 5,7 gramas por dia versus 1,15 gramas (um pacotinho de sal contém cerca de 1 grama).
Apesar do pequeno número de participantes, o trabalho foi árduo. Os pacientes foram colocados alternadamente em dietas rígidas contendo um desses dois níveis de consumo de sódio, por períodos com duração de uma semana. A pressão arterial foi medida em diversos horários e monitorada por aparelho portátil durante as 24 horas do dia. Metade dos pacientes eram negros e 7% mulheres. O Índice de Massa Corpórea (IMC = peso/altura x altura) médio foi de 32,9 kg/m2 (portanto na faixa de obesidade). A pressão arterial média inicial do grupo era 14,6 por 8,4 (em cm). Os pacientes tomavam, em média, três a quatro medicações anti-hipertensivas, diariamente.
As comparações entre os dois grupos revelaram que aqueles mantidos com 1,15 gramas diárias de sódio apresentaram redução média de 2,27 cm na pressão máxima e de 0,91 cm na mínima.
No editorial que acompanha o artigo publicado, Lawrence Appel, da Johns Hopkins University, comenta: “Essas diminuições da pressão arterial excedem às que foram obtidas em outros estudos sobre dietas com pouco sal em indivíduos com hipertensão não tratada”. E acrescenta: “Os níveis de redução da pressão observados equivalem a acrescentar mais uma ou duas drogas nos esquemas desses casos resistentes”.
Outro achado surpreendente foi o alto nível de consumo de sal relatado pelos participantes, antes do início do estudo, período em que cada um escolhia a dieta que melhor lhe aprouvesse. Nessa fase inicial, o consumo médio era de 4,5 gramas diárias, mais do que o dobro da dose máxima recomendada para a população em geral e mais do que o triplo da indicada para quem sofre de hipertensão.
Os autores concordam que é praticamente impossível alcançar níveis de ingestão de sódio próximos de 1,15 gramas diárias, na vida prática. A experiência mostra que, mesmo com aconselhamento intensivo, enfocado apenas na redução do consumo de sal, as médias atingidas mal chegam ao dobro dessa.
Um dos maiores obstáculos para a redução da quantidade de sódio na dieta dos hipertensos é o alto teor de sal existente nos alimentos processados e nas comidas preparadas em restaurantes. Num mundo em que as pessoas ativas fazem boa parte das refeições fora de casa, não é fácil adotar dietas restritivas como a proposta pelo estudo.
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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

USP estuda nova fórmula para calcular IMC capaz de identificar falsos magros

Por Tainah Medeiros


Novo cálculo propõe equação que leva em conta a massa gorda
Uma nova tese para calcular o IMC (Índice de Massa Corporal) foi recentemente publicada pelo Departamento de Nutrição da Usp (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto. O estudo propõe uma equação capaz de identificar os “falsos magros”, que apesar de exibirem uma silhueta esguia apresentam altos níveis de gordura, e os “falsos gordos”, que têm um IMC alto em decorrência de ganho de massa muscular, e não de gordura.

Após quatro anos de estudo, a pesquisa da nutricionista Mirele Savegnago Mialich Grecc, inédita no Brasil, estabelece uma equação que leva em conta a massa gorda do indivíduo, além do peso e da estatura, as duas medidas usadas no cálculo do IMC. A fórmula é expressa pela soma do triplo do peso com o quádruplo do percentual de gordura, tudo dividido pela altura.
A equação usada atualmente foi obtida em 1835 pelo estatístico belga Lambert Adolphe Jacques Quételet e adotada como ideal pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em 1997. O cálculo divide o peso pela altura ao quadrado, obtendo uma numeração que indica em qual grupo a pessoa se encaixa: abaixo do peso ideal, peso normal, sobrepeso, obesidade. Entretanto, a fórmula não leva em conta quanto desses quilos estão relacionados a gordura e quantos se referem a massa muscular.
Veja as diferenças entre o cálculo do IMC clássico e a equação proposta pela USP:
IMC
IMC da USP
Peso (kg) ÷ Altura (m) ao quadrado
(3 x Peso (kg) + 4 x Percentual de gordura) ÷ Altura (cm)
Dentro da nova proposta, o valor que separa sobrepeso de obesidade grau 1 deixa de ser igual ou superior a 30 kg/m², como proposto na equação de Quételet, e passa a ser 28 kg/m2 para homens e 25 kg/m2 para mulheres.
Para chegar à nova fórmula, Mirele avaliou as medidas (peso, altura e gordura corporal) de 501 pessoas de ambos os gêneros, com idades entre 17 e 38 anos. Foram coletadas informações sobre padrão alimentar e prática de atividades físicas.
Segundo a pesquisadora, o novo cálculo se encaixa dentro da tendência mundial que leva cada país a buscar fórmulas condizentes com sua realidade. “Nos Estados Unidos, a principal pesquisa, realizada com mais de 13 mil pessoas, propõe que a classificação de obesidade deva ficar por volta de 25 kg/m2. Levando-se em consideração o IMC tradicional, tanto no Brasil como nos Estados Unidos, esse valor é o início do sobrepeso”, explica Mirele.
O ponto desfavorável desse novo índice é a necessidade de se conhecer o valor da massa gorda. Para obter esse número, é preciso passar por um exame chamado bioimpedância ou por avaliação física, comumente feita nas academias.
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Obesidade, preguiça e câncer de mama Por Dr. Drauzio Varella


A atual epidemia de obesidade caminha em paralelo à do sedentarismo. Consequências do farto acesso a alimentos de alto conteúdo calórico e das comodidades modernas, ambas as epidemias interagem de forma sinérgica: quanto maior o excesso de peso, menor a disposição para o movimento e vice-versa.
A Organização Mundial da Saúde estima que, neste século XXI, o impacto da epidemia de obesidade na saúde dos povos será de tal ordem que o número de mortes causadas por ela deverá ultrapassar as do cigarro.
Há muito se sabe que o excesso de peso está associado ao risco de desenvolver diabetes, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares como infarto do miocárdio e derrame cerebral, enfermidades reumatológicas e outras patologias; agora, sabemos que aumenta também o risco de certos tipos de câncer. Pela alta incidência na população, o câncer de mama é o mais importante deles, uma vez que, em cada oito a nove mulheres, uma receberá esse diagnóstico ao longo da vida.
Uma das ações do estrógeno e da progesterona é estimular a proliferação das glândulas mamárias. É porque os ovários começam a produzir maiores quantidades desses hormônios que as mamas das meninas crescem na puberdade. A administração continuada de hormônios femininos exerce o mesmo efeito até em homens, como demonstram os seios de alguns travestis.
Curiosamente, a obesidade exerce influências antagônicas no risco de câncer de mama, conforme a fase da vida reprodutiva em que se encontra a mulher.
As mulheres que ganham peso excessivo já na vida adulta e chegam obesas à menopausa têm risco de desenvolver a doença de 1,5 a 2 vezes maior. Uma análise crítica de oito estudos recentes mostrou que, para cada oito quilos a mais nessa fase da vida, o risco de câncer de mama aumenta 18%.
O que têm a ver os seios com a gordura? A gordura não é um simples depósito para armazenar energia a ser queimada na época das vacas magras?
Hoje, está demonstrado que o tecido gorduroso exerce funções bem mais complexas. Ele participa do controle hormonal de forma tão ativa que os especialistas o consideram parte importante do sistema endócrino.
Com a chegada da menopausa, os ovários param de fabricar hormônios sexuais, mas o organismo feminino encontra caminhos alternativos com a finalidade de obter o estrógeno necessário para manter funções como preservar a integridade das mucosas genitais
e da massa óssea, por exemplo. O mais importante deles -chamado de aromatização- acontece justamente na intimidade do tecido gorduroso.

Na mulher obesa em menopausa, quando o tecido mamário deveria gozar o merecido repouso, a aromatização ocorrida na gordura em excesso formará quantidades mais altas de estrógeno que estimulam a proliferação das glândulas mamárias, aumentando a probabilidade de surgirem células malignas resultantes de erros no processo de divisão celular. Em contraste, antes da menopausa, a obesidade está associada a uma redução futura de 10% a 30% dos casos da doença. Como explicar?
Nesse caso, também acontece a aromatização excessiva no tecido gorduroso descrita na menopausa, mas a quantidade de estrógeno produzida é pequena diante das altas concentrações liberadas na circulação pelos ovários em funcionamento durante os ciclos menstruais. Além disso, mulheres m ais jovens, quando são obesas, costumam apresentar distúrbios menstruais que incluem ciclos com ausência de ovulação, atrasos e até períodos sem menstruações, capazes de reduzir a exposição das glândulas mamárias à ação
proliferativa dos hormônios sexuais.

Da mesma forma, a prática de atividade física pode reduzir a incidência de câncer de mama. Está provado que o exercício altera os ciclos menstruais e a exposição cumulativa do tecido mamário aos hormônios femininos. Atividade esportiva extenuante pode retardar o aparecimento da primeira menstruação e causar atrasos menstruais. Durante a adolescência, mesmo a atividade física moderada pode alterar a fisiologia ovariana a ponto de suspender a ovulação.
Mulheres que praticam pelo menos quatro horas de atividade física semanal durante os anos de vida reprodutiva têm risco 60% mais baixo de desenvolver câncer de mama do que as sedentárias. Nas que já atingiram a menopausa, a prática de exercício físico ambém reduz a incidência dessa enfermidade por causar diminuição dos níveis de estrógeno e da massa gordurosa. Não está claro, no entanto, se a prática recente de atividade física protege mais ou menos do que a atividade cumulativa no decorrer da vida.
Por razões pouco conhecidas, obesidade e vida sedentária aumentam também a incidência de outros tipos de câncer. Combinados, os dois fatores são responsáveis por 20% dos casos de câncer de mama, 50% dos carcinomas de endométrio (camada mucosa que reveste a parte interna do útero), 25% dos tumores malignos do cólon (intestino grosso) e 37% dos casos de adenocarcinoma de esôfago, um tipo de câncer cuja incidência aumenta exponencialmente nos últimos anos.
Descendente de hominídeos obrigados a consumir energia para obter  alimentos e fugir de predadores nas florestas, o cérebro humano, desenhado em época de penúria, não estava preparado para resistir às tentações da mesa e ao conforto dos sofás.
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Hipertensão em idosos


Material do Grupo Bateria de Exames


Dr. Alberto de Macedo Soares é médico geriatra do Hospital das Clínicas de São Paulo e professor de Geriatria da Faculdade de Medicina de Santos (SP).

Pressão alta é doença traiçoeira e democrática. Traiçoeira, porque não dá sintomas. Democrática, porque se manifesta em qualquer idade (crianças, adultos e idosos), nos dois sexos e em qualquer etnia (branca, negra, amarela).
Muita gente pensa que a hipertensão provoca dor na nuca, dor de cabeça e pontos luminosos que perturbam a visão. Não é verdade. É frequente descobrir que a pressão arterial está alta, quando a pessoa vai ao médico por qualquer motivo e custa a crer no diagnóstico, uma vez que os sintomas só aparecem nos casos de aumento brusco da pressão.
Ninguém mais discute, porém, que a incidência dessa doença aumenta com a idade. Mais ou menos 50% dos homens e mulheres acima dos 50 anos apresentam hipertensão. Aos 60 anos, essa porcentagem sobe para 60% e, daí em diante, não pára de crescer. São tão comuns os casos de hipertensão em idosos que não seria exagero dizer que, depois de certa idade, é quase normal ter pressão alta.
CAUSAS
Drauzio – Por que a pressão arterial sobe com a idade?
Alberto de Macedo Soares – Vamos estabelecer uma analogia entre o corpo humano e o sistema hidráulico. Os canos seriam os vasos sanguíneos; os rins, o ladrão por onde sairia o excesso de líquido; o coração, a bomba que faria circular esse líquido e o cérebro, o computador que regeria todas essas funções. Assim como, com o passar dos anos os resíduos aderem aos canos, há depósito de cálcio nos vasos sanguíneos, que vão enrijecendo e tornando mais estreita sua luz , o que obrigatoriamente aumenta a pressão do sangue no seu interior. Pressão arterial elevada acaba prejudicando não só os rins, mas o coração e principalmente o cérebro.
Drauzio – A pressão arterial aumenta obrigatoriamente com a idade?
Alberto de Macedo Soares – A incidência de hipertensão está nitidamente relacionada com a idade. Aos 20 anos, 20% dos indivíduos têm pressão alta; aos 30 anos, 30% e, aos 80 anos, 80% têm hipertensão.
Drauzio – Quem tem pai e mãe hipertensos corre maior risco de desenvolver a doença?
Alberto de Macedo Soares – As manifestações genéticas são mais frequentes na população mais jovem. A partir do momento em que a alteração é induzida pelo depósito de cálcio responsável pela resistência dos vasos, o componente genético é menor.
Drauzio – Existem outras causas que explicam a hipertensão nos idosos?
Alberto de Macedo Soares – Especialmente nos estados pré-diabéticos, os idosos podem ter  descarga maior da insulina que o próprio organismo produz. Essa hiperinsulemia libera substâncias que agem no cérebro e aumentam a absorção de sal pelos rins, o que acaba acarretando hipertensão. Lesões no endotélio (camada interna que reveste os vasos) provocadas por diabetes, menopausa, alcoolismo também predispõem à hipertensão e são prevalentes na população mais idosa.
Drauzio – A partir da menopausa, as mulheres estão mais sujeitas a doenças cardiovasculares de modo geral e, mais especificamente, à hipertensão. Existe relação entre pressão arterial alta e os hormônios femininos?
Alberto de Macedo Soares – Na menopausa, há uma liberação menor de estrógeno, hormônio diretamente relacionado com o endotélio, órgão que sintetiza proteínas e hormônios e é responsável pela dilatação e contrição dos vasos sanguíneos. Menor produção de estrógeno torna vulnerável essa camada interna dos vasos que deixa de liberar substâncias vasoconstritoras e provoca o aumento da pressão arterial.
Drauzio – No passado, imaginava-se que o endotélio era apenas o revestimento interno de todos os vasos…
Alberto de Macedo Soares – Achava-se que era o revestimento interno dos vasos ou uma barreira para trocar água e macromoléculas. Hoje se sabe que o endotélio é um órgão essencial e pode ser lesado em várias doenças.
DIAGNÓSTICO
Drauzio – Os médicos sempre se referem à hipertensão como uma doença traiçoeira, porque não dá sintomas. De acordo com sua experiência, como as pessoas mais idosas descobrem que a pressão arterial está alta?
Alberto de Macedo Soares – Hipertensão é uma doença realmente traiçoeira. Quem pensa que dá dor de cabeça, tontura, zumbido no ouvido, sangramento nasal ou deixa ver estrelinhas durante o dia, está redondamente enganado. A grande maioria dos idosos não apresenta sintoma nenhum e vai ao médico para uma consulta de rotina, porque o filho mandou, porque está com dor no joelho ou sente um cansaço inexplicável. Aí, quando medimos sua pressão, descobrimos que está muito alta, 21/14, 20/12. Esses valores têm de ser revertidos para os padrões normais a fim de evitar complicações graves. No entanto, isso tem de ser feito aos poucos, principalmente nos idosos.
Na verdade, é muito raro um idoso normotenso apresentar hipertensão de uma hora para outra. Em geral, a pressão começou a aumentar devagarinho, quando tinha 50 anos, e o problema só foi diagnosticado bem mais tarde. Os sintomas não apareceram porque, de certa forma, seu organismo foi-se acostumando com a elevação. Reverter o quadro abruptamente provoca sintomas deletérios, como tontura, sonolência e fraqueza, que induzirão o paciente a interromper o tratamento. Por isso, as doses são ajustadas devagar.
VALORES NUMÉRICOS
Drauzio – Quais são os valores numéricos indicativos da pressão alta?
Alberto de Macedo Soares – Até o final da década de 1990, considerava-se um idoso hipertenso, quando apresentava 16/9,5 de pressão, ou seja, 160mm/95mm de mercúrio. Depois, descobriu-se que valores de pressão arterial sistólica (máxima) entre 14 e 16 aumentam o risco de complicações. Por isso, o limite aceitável tornou-se mais rigoroso e considera-se hipertenso o idoso com pressão igual ou acima de 14/9.
Drauzio – Vamos lembrar que, hoje, a pressão considerada ótima é 11/7, e 12/7 é considerada normal. Máxima de 13 e mínima entre 8 e 9 são valores limítrofes. Quando fiz faculdade, os limites eram mais flexíveis. Aceitava-se, como normal, o aumento de 1cm de mercúrio por década de vida. Portanto, uma pessoa que tivesse 14/9 aos 50 anos, poderia ter 15/10 aos 60 anos, 16/11 ou 17/11 aos setenta.
Alberto de Macedo Soares – Antigamente, a pressão alta era vista como um fenômeno natural do envelhecimento. De 20 anos para cá, tem-se tentado derrubar essa teoria e intensificar o tratamento para a hipertensão. Estudos envolvendo milhares de idosos demonstraram que o tratamento para reduzir os valores da pressão arterial afasta os riscos das complicações associadas a essa doença.
Drauzio – Quais são essas complicações?
Alberto de Macedo Soares – Elas se manifestam principalmente no coração, cérebro e rins. Idoso com pressão alta, mesmo sem nenhum sintoma, pode ter derrame cerebral, infarto, insuficiência renal e cardíaca e comprometimento dos vasos sangüíneos periféricos. Estatísticas mostram que de 60% a 65% dos idosos que têm infarto e 70% dos que têm derrame são portadores de hipertensão arterial, pois pressão alta provoca uma agressão silenciosa que deteriora os vasos até que eles se fecham ou se rompem.
ESTILO DE VIDA
Drauzio – O controle da hipertensão arterial reduziu muito os casos de derrame cerebral e, em geral, o tratamento requer a utilização de medicamentos. No entanto, indivíduo com pressão pouco acima do normal diagnosticada precocemente pode prescindir dos remédios. Que medidas valem para esses pacientes manterem os valores da pressão em níveis normais?
Alberto de Macedo Soares – Há pessoas que ainda não são hipertensas, mas têm níveis que suscitam alguma preocupação. Tanto é que os americanos classificam como pré-hipertensa a população com 13/9 e 13,5/9 de pressão arterial. Esses pacientes, muitas vezes, conseguem trazer os niveis pressóricos para a normalidade sem tomar remédios, mas adotando alguns cuidados. Primeiro, reduzindo o excesso de peso. Costumo dizer que emagrecer cinco quilos faz baixar 5mm na pressão. Se era 16, cai para 15,5. É pouco? Não é, porque vamos somando conquistas. A prática de atividade física ajuda a reduzir mais um ponto. Diminuir a ingesta de sal, mais um ponto. Portanto, algumas mudanças nos hábitos de vida ajudam a baixar a pressão arterial.
Drauzio – Qual é nossa necessidade diária de sal?
Alberto de M. Soares – Nossa necessidade diária de sal é mais ou menos dois gramas, mas chegamos a ingerir oito gramas por dia em média. Se pensarmos naqueles indivíduos que nem experimentam a comida e já colocam mais sal no prato, esses ingerem vinte gramas por dia, dez vezes mais do que realmente precisariam.
Drauzio – Que outras medidas podem ajudar os pré-hipertensos a controlar a pressão?
Alberto de Macedo Soares – O álcool libera substâncias que fazem a pressão arterial subir; por isso seu consumo deve ser evitado. Além disso, cada vez mais se tem discutido sobre a importância das técnicas de relaxamento para o controle da hipertensão. Antigamente se achava que o estresse aumentava a pressão momentaneamente. Não é verdade. Ele é responsável pela elevação permanente da pressão arterial. Artigo publicado em junho de 2005, no “Journal of Hypertension”, uma revista americana especializada no assunto, demonstrou que depois do evento de 11 de setembro, em cinco estados americanos, pessoas que passavam por avaliações de rotina e tinham pressão normal desenvolveram hipertensão. Procurou-se saber, então, se haviam comido mais sal, mudado de residência ou engordado, mas não foi encontrado nenhum outro fator determinante além do desastre do World Trade Center.
TRATAMENTO
Drauzio – Ninguém mais discute que pacientes com pressão alta têm de tomar medicação. Mas, se você recebe uma pessoa de 60 anos, com pressão arterial discretamente aumentada e estabelece um plano para que ela perca peso, pratique exercícios todos os dias e reduza a ingestão de sal, quanto tempo espera para ver se essas medidas realmente surtiram efeito?
Alberto de Macedo Soares – Solicito que a pessoa retorne depois de um mês para acompanhar a evolução do caso. É muito difícil mudar os hábitos de vida. Conseguir que o indivíduo pare de fumar, diminua a ingesta de bebidas alcoólicas e de sal, pratique atividade física aos 60 anos pressupõe uma luta heroica, da qual jamais deveremos desistir.
Costumo dizer aos meus pacientes: “Olhe, tenho uma notícia boa e outra ruim para lhe dar. A ruim é que o senhor está com pressão alta. A boa é que talvez não precise tomar remédios se mudar o estilo de vida. Daqui a um mês, o senhor retorna para vermos como está reagindo”.
Para respaldar essa conduta, um trabalho interessante foi realizado pelo professor Emílio Morigucchi, pesquisador em Geriatria da PUC do Rio Grande do Sul. Ele reuniu um grupo de 500 jovens e idosos que, mesmo tomando remédios, não conseguiam controlar a pressão e propôs que diminuíssem a medicação durante um mês. Nesse período, deveriam perder peso, reduzir a ingesta de sal e fazer relaxamento. Os resultados foram surpreendentes. Além de conseguir o controle pressórico, esses pacientes puderam reduzir as doses da medicação que tomavam habitualmente.
Isso prova que o tratamento não medicamentoso que pressupõe mudança dos hábitos de vida pode ser indicado, com bons resultados, para qualquer faixa de idade.
ADESÃO AO TRATAMENTO
Drauzio – É enorme a quantidade de medicamentos disponíveis e variados são seus mecanismos de ação. Eles baixam a pressão, controlando a capacidade de contração dos vasos, favorecendo a diurese, etc. Em geral, muitos desses remédios devem ser tomados pela vida inteira, o que dificulta a adesão ao tratamento. Depois de um tempo, o doente mede a pressão, está 12/8, mede de novo e obtém o mesmo valor, acha que está bem e suspende o tratamento. Como resolver esse problema?
Alberto de Macedo Soares – O primeiro passo é identificar qual é o melhor remédio para cada paciente em particular. Uma senhora que teve nove filhos e manifesta um pouco de dificuldade para controlar a urina, não deve tomar diurético para não agravar a incontinência urinária. Se a pessoa já teve um infarto, o remédio indicado é o betabloqueador, pois é específico para controlar a pressão e prevenir novos acidentes cardíacos. Com esses cuidados, consegue-se maior aderência ao tratamento, porque se evitam os efeitos adversos da medicação.
Outro aspecto importante a considerar é que reação do indivíduo, ao saber que deverá tomar um remédio toda a vida, é diferente daquela que tem, quando vai ao médico e precisa tomar antibiótico por dez dias, por exemplo.
Por isso, é fundamental alertar os pacientes e os profissionais que lidam com eles sobre a importância da aderência medicamentosa. Na Faculdade de Medicina de Santos, selecionamos um grupo de quase 200 idosos para investigar por que interrompiam o tratamento. A primeira causa foi a falta de dinheiro, como imaginávamos, porque nem sempre os remédios para controlar a pressão arterial são oferecidos gratuitamente. No entanto, como segunda e terceira causas (que somadas equivaliam à primeira), eles deixavam de tomar o remédio, porque não entendiam direito a receita ou achavam que estavam curados. Portanto, metade dos hipertensos que abandonam o tratamento, faz isso por desinformação. Muitas vezes, num hospital público, o hipertenso recebe 60 comprimidos e acha que o tratamento termina quando tomou o último comprimido da cartela.
Drauzio – Com que frequência o hipertenso que está medicado deve medir a pressão?
Alberto de Macedo Soares – Se a pressão arterial não estiver controlada, deve retornar ao médico a cada mês para avaliação. Se estiver controlada, as consultas podem ser espaçadas, mas deve fazer novo controle a cada seis meses, no máximo.
É importante lembrar que o médico deve ser avisado sempre que o paciente fizer uso de anti-inflamatórios e de descongestionantes nasais, porque esses medicamentos podem interferir nos níveis da pressão arterial.
Fonte: Dr. Drauzio Varella
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Teste sua Postura - auto Avaliação Postural


Material do Grupo Bateria de Exames


1º passo

Se posicionar a frente de um espelho

2º passo

Manter sua postura relaxada(sem se auto corrigir) e olhar para frente

3° passo   OBSERVAR

  
01-  Orelhas devem estar alinhadas

02-  Ombros na mesma altura

03 - O espaço entre o braço e o corpo devem ser igual nos dois lados

04 - Os quadris devem estar alinhados

05 -  A face anterior do joelho deve estar voltada para frente.

06 - Os tornozelos devem estar  alinhados os pés bem apoiados.

4° passo

Peça para alguém tirar uma foto de perfil ( lado), manter sua postura relaxada.


5º  passo

Traçar uma linha reta partindo dos tornozelos
 O corpo deve estar equilibrado:

1- A cabeça deve estar ereta

2- Orelhas devem estar alinhadas com os ombros.

3- O abdome não deve estar projetado para frente

4- A linha deve cruzar o pé,  joelhos e meio do quadril   
Resultados :
Se você foi reprovado no seu teste postural nos procure, existem diversas técnicas para melhorar sua postura.

REEDUCAÇÂO POSTURAL GLOBAL, EQUILIBRIO    NEURO MUSCULAR, OSTEOPATIA, EXERCÍCIOS    GLOBAIS.

 
      Bento Gonçalves - RS - BRASIL centrofisioterapico@terra.com.br

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Atividade física e câncer


Material do Grupo Bateria de Exames


Por Drauzio VarellaQue a atividade física reduz o risco de ataques cardíacos todos sabem, mas que protege contra o câncer…
Por razões pouco conhecidas, obesidade e vida sedentária aumentam a incidência de certos tipos de câncer. Combinados, os dois fatores são responsáveis por 20% dos casos de câncer de mama, 50% dos carcinomas de endométrio (camada que reveste a parte interna do útero), 25% dos tumores malignos do cólon e 37% dos adenocarcinomas de esôfago, enfermidade cujo número de casos aumenta exponencialmente.
Nos últimos 15 anos, foram publicados vários estudos demonstrando que, independentemente da massa corpórea, mulheres e homens ativos fisicamente apresentam risco mais baixo de desenvolver alguns dos tipos mais prevalentes de câncer da espécie humana: câncer de mama, de próstata e de cólon.
Para dar ideia do grau de proteção conferido, uma análise conjunta de 19 pesquisas publicadas (metanálise) sobre a relação entre atividade física e o aparecimento de câncer de cólon mostrou que mulheres ativas apresentam risco de desenvolver a doença 29% menor do que as sedentárias. E que, entre os homens ativos, o risco é 22% mais baixo.
Em 2005, um trabalho publicado na revista “JAMA” levantou uma nova questão sobre esse tema: será que a adoção da prática de exercícios físicos depois do diagnóstico de câncer aumentaria os índices de cura?
Nele, foram estudadas 2.987 mulheres operadas de câncer de mama. Depois da cirurgia e dos tratamentos complementares (de radioterapia e quimioterapia), aquelas que passaram a caminhar por pelo menos 30 minutos, em média cinco vezes por semana, na velocidade de cinco a seis quilômetros por hora – ou fizeram exercícios equivalentes -, apresentaram cerca de 60% de redução do risco de recidiva da doença, menor mortalidade por câncer de mama e menor probabilidade de morrer por outras causas.
Dois estudos recém-publicados reforçam a hipótese de que a atividade física aumenta as chances de cura de quem teve câncer. No primeiro, os autores selecionaram um grupo de 573 mulheres operadas de câncer de cólon. A intensidade dos exercícios praticados por elas foi avaliada através de questionários periódicos, que abrangeram o período iniciado seis meses antes da operação e encerrado quatro anos depois dela.
Comparando aquelas que permaneceram ou se tornaram sedentárias depois da cirurgia com as que adotaram a prática de caminhadas de pelo menos uma hora na velocidade de cinco a seis quilômetros por hora, quatro a cinco vezes por semana – ou exercícios equivalentes -, as ativas reduziram pela metade suas chances de morrer de câncer.
No segundo, foram avaliados 832 portadores do mesmo tipo de câncer, participantes de um estudo comparativo entre dois esquemas de quimioterapia administrada depois da cirurgia. Os resultados foram semelhantes: andar pelo menos cinco a seis quilômetros em uma hora, quatro a cinco vezes por semana, reduziu a mortalidade por recidiva da doença entre 50% e 60%.
Os benefícios obtidos não foram influenciados pelo sedentarismo antes do diagnóstico de câncer, idade, sexo, índices de massa corpórea, tamanho do tumor, número de gânglios invadidos, ou pelo tipo de quimioterapia recebido.
Não está claro por que os níveis de atividade física para proteger contra recidivas de câncer de cólon precisam ser mais altos do que os necessários para obter resultados semelhantes em câncer de mama.
Diversos mecanismos biológicos podem ser evocados para explicar o efeito protetor do exercício na evolução de tumores malignos. Os mais aceitos consideram que o trabalho muscular reduz os níveis sanguíneos de insulina e de certos fatores de crescimento liberados pelo tecido adiposo, capazes de estimular a multiplicação das células malignas.
Reduzir em 50% a probabilidade de morrer de câncer de mama ou de intestino, pela adoção de um estilo de vida mais ativo, é um resultado inacreditável: nenhum tipo de radioterapia ou de quimioterapia – por mais agressiva que seja – demonstrou provocar esse impacto.

Do ponto de vista científico, embora a relação entre atividade física e câncer não esteja definitivamente esclarecida, os dados obtidos até aqui são tão contundentes que todas as pessoas operadas de câncer de mama, intestino, próstata e, possivelmente, de outros tumores malignos devem investir na prática regular de exercícios a mesma energia com que enfrentam operações, radioterapia ou quimioterapia.
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