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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Formigas

Um tipo de formiga doméstica que costuma formar seu ninho emeletrodomésticos como vídeo cassete oucomputador por causa da temperatura, podendo muitas vezes danificá-los. Elas costumam habitar partes ocas na parede da casa.

As formigas, o grupo mais popular dentre os insetos, são interessantes porque formam níveis avançados de sociedade, ou seja, a eusocialidade. Todas as formigas, algumas vespas eabelhas, são considerados como insetos eusociais, fazendo parte da ordem Hymenoptera. As formigas estão incluídas em uma única família, Formicidae, com 12.585 espécies descritas até 2 de setembro de 2010, distribuídas por todas as regiões do planeta, exceto nas regiões polares. As formigas são o gênero animal de maior sucesso na história terrestre, constituindo de 15% a 20% de toda a biomassa animal terrestre.

Acredita-se que o surgimento das formigas na Terra deu-se durante o período Cretáceo (há mais de 100 milhões de anos) e pensa-se que elas evoluíram a partir de vespas que tinham aparecido durante o período Jurássico.

Por vezes, confundem-se as térmitas (cupins) com as formigas, mas pertencem a grupos distintos.

As formigas distinguem-se dos outros insetos – mas algumas destas características são comuns a alguns tipos de vespas - por apresentarem:

  • Uma casta de obreiras sem asas;
  • As fêmeas são prognatas (peças bucais no ácron);
  • Presença de um ‘’saco infrabucal’’ entre o lábio e a hipofaringe;
  • Antenas articuladas, com o artículo distal alongado (exceto nas subfamílias Armaniinae e Sphecomyrminae);
  • Glândula metapleural nas fêmeas, abrindo na base das patas posteriores;
  • O segundo, e em algumas espécies também o terceiro, segmento abdominal formando um “pecíolo” (pouco diferenciado nas Armaniinae);
  • As asas anteriores não apresentam nervuras ramificadas;
  • A rainha perde as asas depois da cópula, que é realizada em voos de milhares de indivíduos.

O estudo das formigas denomina-se mirmecologia.


Classificação biológica

Reino:Animalia
Filo:Arthropoda
Classe:Insecta
Superordem:Endopterygota
Ordem:Hymenoptera
Subordem:Apocrita
Superfamília:Vespoidea
Família:Formicidae
Latreille, 1809

Organização social das formigas

Embora nem todas as espécies de formigas construam formigueiros, muitas fazem autênticas obras de engenharia, normalmente subterrâneas, com um complexo sistema de túneis e câmaras com funções especiais – para o armazenamento de alimentos, para a rainha, o “berçário”, onde são tratadas as larvas, etc.

As sociedades das formigas são organizadas por divisão de tarefas, muitas vezes chamados castas. As tarefas podem ser distribuídas pelo tamanho e/ou pela idade do indivíduo.

A função da reprodução é realizada pela rainha e pelos machos. A reprodução é feita pelo voo nupcial. A rainha vive dentro do formigueiro, é maior que as restantes formigas, perde as asas depois de fecundada e durante toda a sua vida põe ovos. Os machos aparecem apenas quando é necessário fecundar uma nova rainha, o que acontece durante um voo em que participam milhares de fêmeas emachos alados; depois da fecundação, os machos não são autorizados a entrar no formigueiro e geralmente morrem rapidamente.

As restantes funções – procura de alimentos, construção e manutenção do formigueiro e sua defesa – são realizadas por fêmeas (que não possuem asas, para maior mobilidade no formigueiro) estéreis, as obreiras. Em certas espécies, as obreiras que realizam as diferentes funções estão também divididas em castas. Normalmente, as que se ocupam da defesa – ou para o ataque, uma vez que algumas espécies são predadoras de animais que podem ser maiores que elas – têm as peças bucais extremamente grandes e fortes.

Existem também outras 2 funções: a de operário e a de soldado. As operárias tomam conta da cria (ovos, larvas e pupas), fazem a limpeza do formigueiro e coletam o alimento. Já as formigas soldados guardam a entrada do formigueiro sem descanso.

Desenvolvimento

As pequenas formigas desenvolvem-se por metamorfoses completas, passando por um estado larvar equivalente à lagarta dos outros insectos e pelo estado de pupa. A larva não tem pernas e é alimentada pelas obreiras por um processo chamado trofalaxia, no qual a obreiraregurgita alimentos por ela ingeridos e digeridos. Os adultos também distribuem alimento entre si por este processo. As larvas e pupas precisam de temperatura constante para se desenvolverem e, por isso, são transferidas para câmaras diferentes, de acordo com o seu estágio de desenvolvimento.

A [diferenciação] em castas é determinada pelo tipo de alimento que recebem nos diferentes estados larvares e as mudanças morfológicas que caracterizam cada casta aparecem abruptamente.


Comportamento das formigas

Comunicação

As formigas se comunicam geralmente por uma química chamada feromonas, esses sinais de mensagens são mais desenvolvidos na espécie das formigas que em outros grupos de himenópteros. Como as formigas passam a vida em contato com o solo, elas deixam uma trilha de feromônio que pode ser seguida por outras formigas. Quando uma obreira encontra comida ela deixa um rastro no caminho de volta para a colônia, e esse é seguido por outras formigas que reforçam o rastro quando elas voltam à colônia. Quando o alimento acaba, as trilhas não são remarcados pelas formigas que voltam e o cheiro se dissipa. Esse comportamento ajuda as formigas a se adaptarem à mudanças em seu meio. Quando um caminho estabelecido para uma fonte de comida é bloqueado por um novo obstáculo, as obreiras o deixam para explorar novas rotas. Se bem sucedida, a formiga retorna e marca um novo rastro para a rota mais curta. Trilhas bem sucedidas, são seguidas por mais formigas, e cada uma o reforça com maisferomônio (as formigas seguirão a rota mais fortemente marcada). A casa é sempre localizada por pontos de referência deixados na área e pela posição do sol; os olhos compostos das formigas têm células especializadas que detectam luz polarizada, usados para determinar direção. As formigas usam feromônio para outros propósitos também. Uma formiga esmagada emitirá um alarme de feromônio, o qual em alta concentração leva as formigas mais próximas a um furor de ataque; e em baixa concentração, as atrai. Para confundir inimigos, várias espécies de formigas também usam feromônios, que os fazem lutar entre eles mesmos

Como outros insetos, as formigas sentem o cheiro com longas e finas antenas. As antenas têm como cotovelos ligados ao primeiro segmento alongado; e visto que vêm em pares-como visão binocular ou equipamento de som estereofônico elas obtêm informações sobre direção e intensidade. Quando duas formigas se encontram, tocam as antenas e as feromonas que estiverem presentes fornecem informação sobre o estado de alimentação de cada uma, o que pode levar à trofalaxia, ou seja, uma delas regurgita a comida para a outra. A rainha produz uma feromona especial que indica às obreiras quando devem começar a criar novas rainhas.

As formigas geralmente atacam e defendem-se ferroando, por vezes injectando compostos químicos no animal atacado, em especial, o ácido fórmico.


Tipos de formigas

Há uma grande diversidade de formigas e dos seus comportamentos:

  • As formigas-correição, da América do Sul e da África, não constroem formigueiros permanentes e alternam entre uma vida nômade e a organização de abrigos temporários formados pelos corpos das obreiras. As sociedades reproduzem-se, quer por vôos nupciais, quer por divisão do grupo, em que um grupo de obreiras se separa e cava um ninho para criar novas rainhas. Os membros de cada grupo distinguem-se pelo olfacto e normalmente atacam outros intrusos.
  • Algumas formigas atacam outros formigueiros, roubam as pupas e criam-nas como obreiras. Algumas espécies, como a formiga daAmazónia (por exemplo, Polyergus rufescens), tornaram-se totalmente dependentes destas obreiras, ao ponto de, sem eles, serem incapazes de se alimentar.
    Formigas Pote de Mel
  • As “formigas-pote-de-mel” criam obreiras especiais, cuja única função é armazenar comida nos seus próprios corpos para o resto do grupo, ficando geralmente imóveis, com grandes abdómenscheios de comida. Em locais secos, mesmo desertos, em África, América do Norte e Austrália, estas formigas são consideradas um “petisco” delicioso.
  • As “formigas-tecelãs" (Oecophylla) constroem ninhos em árvores cosendo folhas, que juntam formando pontes de obreiras e depois cosendo-as com seda que obtêm de larvas criadas para esse efeito.
  • As “formigas-cortadoras” dos gêneros Atta e Acromyrmex pertencem à tribo Attini, e vivem exclusivamente nas Américas, do norte da Argentina até o sul dos Estados Unidos. Ao contrário do que se pensa, as formigas não se alimentam ingerindo as folhas que cortam (mas podem ingerir exsudatos açucarados destas folhas). Alimentam-se do fungo que elas cultivam dentro do formigueiro. Elas possuem váriascastas, com funções específicas na manutenção da colônia (operárias, soldados, operárias do jardim) . Umas cortam e/ou carregam folhas, flores e ramos, outras cuidam da limpeza e da defesa da colônia, e outras ainda do cultivo do fungo e do cuidado com os filhotes, chamados larvas. As formigas da casta das "jardineiras", cortam as folhas e, ao fazê-lo, aproveitam para se alimentarem da seiva exudada. Estas folhas são carregadas para o interior do formigueiro, onde formigas de outra casta se encarregarão de triturá-las para o cultivo de um fungo de cor branca, base da sua alimentação. O fungo supre as necessidades alimentares de todas as formigas que vivem exclusivamente dentro do formigueiro, como as larvas, e da rainha. Esta, por sua vez, se encarrega de colocar os ovos durante toda a vida e, através de seus descendentes, perpetua a colônia. São conhecidas 14 espécies de formigas cortadeiras do gênero Atta e mais de 25 espécies do gênero Acromyrmex.

Relações das formigas com outros organismos

Algumas espécies de afídeos segregam um líquido doce que normalmente é desperdiçado, mas as formigas recolhem-no e, ao mesmo tempo, protegem os afídeos de predadores e chegam a transportá-los para locais com melhor comida.

Uma relação parecida existe com as lagartas mirmecófilas (“amigas das formigas”) que são criadas por algumas formigas. Estas levam-nas a “pastar” durante o dia e recolhem-nas ao formigueiro à noite. As lagartas têm uma glândula que segrega igualmente um líquido doce que as formigas “mungem”, massageando o local onde está a saída da glândula.

Ao contrário, existem lagartas mirmecófagas (que comem formigas): estas lagartas segregam uma feromona que faz as formigas pensarem que a lagarta é uma das suas larvas, levam-nas para o formigueiro, onde as lagartas se alimentam das larvas das formigas.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:XN_AntMilkAphid.gif


Humanos e formigas

As formigas são úteis porque podem ajudar a exterminar outros insetos daninhos e a aerificar osolo. Por outro lado, podem tornar-se uma praga quando invadem as casas, jardins e campos de cultivo. As “formigas-carpinteiras” destroem a madeira furando-a para fazer os seus ninhos.

Algumas espécies, chamadas “formigas-assassinas”, têm a tendência de atacar animais muito maiores que elas, quer para se alimentarem, quer para se defenderem. É raro atacarem o homem, mas podem dar picadas muito dolorosas e, se forem em grandes números, podem causar dano permanente ou matar por alergia grave.

As formigas encontram-se em muitas fábulas e histórias infantis da cultura ocidental, representando o trabalho e esforço cooperativo, assim como agressividade e espírito de vingança. Em partes de África, as formigas são consideradas mensageiras dos deuses. Algumas religiõesdos índios norte-americanos, como os Hopi, consideram as formigas como os primeiros habitantes do mundo. Outras usam picadas de formigas em cerimônias de iniciação, como teste de resistência.

A maioria das espécies de formigas domésticas são altamente repulsivas ao cravo, sendo este um bom agente para combater invasões.


Tempo de Vida

Desde a etapa em que são ovos, até se tornarem adultas, as formigas demoram entre 6 a 10 semanas. Em geral as operárias podem viver alguns meses, com algumas espécies podendo viver aproximadamente 3 anos. As rainhas vivem mais do que as operárias, sendo que a maior longevidade foi registrada na espécie Pogonomyrmex owyheei, que atingiu uma idade de 30 anos. As formigas aparentemente vivem mais quando são alimentadas com o mel de rainha.

Subfamílias


Referências

  1. Number of species recorded in Formicidae (em inglês). Hymenoptera Name Server (2 de setembro de 2010). Página visitada em 2 de setembro de 2010.
  2. Ted R. Schultz (19 de dezembro de 2000). In search of ant ancestors (em inglês). Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America. Página visitada em 2 de setembro de 2010.

Fonte: Wikipédia

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Eusocialidade

O termo eussocial é conferido aos animais que apresentam as sociedades mais complexas, ou seja, aqueles que compartilham três características: uma sobreposição de gerações em um mesmo ninho, o cuidado cooperativo com a prole, e uma divisão de tarefas (reprodutores e operárias). Como exemplo, podem ser citados as formigas, abelhas, vespas, cupins e o rato-toupeira-pelado (Heterocephalus glaber), um roedor africano.

Fonte: Wikipédia
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Endogamia X Exogamia X Consanguinidade

Endogamia é um sistema em que os acasalamentos se dão entre indivíduos aparentados, relacionados pela ascendência, ou seja, é a união de indivíduos mais aparentados do que a média da população.

Tem como efeito genético a diminuição da heterozigose e o aumento da homozigose, e, como efeito fenotípico, uma grande manifestação de genes recessivos, que acabam resultando em perda de vigor, assim como a perda da variância, à medida que aumenta o parentesco.


Em biologia, a exogamia refere-se ao cruzamento de indivíduos pouco relacionados geneticamente. Isto beneficia a descendência, visto que esta tem menos hipóteses de herdar duas cópias de um gene defeituoso.


Consanguinidade ou Consangüinidade é a afinidade por laços de sangue, significada de acordo com a diversidade cultural.

É o grau de parentesco entre indivíduos com ascendência comum. Pode-se medir o quanto um determinado indivíduo é consanguíneo com outro através da medida chamada "grau de consanguinidade".

Fonte: Wikipédia

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CUPINS


Figura 2. Coptoterme havilandi
(A é um soldado, B é um operário e C um alado)




INTRODUÇÃO

Cupim é um inseto que se alimenta basicamente de estruturas ricas em
celulose, encontrada em madeira, papel, telas, tecidos, gesso e alvenaria.
Existem cerca de 2.800 espécies catalogadas de cupins, sendo que destas, 500
habitam o Brasil.
Esses insetos vivem em colônias (cupinzeiros) e, a exemplo das abelhas e das
formigas, são socialmente organizados: reis, rainhas, soldados e operários.
Na primavera e no outono ocorrem as revoadas que dão origem a novos
cupinzeiros. Após voarem os siriris ou aleluias, saem em revoadas, para acasalar,
caem ao solo, livram-se das asas, e aos pares, procuram locais apropriados para
o acasalamento e a implantação de novos cupinzeiros.
Toda madeira está sujeita ao ataque de insetos xilófagos (insetos deterioradores
de madeira) desde o corte da árvore até o seu uso final como móveis, batentes,
portas, telhados, etc. Devido ao aumento das áreas urbanas, e a adaptação de
algumas espécies de cupins de solo a esses locais, está ocorrendo um aumento
significativo dos estragos e prejuízos que esses insetos vem causando à
população. Pode-se até inferir que, será uma das principais pragas urbanas do
final do milênio.

Desenvolvimento

Os cupins ou térmita são insetos eussociais da ordem Isoptera, que contém cerca
de 2800 espécies catalogadas no mundo, das quais cerca de 500 habitam o
Brasil. Vivem em colônias podendo chegar a milhões de indivíduos, em sociedade
organizada, divididas em castas bem definidas.
Os cupins existem na Terra há muito mais tempo que o próprio homem. Restos
fossilizados destes insetos já foram encontrados em formações geológicas
datadas de 55 milhões de anos. Durante todo este período, os cupins têm
desempenhado um papel fundamental na natureza, na decomposição de matéria
orgânica, contribuindo para a incorporação de nutrientes e fertilidade do solo. No
entanto, desde que o homem começou a construir habitações e outras estruturas
de madeira, é que se conhecem os danos causados por este inseto. A própria
denominação "cupim" é mais antiga que o Brasil, tendo sua origem na língua Tupi
e significando "montículo", em referência ao formato do ninho de uma determinada
espécie de cupim encontrado no interior do Brasil.

Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Isoptera
Famílias: Mastotermitidae, Kalotermitidae, Termopsidae, Hodotermitidae,
Rhinotermitidae, Serritermitidae, Termitidae.

- Todos os cupins são insetos eussociais*, vivendo em colônias com castas
morfológicas. - Não existem cupins solitários.
- São hemimetábolos*, com metamorfose gradual.
- O aparelho bucal é mastigador.
- A maioria das espécies alimenta-se de materiais de materiais celulósicos
(madeira, folhas etc.) ou matéria orgânica do solo (humus).
- A maioria das espécies vive nos trópicos; poucas espécies ocorrem em regiões
temperadas e estão praticamente ausentes acima de 45°norte ou sul.
* Insetos eussociais são insetos que apresentam sobreposição de gerações dentro da mesma
colônia, de modo que a descendência ajuda os pais nas tarefas coloniais; têm membros que
cooperam no cuidado com os jovens; apresentam uma divisão da tarefa reprodutiva, com
indivíduos estéreis trabalhando em benefício dos reprodutores férteis.
* Insetos hemimetábolos são insetos com metamorfose incompleta: o ovo eclode e libera uma
ninfa, que é destituída de asas e órgãos sexuais desenvolvidos; à medida que as mudas ou
ecdises se processam, a ninfa transforma-se na forma adulta, denominada imago.

Castas

Operários: são a casta mais numerosa da colônia, e são responsáveis por:
construção, coleta de alimento, cuidados com os imaturos, alimentação das outras
castas, e freqüentemente também tem papel na defesa da colônia. São
normalmente estéreis, com gônadas vestigiais, e cegos. Podem ser machos ou
fêmeas e por isso não é correto o uso do termo "operária". Operários verdadeiros
não ocorrem em todas as espécies de cupins. Em alguns esse papel é exercido
por imaturos (ver abaixo).
Soldados: defendem a colônia contra inimigos e invasores. Apresentam uma
grande variedade de formas e mecanismos de defesa, tanto mecânica como
química. Muitos possuem glândulas especiais que produzem secreções
defensivas. Estão presentes na maioria das espécies, mas não em todas. Podem
também ser machos ou fêmeas e são normalmente estéreis e cegos. Algumas
espécies possuem dois ou até três tipos diferentes de soldados.
Falso operário ("pseudergate"): ninfa grande com asas pouco desenvolvidas e
que exerce o papel de operário, podem sofrer mudas estacionárias. Ocorre em
Kalotermitidae, que não tem operários verdadeiros.
Imagos: formas aladas, com olhos compostos normais. É a verdadeira forma
adulta. Saem em revoada e fundam novas colônias. Após o vôo perdem as asas.
Larvas: formas imaturas não diferenciadas ou que dão origem aos operários e
soldados, com asas totalmente ausentes.
Ninfas: formas imaturas braquípteras, que dão origem aos reprodutores alados.
Reprodutores primários: imagos que fundaram a colônia e que exercem o papel
de reprodutores (rei e rainha). Normalmente cada colônia tem um casal
reprodutor. Cupins são monógamos na maioria dos casos.
Reprodutores secundários: surgem dentro da colônia. Podem ser de
substituição (quando morre um reprodutor primário) ou suplementares.
Neotênico ninfóide: reprodutor secundário formado a partir de uma ninfa, que
interrompe o desenvolvimento e torna-se reprodutor. São facilmente reconhecidos
pela aparência de ninfa braquiptera.
Neotênico ergatóide: reprodutor secundário formado a partir de larvas. Têm
aparência de operário, com asas totalmente ausentes. São raros.
Reprodutor secundário adultóide: imago que torna-se reprodutor secundário na
colônia onde nasceu. São morfologicamente idênticos aos primários.

Categorias
*Cupins de importância como pragas em nosso país.
*Cupins de madeira seca:
Se alimentarem preferencialmente de celulose, atacando por esta razão papéis,
livros, estruturas de madeira, ou qualquer outro material derivado deste composto
(polímero).
Suas colônias são menores, com ninhos instalados na própria madeira de que irão
se alimentar. Os móveis de compensado ou de madeiras de baixa resistência são
os mais facilmente atacados pelos cupins de madeira seca.
O controle de cupins de madeira seca e de brocas de madeira é relativamente
simples desde que diagnosticados a tempo.
Foram assinalados como praga de madeira estrutural, cercas e mobília.
*Cupins subterrâneos:
Atacam madeira e derivados, mas vivem em ninhos construídos fora do alimento e
em locais ocultos, bem protegidos. São capazes de transitar amplamente pelo
ambiente (solo, edificações em geral, árvores), e podem dispensar totalmente o
contato com o solo, ou com a terra propriamente dita.
São um problema sério em áreas urbanas. São comumente vorazes e endógenos
na estrutura edificada e em árvores urbanas, mostrando pouco ou nenhum sinal
de sua presença, exceto quando a infestação é severa e túneis esternos são
evidentes.
Constroem longas galerias no solo. Movimentam-se a longas distâncias e
profundidades variáveis no perfil do solo, de acordo com as condições favoráveis
de teores de água, de temperatura e de alimento.
Os túneis construídos por esses cupins são comumente de cor castanho a
castanho-claro, com superfície interna revestida por um mosaico de pelotas fecais
de colorido castanho a amarelado. A superfície atacada comumente também é
parcial ou totalmente revestida com um mosaico de pelotas claras.
*Cupins arborícolas:
Causam transtornos similares aos dos cupins subterrâneos, porém habitualmente
constroem ninhos em suportes elevados, tantos em locais visíveis como bem
ocultos, e transitam mais superficialmente pelo substrato, em túneis bem
expostos.
Padrão exógeno: Característico pela presença de ninhos visíveis em postes,
cercas, paredes, vigas de telhado, árvores e outros suportes de madeira ou de
alvenaria. Em edificações, ninhos são comumente encontrados em telhados,
paredes perimetrais e muros. Ninhos também podem ser construídos sob pisos e
dentro de outros vãos estruturais ocultos, mas isso parece ocorrer principalmente
em casos de infestação severa.
Este padrão está associado á infestação de árvores urbanas, cujos troncos e
ramos albergam ninhos arborícolas. Não é regra geral, mas árvores urbanas
podem constituir importante reservatório do cupim.Padrão endógeno: ninhos não visíveis em locais expostos. Ninhos arborícolas não
são encontrados nas árvores, apenas túneis estão visíveis externamente, nos
troncos e ramos. Os ninhos são similares ao do padrão exógeno, e são
construídos em locais ocultos no interior de edificações, sempre protegidos da luz
solar direta. São encontrados em paredes e colunas internas, corredores porões,
dentro de diversos vãos estruturais (como shafts e forros) e em cavidades sob o
piso.
Cupins de solo e cupins de montículo:
Devido ao aumento das áreas urbanas, e a adaptação de algumas espécies de
cupins de solo a esses locais, está ocorrendo um aumento significativo dos
estragos e prejuízos que esses insetos vem causando à população. Pode-se até
inferir que, será uma das principais pragas urbanas do final do milênio.
Os maiores prejuízos em árvores e edificações são causados pelos cupins
subterrâneos, que podem instalar seus ninhos em qualquer ponto da estrutura do
imóvel. Com grande capacidade de deslocamento, os cupins de solo são também
os de combate mais difícil.
Os componentes mais atacados por cupins de solo, em edificações, são as
guarnições, rodapés, forros, armários embutidos, e etc, ou seja de preferência
elementos de madeira que mantenha contato com a alvenaria. Atacam também,
outros materiais celulósicos, como papel, papelão, livros e alguns tipos de tecidos.
Às vezes são pragas oportunistas de edificações, embora em algumas regiões
sejam referidos como pragas importantes. São freqüentes em jardins urbanos, e
ocasionalmente acarretam extensa destruição de gramados em jardins e campos
de futebol.
Já o sucesso de um serviço do controle de cupins de solo depende de um
completo levantamento da magnitude da infestação, da espécie presente e da
arquitetura do imóvel infestado, para que se possa estabelecer uma estratégia de
intervenção adequada.

Alimentação

Xilófagos: alimentam-se de madeira e outros materiais celulósicos.
Geófagos ou humívoros: ingerem grande quantidade de solo mineral, digerindo
e absorvendo a matéria orgânica semi-decomposta.
Ceifadores: cortam pedaços de folhas e fragmentos de serrapilheira e carregam
para dentro do ninho. Geralmente folhas mortas, mas alguns cortam folhas vivas,
especialmente de gramíneas.
Intermediários: alimentam-se de material vegetal em decomposição, mas não
ingerem solo.
Cultivadores de fungos: cupins da subfamília Macrotermitinae, que apresentam
simbiose com fungos do gênero Termitomyces. Os fungos são cultivados sobre
material vegetal que os cupins ingerem e passa rapidamente pelo tubo digestivo.
Especializados: algumas espécies de cupins apresentam hábitos alimentares
muito especializados, como Hospitalitermes e alguns Constrictotermes, que se
alimentam de líquens.

Simbiontes

Protozoários e digestão de celulose: ocorrem em todas as famílias exceto
Termitidae. Localizam-se no intestino posterior. São essenciais à sobrevivência
desses cupins, mas seu papel não está claro até hoje. Alguns desses protozoários
apresentam ainda simbiose com bactérias. Os Termitidae, que correspondem a
70% das espécies da ordem Isoptera, apresentam capacidade de digerir celulose
sem o auxílio de protozoários.
Fungos: são do gênero Termitomyces e ocorrem apenas nos Macrotermitinae.
Operários mastigam material vegetal que passa rapidamente pelo tubo digestivo e
é expelido em uma bola (milosfera), depositada sobre o jardim de fungos. O
material é adicionado em cima e o fungo é consumido na parte de baixo. São
essenciais para esses cupins.
Bactérias: muitas ocorrem no intestino dos cupins, mas poucas aparecem nos
meios de cultura e seu papel é pouco conhecido.
Acetogênicas: ocorrem em xilófagos.
Metanogênicas ocorrem em humívoros.
Fixadoras de nitrogênio: a fixação de nitrogênio atmosférico foi detectada em
várias espécies de cupins.
Celulolíticas: não importantes.
Simbiose intracelular: ocorre apenas em Mastotermes darwiniensis. Células
especializadas do tecido adiposo apresentam bactérias simbiontes intracelulares
do gênero Blattabacterium. Função: reciclagem de ácido úrico.

Revoada e constituição de Novas Colônias

Novas colônias podem ser formadas pelos processos de revoada e brotoamento.
Revoada: é o método mais comum de dispersão e formação de novas
colônias.Geralmente, no período de setembro a dezembro (primavera), quase
sempre depôs da ocorrência de chuva, adultos alados (chamados popularmente
de siriris ou aleluias) emergem do cupinzeiro mãe e vão fundar novos ninhos. O
fato da revoada dos cupins tropicais ocorrer depois da chuva é uma adaptação
evolutiva, por ser mais fácil a instalação dos casais em solos úmidos. A revoada
ocorre na maioria dos cupins tropicais e apenas em colônias maduras. No período
citado, é comum a observação, no crepúsculo ou à noite, de alados voando ao
redor das lâmpadas dos postes. Nos cupins inferiores podem ocorrer variações
sazonais, durante as quais poucos alados são liberados durante um período de
meses. A época da revoada varia de espécie para espécie, porém é constante
dentro da mesma espécie. Além de mudanças metereológicas e sociais, como o
tamanho da colônia, existem fatores fisiológicos e comportamentais, que também
influenciam esse comportamento.
Brotamento: sua ocorrência é conseqüência de uma expansão espacial da
população. Em algumas espécies de cupins que apresentam ninho difuso ou
formado por subnúcleos, grupos de indivíduos podem isolar-se do resto da
colônia. Esse isolamento pode se gradativo ou acidental. Nos grupos isolados,
geralmente há diferenciação de reprodutores suplementares e surge uma nova
colônia, independente da colônia-mãe original.

Cupim-Praga

Cerca de 10% das espécies conhecidas de cupins estão registradas como pragas.
O principal dano causado pelos cupins é conseqüência da sua capacidade de
“digerir” celulose: são os principais agentes biológicos de degradação de madeira.
Além disso, várias espécies de cupins são pragas agrícolas nos trópicos,
alimentando-se de várias partes de plantas cultivadas, incluindo cana-de-açúcar,
eucalipto, arroz-de-sequeiro, amendoim, frutíferas e outras.
As espécies que causam danos à madeira são principalmente das famílias
Kalotermitidae e Rhinotermidae, incluindo várias espécies introduzidas. O número
de espécies importantes é relativamente pequeno e elas tendem a apresentar
distribuição ampla. Sua expansão é facilitada pelo transporte de madeira pelo
homem de uma região para outra e pelas condições favoráveis encontradas em
cidades.
As pragas agrícolas são menos conhecidas, as espécies são todas nativas e
variam entre regiões. O número de espécies citadas como pragas é grande, mas a
maioria desses registros está muito mal fundamentada, com identificações
incorretas e na vasta maioria sem uma avaliação do dado causado. Uma espécie
só pode ser considerada praga se causar redução da produção agrícola. O fato de
um cupim ser observado comendo parte de uma planta não é evidência suficiente.
Existem casos polêmicos, como alguns cupins que ocorrem em alta densidade em
pastagens, que aparentemente não são pragas na definição estrita.

Impacto econômico dos Cupim-praga

As poucas espécies de praga, entretanto, provocam prejuízos de monta. Nas
áreas urbanas mundiais, estima-se que os gastos com tratamento, reparos e
substituições de peças atacadas por cupins alcance, na atualidade, valores da
ordem de US$ 5 a 10 bilhões anuais. Apenas na cidade de São Paulo, as perdas
podem atingir algo em torno de US$ 10 a 20 milhões anuais.
Os cupins causam danos as edificações nas regiões tropicais, subtropicais e
temperadas. Contudo, existem poucos dados que mostram o impacto econômico
desses cupins-praga no mundo. Existem vários fatores que influenciam o impacto
econômico desses insetos nas diferentes regiões do mundo, entre eles o custo de
vida e práticas culturais. Muitas vezes, em países onde a maioria das espécies
praga é encontrada, ainda é incipiente a existência de um serviço profissional
organizado e direcionado para o controle.
Em muitas edificações no Brasil, danos estruturais são tolerados, pois muitas
vezes, o custo do controle excede a substituição do material danificado ou até
mesmo o da reconstrução. O mesmo é válido para o controle do solo antes da
construção da edificação, pois quase sempre é preferível o tratamento curativo ao
preventivo, do ponto de vista econômico. Atualmente, a grande infestação urbana
de metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro vem mudando esse cenário,
fazendo com que medidas de controle preventivo se tornem mais viáveis
financeiramente. Em países desenvolvidos como os EUA, o custo do controle decupins é relativamente pequeno em relação ao valor do imóvel e ao potencial de
dano desses insetos.

Controle

O controle de cupins é um controle diferenciado de outros insetos, porque esses
são insetos sociais. A eliminação de uma parte da colônia, muitas vezes não é
suficiente para extinguí-la, porque as partes restantes podem se recuperar e
continuar a infestação. Para o sucesso do controle, a maior parte da colônia
precisa ser eliminada principalmente a rainha.
· Cupins não são resistentes a nenhum inseticida - a dificuldade
normalmente é atingir a colônia, que pode ser impossível de localizar.
· É essencial determinar o tipo de cupim que está causando o problema,
especialmente se é cupim-de-madeira-seca (que não sai da madeira) ou
cupins que vem pelo solo. As estratégias de controle são muito diferentes
em cada caso. De nada adianta criar barreiras no solo se o cupim é de
madeira seca ou só aplicar inseticida na peça afetada se o cupim vem pelo
solo.
· O método mais usado é a aplicação de inseticidas químicos. Métodos
alternativos incluem: barreiras físicas, iscas, atmosferas modificadas e
controle biológico.
· Durante muito tempo foram empregados inseticidas organoclorados no
controle de cupins. Esses inseticidas estão proibidos no Brasil há muito
tempo e estão sendo banidos do mundo todo através da Convenção de
Estocolmo, que entrou em vigor em 2004.
· Para auxiliar os trabalhos dessa Convenção, o Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente (UNEP) e a Organização das Nações Unidas
para Agricultura e Alimentação (FAO), criaram um grupo de especialistas
em cupins (Termite Expert Group) para discutir e avaliar alternativas para o
controle desses insetos.

Prevenção

- Utilizar madeiras mais resistentes ao cupim como : peroba do campo, peroba
rosa, jacarandá, pau ferro, braúna, gonçalo alves, sucupira, copaiba, orelha de
moça, roxinho e maçaranduba.
- Colocar telas com malha de 1,6 mm em portas, janelas, basculantes e outras
aberturas para evitar a entrada de cupins, durante as revoadas nupciais.
- Evitar estocagem inadequada de madeiras e seus derivados, principalmente em
locais úmidos.
- Vistoriar periodicamente, rodapés, forros, armários, estantes, esquadrias e outras
estruturas de madeira, a fim de detectar qualquer início de infestação, facilitando o
controle.
- Retirar o madeiramento usado durante as obras imediatamente após o término
das mesmas, a fim de evitar possíveis infestações no imóvel- Retirar e destruir madeiras infestadas, preferencialmente, queimando-as em
lugares adequados.
- Em bibliotecas e arquivos, usar, sempre que possível, estantes metálicas.

Curiosidades

Mir Sestrem, João da Terra e Copto. Artistas sensíveis o suficiente para enxergar
criação onde a maioria das pessoas via somente destruição. Mir desenvolveu uma
técnica de pintura usando as diferentes tonalidades das fezes de cupins de
madeira seca como pigmento em suas obras. João desenvolveu uma técnica onde
utiliza ninhos de cupins na elaboração de seus quadros e esculturas. Copto cria
suas obras a partir dos grafismos criados pelos cupins nos elementos atacados.
Os cupins, dentre os organismos vivos, compõem o grupo de nomenclatura mais
uniforme. Dos 283 gêneros da Ordem, apenas seis não têm seus nomes com o
sufixo "termes". Cada nome de gênero tem um significado e é criado com algum
tipo de intenção. Por exemplo, quando Araujo escolheu o nome do gênero para o
cupim Cyranotermes inspirou-se no personagem Cyrano de Bergerac, da peça
escrita em 1897 por Edmond Rostand, pois, da mesma forma que o personagem
apaixonado por Roxane, este cupim é "sempre precedido por uma protuberância
nasal" invejavelmente longa.
Insetos costumam ter uma vida reprodutiva bastante curta. Geralmente a maior
parte de sua vida é passada nas fases imaturas. Os cupins são, provavelmente, o
grupo de insetos que apresentam a mais longa vida adulta reprodutiva. Não se
sabe exatamente quantos anos uma rainha de cupim pode viver, mas existem
registros que sugerem longevidade de mais de 40 anos em algumas espécies.
Madeira e material vegetal seco (substâncias lignocelulósicas) são a mais
abundante categoria de produção primária em ambientes naturais terrestres, e os
cupins são o principal grupo de animais adaptados a se alimentar delas. São,
portanto, fundamentais na reciclagem de nutrientes em muitos ambientes naturais.
Além disto os cupins são uma importante fonte de alimento para artrópodes,
anfíbios, répteis, pássaros e mamíferos que forrageiam no solo. O esforço de
preservação da vida selvagem em ambientes tropicais depende de se conhecer a
ecologia dos cupins.
Comprimento: 0,2 a 2 cm
Comprimento da rainha: até 15 cm.

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Questões de CUPINS do Vestibular 2006 UFRN

01. Os cupins termitídeos apresentam a capacidade de digerir celulose, enquanto os de
outras famílias dependem da presença de protozoários no interior do intestino para
quebrar a celulose.
Essa relação entre o cupim e o protozoário é denominada
A) inquilinismo.
B) amensalismo.
C) parasitismo.
D) mutualismo.

RESPOSTA: (D) Na relação tanto o cupim ganha como os protozoários e se separarmos os dois eles vão morrer. Ocorre obrigatoriedade de coexistência. Isso é considerado mutualismo.

02. Algumas espécies de cupim, por alimentarem-se de madeira seca, podem tornar-se
pragas para os moradores das cidades porque destroem, entre outras coisas, móveis,
livros e madeira de telhados.
No entanto, essas espécies são necessárias ao meio ambiente porque atuam nele
como
A) predadores.
B) produtores.
C) decompositores.
D) competidores.

RESPOSTA: (C) Apesar de sabermos do trabalho para todos nós que eles nos dão no ambiente urbano e em nossas casas e também estarmos acostumados com decompositores sendo bactérias e fungos normalmente a questão nos força a comparar o papel de destruir a madeira como sendo a de um DECOMPOSITOR.

03. Machos e fêmeas reprodutores de cupins originam-se de ninfas. Assim sendo, os
cupins devem ser incluídos no grupo de insetos de metamorfose
A) completa, pois, no ciclo de vida, ocorre a presença de larvas.
B) incompleta, pois as ninfas são formas semelhantes aos adultos.
C) ausente, pois as larvas se desenvolvem diretamente em adultos.
D) total, pois o desenvolvimento se inicia com a formação de ninfas.

RESPOSTA: (B) Curiosamente os cupins são diferentes das abelhas e formigas quanto ao desenvolvimento embrionário. Eles passam por uma metamorfose incompleta quando sai do ovo. Eles se tornam pupas (seres brancos e moles ainda imaturos dependente dos operários para se alimentar e para a limpeza). Essas pupas se transformam nas várias castas de cupins.

04. Algumas espécies de cupim são consideradas subterrâneas em virtude da
capacidade de construírem túneis, dentro dos quais normalmente circulam. Uma
outra característica dessas espécies é a presença de abdome mole, pois, nessa parte
do corpo, o exoesqueleto contém um baixo teor de quitina.
Diante disso, a capacidade de construir túneis que essas espécies apresentam
constitui-se numa adaptação que lhes permite:

A) prevenir a perda de água do organismo.
B) conservar o alimento coletado pelos operários.
C) sobreviver em regiões muito frias.
D) favorecer a postura de ovos pela rainha.

RESPOSTA: (A) As galerias permitem o maior arejamento do cumpinzeiro e evitar a perda de água pelo calor assim como o corpo mole e com pouca quitina.


05. O aumento das infestações por cupins em casas e prédios pode ser resultante da
ação do homem sobre o ambiente e das características biológicas desses animais.
A combinação de fatores que melhor explica esse aumento de infestações nas
cidades é:

A) facilidade de reprodução e organização dos indivíduos em diferentes castas.
B) eliminação de predadores e maior número de machos reprodutores na colônia.
C) disponibilidade de alimento e facilidade para instalação de novas colônias.
D) presença de numerosos indivíduos operários e maior proteção do ninho.

RESPOSTA: (C) Na vida urbana e principalmente em nossas casas a disponibildade de alimento é muito grande com tantos móveis de madeira, livros, etc. Assim fica fácil instalar suas sociedades.
O termo colônia aqui não substitui a relação Sociedade e sim nomeia um grupo da mesma espécie de cupim.

06. Os tipos de sociedade encontrados em cupins, abelhas e formigas incluem grande
número de indivíduos não reprodutores com funções especializadas.
Uma característica comum a essas sociedades é a:

A) migração de operários para as novas colônias, que facilmente se estabelecem.
B) semelhança genética, com alto grau de parentesco entre os membros da colônia.
C) ocorrência de endogamia, o que contribui para a formação de novas colônias.
D) alternância entre ciclos de reprodução sexuada e partenogênese na colônia.

RESPOSTA: (B) Apesar de serem indivíduos morfologicamente diferentes pertencem ao mesmo grupo social originário de uma mesma rainha e um rei onde compartilham a genética da família. São diferentes apenas nas castas.

Todas as questões são comentadas por mim. Espero que usem sabiamente em seus estudos individuais.
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Trança nos pêlos do cavalo

Uma aluna minha do pré me fez uma pergunta hoje e humildemente eu nunca tinha ouvido falar no assunto. eu fui atrás e descobri a respostas.

Isso me levou a criar o Respostas intrigantes do DJ:

Ela me perguntou se era verdade que os morcegos faziam tranças em cavalos?

Eu fui no site do Globo rural e descobri que realmente era verdade e servia para ele se pendurar enquanto se alimentava do sangue do eqüino. Só fazem isso os morcegos hematófagos, que se alimentam de sangue do cavalo. Adorei procurar essa informação que também me intrigou.

Vivo aprendendo.

Veja a reportagem do globo Rural:
Crina embaraçada

02.07.2006
Bruxa trança crina de cavalo? Essa é a pergunta do Rafael Mendes, de Rio Rufino, Santa Catarina. Os cavalos dele têm aparecido com os cabelos emaranhados, uma amarração tão confusa que às vezes ele é obrigado a tosar o animal. Os vizinhos dele dizem que isso é coisa de bruxa, mas ele não acredita e quer esclarecer o mistério.

Para certos fatos só mesmo buscando explicação no sobrenatural. Trançar cabelo é tarefa das mãos do homem, mais competência das mãos femininas, mas, vira e mexe, pelas fazendas afora aparecem cavalos, éguas com as crinas e rabos trançados sem qualquer resquício da participação humana.

No campus da USP em Pirassununga, há cavalos e éguas com as crinas trançadas. Quem ajuda a desvendar esse enigma é um veterinário especialista na criação de cavalos, Alexandre Gobesso.

“Certamente, quem faz isso é um mamífero de hábitos noturnos, são os morcegos hematófagos."

“É fácil identificar que embaixo desta trança ou emaranhado há pequenos ferimentos, furinhos. Para poder fazer a ingestão de sangue, ele precisa se pendurar em alguma estrutura. Então ele se pendura na crina, no topete ou na calda. Tanto que os ferimentos são sempre próximos desses lugares. Enquanto ele está pendurado sugando o sangue, ele fica mexendo as pernas e faz o emaranhado de fios. O morcego tem o hábito de voltar sempre nos mesmos animais e lamber na mesma ferida, por isso às vezes o emaranhado fica muito grave, porque não é uma noite somente, são várias noites seguidas de ataque ao animal. Fica um verdadeiro nós e muitas vezes é preciso cortar a crina para desfazer esse nó”.

O professor mostra ao programa uma outra égua que foi atacada várias vezes. Tiveram que tosar a crina e ficou cheia de cicatrizes nas feridas. “Além do prejuízo visual e econômico, por ter que cortar crina e ficar com falhas, existe o risco de transmissão de raiva e para controlar a presença do morcego existem algumas pomadas que são utilizadas e que podem diminuir a população de morcegos. Além da vacinação contra raiva, se for indicado para a região”.

Esclarecido o mistério então. Se o cavalo ou a égua aparecer com a crina trançada é sinal que tem morcego hematófago na região.

Vale lembrar que, nas regiões indicadas, a vacinação contra a raiva deve ser feita pelo menos uma vez por ano, como prevenção.

Fonte: Globo rural

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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Grelina, o hormônio da fome

Conhecida como o hormônio da fome, a grelina foi descoberta por pesquisadores japoneses em 1999, mas foram os cientistas britânicos que associaram esse hormônio a sensação da fome e por conseqüência um estimulante de apetite.

Ela é produzida principalmente pelo estômago, mas também pelas células epsilon do pâncreas e pelo hipotálamo. Este quando fica vazio intensifica a secreção da grelina, o hormônio atua no cérebro dando a sensação de fome. Quando nos alimentamos a secreção da grelina diminui e a sensação da fome passa.

Ela também tem um papel importante no aprendizado, na memória e na adaptação a novos ambientes.

Ao contrário do que se é de se esperar a quantidade de grelina nos obesos é menor do que nas pessoas com o peso ideal, o que acontece é que os obesos tem uma maior sensibilidade a esse hormônio, e um mecanismo que reduz sua produção quando o obeso ganha peso.

As pessoas magras secretam grandes quantidades de grelina enquanto dormem, já esse fenômeno não é verificado nos obesos.

Fonte: Wikipedia

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