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terça-feira, 31 de março de 2015

TECIDO CONJUNTIVO HEMATOPOIÉTICO E SANGUÍNEO PARA ENEM

Tecido hematopoiético
Hemácias: células sanguíneas produzidas pelo tecido hematopoiético

O tecido conjuntivo é dividido em:  
1- Tecido conjuntivo propriamente dito:
1.1- Frouxo
1.2- Denso
1.2.1- Modelado
1.2.2- Não-modelado
2- Tecidos conjuntivos especiais:
2.1- Ósseo
2.2- Cartilaginoso
2.3- Hematopoiético
2.4- Adiposo



Este texto enfocará, desta forma, um tipo de tecido conjuntivo especial: o tecido hematopoiético, também denominado hemocitopoiético ou tecido conjuntivo reticular.
O tecido hematopoiético é formado por fibras e tipos celulares que dão suporte às células formadoras do tecido sanguíneo (células pluripotentes). Assim, hemácias, plaquetas e glóbulos brancos (neutrófilos, basófilos, monócitos e eosinófilos), além de linfócitos, são produzidos neste tecido conjuntivo, a partir de tipos celulares precursores.
Está localizado na medula óssea (tecido mieloide), em costelas, vértebras, ossos do crânio e extremidades do fêmur e úmero, caracterizando a medula óssea vermelha.  É encontrado também em órgãos linfáticos, como baço, timo, linfonodos, nódulos linfáticos e tonsilas palatinas: tecido linfático ou linfoide. Esse último é também responsável pela remoção de detritos e células sanguíneas debilitadas.
Este tecido é bastante considerado no tratamento das leucemias aguda e mieloide crônica, já que o uso de suas células, com grande capacidade de diferenciação, é uma alternativa ao transplante de medula óssea.

Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia



tecido sanguíneo é muito importante pois faz parte do sistema circulatório, ele é composto basicamente por plasma e elementos figurados do sangue (células e fragmentos citoplasmáticos celulares). Ele é produzido por outro tecido corporal chamado Hematopoiético, vale a pena lembrar disso para não confundir.
Definindo conceitos importantes:
Tecido Hematopoiético: Tecido localizado dentro de óssos longos (fêmur por exemplo), chamado de medula óssea vermelha. É ele que origina algumas células do tecido sanguíneo.
Função: Local onde ocorre a Eritropoiese, Mielopoiese, Trombopoiese e Monopoiese.
Eritropoiese: Produção dos eritrócitos (hemácias).
Mielopoiese: Produção de neutrófilos, eosinófilos, basófilos. Estes são alguns dos glóbulos brancos (leucócitos).
Trombopoiese: Produção dos trombócitos ou plaquetas.
Linfonodo (órgão linfóide): É uma importante estrutura corporal onde ocorre a produção dos linfócitos.
Os Leucócitos são uma categoria de células que abrange TODOS os glóbulos brancos, inclusive os linfócitos. Já os linfócitos são um tipo de glóbulos brancos específicos.
Linfócitos: São tipos de leucócitos produzidos nos linfonodos e são divididos em dois grupos: Linfócitos B e Linfócitos T.
Funções do tecido sanguíneo:
*Transporte de gases = Relacionar com sistema Respiratório
*Transporte de nutrientes = Relacionar com sistema Digestivo
*Transporte de excretas = Relacionar com sistema Excretor
*Transporte de hormônios = Relacionar com sistema Endócrino
*Atuação na defesa do organismo = Relacionar com sistema Imunológico

Componentes:
Hemácias, eritrócitos ou glóbulos vermelhos:
a
São as células mais numerosas do sangue, são originadas na medula óssea vermelha e sua função é otransporte de gases. Dentro dela encontramos a proteína chamada Hemoglobina (Hb), onde a maioria do oxigênio transportado se encontra, além disso, encontramos outra enzima chamada Anidrase Carbônica, que participa do transporte de 70% do gás carbônico sanguíneo.
Leucócitos, ou glóbulos brancos:
São os responsáveis pela defesa do nosso corpo, geralmente em baixa quantidade, podendo aumentar quando o organismo se encontra com uma atividade imunológica elevada.
Destaque para os principais leucócitos:
Macrófagos: Células que fagocitam substâncias estranhas ao organismo (antígenos).
Linfócitos B: Células que produzem os anticorpos do nosso organismo.
a
Linfócito T (CD4): Célula que estimula a produção e migração dos outros leucócitos. 
Linfócito T (CD8): Célula que induz o processo de morte celular programada.
Plaquetas: São fragmentos de células chamada megacariócitos, geradas na medula óssea vermelha. Possuem papel na coagulação do sangue.
a
Plasma: Componente fluido do sangue, possuindo na sua grande maioria água e vários sais minerais.
Destaque: Destacamos aqui o cálcio presente no plasma, este sal mineral possui papel na coagulação sanguínea, juntamente com as plaquetas.
FONTE: SOUMAISENEM
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Ácidos Nucleicos Para o Enem

Ácidos Nucleicos – Aula de Biologia Enem

Você conhece o ácido desoxirribonucleico e o ácido ribonucleico? Entenda tudo sobre o DNA e o RNA nesta aula de Biologia Enem


Ácidos Nucleicos
São moléculas longas, apresentando-se sob a forma de ácido desoxirribonucleico (DNA) e ácido ribonucleico (RNA).
São responsáveis pelo armazenamento e transmissão da informação genética (hereditariedade).
O resultado da informação genética contida nos ácidos nucleicos é, sempre, a formação de proteína.
Fazem o controle do funcionamento celular.
São polímeros orgânicos formados pelo encadeamento de nucleotídeos (monômeros), tanto no DNA quanto RNA.
Nucleotídeo possui moléculas de fosfato, açúcar (pentose) e base nitrogenada.
O fosfato faz a ligação entre as pentoses da mesma cadeia.
aula_06_img01.jpg
O açúcar possui cinco carbonos, sendo uma pentose, pode ser uma desoxirribose em DNA, ou ribose em RNA.

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terça-feira, 24 de março de 2015

Notícias e Esclarecimentos sobre a cirurgia feita pela Atriz Angelina Jolie [Histerectomia]

Na onda da notícia da declaração da atriz Angelina Jolie querendo fazer uma cirurgia para retirar os ovários vamos falar dessa cirurgia.

Notícia: 

Angelina Jolie retira ovários para prevenir cancro


http://imagens0.publico.pt/imagens.aspx/911520?tp=UH&db=IMAGENS&w=171
Fonte da notícia: LINK

A atriz Angelina Jolie revelou esta terça-feira que retirou os ovários como forma de prevenção do cancro, porque é portadora de mutações hereditárias no gene BRCA1, que aumentam em 50% o risco deste cancro. Em Portugal, só no Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto mais de 30 mulheres já tomaram esta decisão.
Num relato no jornal norte-americano New York Times, a atriz de 39 anos lembrou que a sua mãe, de quem herdou as mutações genéticas no BRCA1, morreu aos 56 anos de cancro da mama. Mutações no BRCA1 também aumentam em 87%  o risco de cancro da mama, o que já tinha levado a atriz a fazer uma dupla mastectomia em 2013, para reduzir essa probabilidade para menos de 5%. “É uma cirurgia menos complexa [do que a dupla mastectomia], mas os efeitos são mais graves. Força a mulher a entrar na menopausa”, escreveu agora sobre a remoção dos ovários.
Em Portugal, as mutações hereditárias do BRCA1 – tal como do gene BRCA2 – têm levado várias mulheres a decidirem-se por estas cirurgias profilácticas da mama e dos ovários. Manuel Teixeira, diretor do Serviço de Genética do IPO do Porto, informa que só ali estão identificadas 150 famílias com mutações nos dois genes.
Até Maio de 2014, 34 mulheres com as mutações tinham retirado os ovários para reduzir o risco de cancro, diz ainda Manuel Teixeira. Já a dupla mastectomia foi feita por dez mulheres. E, tal como Angelina Jolie, houve outras 20 que fizeram as duas cirurgias no IPO do Porto.
“Se uma mulher tiver a mutação num destes genes, deve fazer a cirurgia”, considera o médico a propósito da remoção dos ovários. “Não há uma redução completa do risco, mas quase.”
Há mesmo uma “recomendação formal” das instituições oncológicas para a extração dos ovários em caso de mutações nos genes BRCA: “Não há alternativa, porque é muito difícil diagnosticar antecipadamente [este cancro]”, explica. “É uma situação médica absolutamente necessária.”
Mas só a partir dos 35 anos: “O risco de cancro dos ovários é muito raro até aos 40 anos, mesmo o hereditário. A média é por volta dos 50, portanto não é um grande risco esperar até aos 35 e ter os filhos que se entender.”
Já a cirurgia mamária profiláctica, “mais radical” do que a dos ovários por afetar a aparência física, não tem uma idade mínima: “Diria que é indicada a partir dos 25 anos, embora não seja uma indicação oficial.”
___________________________________________
Professor Djalminha diz: A cirurgia é chamada em geral de Histerectomia. Normalmente é o útero ou parte dele que é retirado, mas também em caso de esterilidade total de uma mulher se retira as tubas uterinas e o próprio ovário.
Fonte: Minha Vida
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segunda-feira, 23 de março de 2015

Dúvida Legal - Como a mulher sangra durante dias ao menstruar e não morre de hemorragia?



Como a mulher sangra durante dias ao menstruar e não morre de hemorragia?

Essa pergunta veio de uma aluna do ensino médio aqui do Encanto... muito legal e intrigante.
Embora possa parecer muito, a quantidade de sangue perdida durante a menstruação é muito pequena se comparada ao total de sangue do corpo da mulher. Além disso, não se trata de um sangramento como o de uma ferida aberta, mas sim de um tecido que foi acrescentado ao útero e que, no período menstrual, acaba descamando por não ter havido a implantação do embrião (isto é, pelo fato de a mulher não ter engravidado após a ovulação).



Fonte: Klickeducão
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domingo, 15 de março de 2015

A viagem de Darwin



O naturalista Charles Darwin fez uma viagem que durou quatro anos e nove meses como objetivo de mapear a costa da América do Sul. Ele não foi convidado para procurar e coletar os materiais, mas sim para fazer companhia ao capitão da embarcação, que buscava uma pessoa com quem pudesse conversar durante a viagem. O navio utilizado tinha o nome de HMS Beagle, em referência à raça de cães.
A rota do Beagle começou na Inglaterra no dia 10 de fevereiro de 1831 e teve cerca de 20 paradas. Passou pelo Brasil - em Salvador e Rio de Janeiro -, depois foi para o Uruguai, Montevidéu, Argentina, Patagônia no Chile e Ilha Galápagos, que pertence ao Equador. Em seguida foi para o Haiti, passou pela Nova Zelândia, Austrália e África. Depois desse percurso, ele retornou à Bahia e seguiu para a Inglaterra. Nessa jornada Darwin viu que há muita diversidade de meio ambiente e que cada lugar tem suas características, tanto na vegetação, quanto na fauna e flora.
 
 
 
 
Quando o navio chegou ao Rio de Janeiro, o naturalista oficial não quis mais seguir viagem, então Darwin, com apenas 22 anos, assumiu o cargo. Como isso, ele pode coletar amostras, pesquisar e conversar com as pessoas nativas para obter todas as informações sobre os locais que passava. Durante a viagem Darwin conseguiu coletar 1.529 espécies fósseis, 3.907 espécimes preservados e um diário de 770 páginas no qual registrava tudo que observava.
 
À medida que coletava materiais, o naturalista já enviava à Inglaterra para seus amigos pesquisadores realizarem a identificação. Se encontrava um mamífero, mostrava para um especialista da área, se fosse uma planta enviava a outro.
 
Três observações constituem o ponto de partida para Darwin começar a pensar na Teoria da Evolução: fósseis encontrados na Patagônia, a distribuição geográfica da Ema e a diversidade da vida animal no Arquipélago de Galápagos. Até então, acreditava-se que as espécies eram imutáveis, mas, depois de concluir a viagem, Darwin começou a crer que as espécies mudavam com o passar do tempo. Ele observou que às vezes era possível encontrar uma concha do mar no alto de uma montanha. Então, provavelmente, aquele local teria sido mar em alguma época remota. Para ele, a Terra não foi sempre igual, pois acreditava que ela sofria modificações com o passar do tempo e com isso algumas espécies poderiam de se adaptar a esses novos ambientes e dar origem a uma nova espécie.
 
Fato curioso
 
Darwin visitou na Patagônia o sítio arqueológico de Ponta Alta, um lugar apropriado para a fossilização, onde encontrou o fóssil de uma preguiça. Alguns anos atrás, outro cientista havia encontrado um fóssil deste animal, evidenciando que a Terra já tinha sido habitada por animais que já estavam extintos. Nesta região, ele também conheceu uma espécie diferente, a ema (Rhea americana), ave ternária de grande porte que não voa.
Quando a embarcação atracava, a tripulação saía para caçar animais, como a ema. Conversando com os nativos, Darwin descobriu que naquela região tinha outra ave parecida com esta, mas um pouco menor. Eles acreditavam que esse animal era a Rhea americana mais jovem. A ave foi servida na ceia de natal e quando Darwin comeu e observou os ossos, percebeu que tinha algo diferente. Então, ele recolheu os ossos e pediu ao cozinheiro as penas que havia retirado da ave. No retorno à Inglaterra, descobriu que o animal era outra espécie muito semelhante à ema. A nova espécie recebeu o nome de Rhea darwinii.
 
Caminho da Descoberta 
 
Em 1838, dois anos depois do fim da viagem, Darwin leu um ensaio do matemático Thomas Malhus que falava da tendência da humanidade em crescer em progressão geométrica, enquanto a produção de alimentos aumenta em progressão aritmética, ou seja, em algum momento teria mais gente que comida. A dúvida de Darwin  foi: o que mantinha o equilíbrio estável de uma população? Então observou que nas populações existe competição - pelo ambiente, alimento, abrigo e uma série de outras coisas - e o indivíduo que apresenta variação vantajosa sobrevive e se reproduz, já aquele que não apresenta as características necessárias a própria natureza extingue. Foi assim que surgiu o conceito de seleção natural.
 
Em 1859, Darwin escreveu o livro “A Origem das espécies”, em que explica como chegou à Teoria da Evolução. Cada local que poderia servir de exemplo foi detalhado no livro para evitar contestação. Quando foi lançado, em poucas horas todos os exemplares se esgotaram. 
 
 
 
 
 
 
 
Primeira edição do livro "A Origem das Espécies"
 
 
 
 
 
 
 
 
Clarice: "Uma das características de um bom pesquisador é ser minucioso, detalhista, observador, registrar tudo. Uma coisa que, no momento, pode parecer insignificante, no futuro poderá ser importante e até mesmo resolver algum problema. Darwin desde pequeno gostava de colecionar as coisas, observar e registrar tudo".  
 
Aluno: “Alguma obra dele, como livro, está em algum museu?
Clarisse: “O original está no museu em Londres, porque já existem várias edições. Lá tem todos os livros dele, uns sete ou oito, sobre besouros, plantas, minhoca, entre outros. Eles ficam todos na biblioteca do museu”.
 
Aluno: “Teve alguma situação polêmica que fez com que ele pensasse em parar com a pesquisa?
Clarisse: “Depois que ele fez o ensaio, ficou certo tempo fazendo outras coisas. Mas esse tema podia causar muita polêmica, muito impacto, não só no mundo científico, mas na sociedade de modo geral”.
 
Este texto tem como objetivo reportar a interação entre alunos e pesquisador e os conceitos tratados durante os encontros do programa “Adote um Cientista”. A professora Clarice Harumi Sakamoto, doutora em genética, falou aos alunos do Adote um Cientista sobre a história de Charles Darwin, responsável pela Teoria da Evolução.

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Respostas para perguntas mais freqüentes sobre Taxonomia, Sistemática, Classificação e Nomenclatura Zoológica, com exemplos em moluscos

Qual o significado de subespécie, forma e variedade?

Na literatura zoológica, se observa que as espécies costumam ser divididas em unidades subespecíficas: subespécie, forma e variedade. Dentre estas, o Código Internacional de Nomenclatura Zoológicasó reconhece e regulamenta a categoria subespécie. O nome da subespécie é um trinômio, sendo que o último termo corresponde ao nome subespecífico, por exemplo, Ranella australasia gemmifera (distribuição geográfica: África do Sul e Atlântico Oeste). Quando se reconhecem duas ou mais subespécies, automaticamente uma delas deve ter o mesmo nome do que a espécie - a espécie nominal, isto é a subespécie correspondente ao exemplar-tipo da espécie que foi subdividida, Ranella australasia australasia (distribuição geográfica: Pacífico Sudoeste). Ainda segundo o CINZ, a subespécie deve corresponder a uma raça geográfica. Portanto, subespécies distintas não podem ocorrer em simpatria, ou seja, em uma mesma localidade. Se ocorrerem, ou devem ser consideradas espécies distintas, ou variações morfológicas de uma mesma espécie. CINZ não reconhece formas ou variedades; portanto, nomes atribuídos a essas duas categorias não têm validade em nomenclatura científica. Infelizmente, muitas das formas e variedades citadas na literatura antiga foram interpretadas como sendo subespécies em trabalhos mais recentes, sem a devida análise crítica dos aspectos biológicos.


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