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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

EBOLA: a humanidade está em perigo? [Por Nélio Bizzo]

Material de Nélio Bizzo - Link

EBOLA: a humanidade está em perigo?
Há um surto de uma virose em alguns países da África Ocidental que merece toda a atenção da comunidade internacional. Todos já devem ter ouvido falar do vírus Ebola, tecnicamente Zaire ebolavirus, uma partícula viral (tecnicamente “vírion”) comporto por uma molécula de RNA muito particular, pois sua geometria molecular é inversa ao sentido usual, inserida em um envelope filiforme característico, de onde resulta o nome do grupo dos filovírus. O aspecto realmente assustador desse surto é a rapidez com a qual a virose evolui nos pacientes contaminados, e sua alta letalidade. A virose pode matar de 90 a 100% dos infectados. Médicos e enfermeiros que atendem os doentes nos locais do surto devem medir sua temperatura duas vezes ao dia. Ao menor sinal de febre, são colocados em isolamento.
O QUE É O EBOLA
O vírus Ebola (EBOV) provoca uma das mais letais infecções transmissíveis, responsável por altas médias de fatalidade e substancial morbidade, em surtos esporádicos. À medida em que os seres humanos invadem o interior de regiões endêmicas, na África Central e Ocidental, próximas da floresta tropical, o risco de se contaminar com o vírus aumenta, pois há animais, como os grandes morcegos frugívoros da família Pteropodidae, que são considerados reservatórios naturais da doença. Embora não sejam hematófagos, e não apresentem sintomas, eles podem eventualmente compartilhar alimento, água etc e contaminar com sua saliva recipientes compartilhados por animais domésticos e mesmo frutas que venham a ser consumidas.
A transmissão pelo ar ainda não foi totalmente descartada, além da reconhecida transmissão por contato direto com os líquidos do corpo entre pessoas. Homens que conseguiram sobreviver continuaram a transmitir o vírus pelo sêmen por sete semanas depois de recuperados. Tudo somado, o perigo de uma epidemia de grandes proporções aumenta, dado que não existe tratamento nem prevenção, seja na forma de remédios ou vacinas.
Neste ano, até o presente momento (agosto de 2014) foram confirmados 2127 casos da doença, com 1145 mortes, em Serra Leoa, Guine, Liberia e Nigeria. No entanto, diante da precariedade dos registros sanitários daquela região, é muito possível que esses números sejam muito subestimados. Pouco se sabe sobre a doença, mas por aquilo que se conseguiu esclarecer desde 1976, quando da primeira aparição do vírus no Zaire (hoje República Democrática do Congo), nas proximidades do Rio Ebola, sabe-se que a contaminação ocorre no contato com líquidos corporais com alguma escoriação da pele ou com superfícies úmidas, como olhos, mucosa do nariz, boca, etc. Animais domésticos, como porcos, também podem ser transmissores, em especial em regiões onde há morcegos da família Pteropodidae, o que cobre uma larga área. O hábito de abater macacos para alimento, e o consequente contato com seu sangue, parece ter sido decisivo para o início da transmissão para humanos.
O vírus inativa a linha de frente do sistema imune que está presente no tecido epitelial. Existem células dendríticas em meio às células da epiderme que têm função de detectar corpos estranhos e disparar sinais de ativação de linfócitos T, que normalmente são muito efetivos contra microrganismos invasores, inclusive na ativação de anticorpos. Sem essa linha de defesa, o vírus se replica rapidamente, mesmo se não penetre nos linfócitos. Assim, partículas virais são silenciosamente produzidas a partir dessa parte do tecido epitelial, que não é vascularizada, mas, aumentando muito em número, logo ganham a corrente sanguínea. A incubação da doença pode durar de dois a 21 dias, quando então aparecem sintomas como febre, intensa fraqueza, dor de cabeça e dor de garganta. Esses sintomas iniciais são agravados com a progressão da doença, que leva ainda ao comprometimento das funções hepática e renal. As pessoas podem contaminar outras apenas quando o vírus aparece em seu sangue ou secreções, o que pode demorar até 61 dias após o início dos sintomas.
Ao atingir outras regiões do corpo, as partículas virais se deparam com grandes células chamadas macrófagos, que normalmente se deslocam com movimento ameboide por entre as células do tecido conjuntivo frouxo. Essas células são devoradoras de partículas estranhas, e, assim, englobam as partículas virais filiformes, mas com uma reação adversa. A maquinaria viral no interior do macrófago ativa a produção desenfreada de proteínas que desencadeiam a coagulação sanguínea, formando coágulos (“trombos”) que bloqueiam a circulação em vasos pequenos, além de produzirem substâncias que danificam o epitélio de revestimento dos vasos sanguíneos. Isso provoca hemorragias, com sangramento pelo nariz, olhos, vagina etc. Embora essa seja uma reação comum, nem todos os pacientes apresentam esse tipo de hemorragia.
As partículas virais, que aumentam rapidamente em número, atacam outros órgãos e diversos tipos de tecidos, em especial no fígado, comprometendo a produção de elementos celulares relacionados com a coagulação sanguínea, e nas glândulas adrenais, que deixam de produzir hormônios relacionados com o controle da pressão sanguínea. No trato gastrointestinal, a destruição de células leva à perda rápida de líquidos, com forte diarreia que pode rapidamente levar à desidratação.
TRATAMENTO E COBAIAS
Os doentes são tratados com cuidados paliativos, contornando os problemas com reposição de líquido e eletrólitos. Como as partículas virais estão nos líquidos perdidos, a saliva, o suor e o sangue podem contaminar outras pessoas, inclusive por contato direto simples. Isso explica duas razões para temer dessa doença: sua potencialidade de disseminação é muito grande e o tratamento dos doentes requer uma infraestrutura especializada, que normalmente não existe nos países que estão sofrendo o surto. A terceira razão é, contudo, a mais evidente: a mortalidade é muito alta.
A alta mortalidade da virose fez eclodir um debate mundial sobre a ética na clínica médica, pois diante da situação emergencial é necessário tentar utilizar remédios e técnicas que ainda estão em teste, fazendo dos doentes verdadeiras cobaias humanas. No entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reuniu um bom número de especialistas e definiu alguns parâmetros que, se satisfeitos, permitem o uso de drogas e tratamentos ainda experimentais, mesmo se há dúvidas de que, de fato, possam trazer benefício maior do que os possíveis efeitos colaterais.
As estatinas, por exemplo, poderão ser utilizadas no tratamento dos doentes, pois têm efeito sobre os trombos (efeito antitrombótico), melhoram a função do endotélio dos vasos e outros efeitos comprovados. No entanto, podem provocar diarreia, náusea e outros efeitos adversos que poderiam agravar o quadro dos doentes, daí a dúvida que alguns especialistas levantam sobre os reais benefícios que algumas drogas podem efetivamente trazer aos doentes. No entanto, é alta a probabilidade de drogas com efeito conhecido na clínica médica sobre o estado hemodinâmico de fato trazerem benefício aos doentes.
Diversas drogas experimentais têm sido sugeridas, mas os órgãos internacionais consideram apenas a possibilidade de recomendar aquelas que já tiveram resultados positivos em humanos, ou em experimentos com primatas, em testes padronizados. Neste caso, vemos como o uso de animais é indispensável na pesquisa de drogas novas na clínica médica.
No entanto, esse conjunto de drogas e terapias são paliativas e visam prolongar a vida dos doentes; uma outra linha de atuação tem sido tentada com drogas utilizadas no tratamento de hepatite C, como um interferon sintético. O laboratório ucraniano que o produz (Pharmunion BSV Developent) já encaminhou 60.000 doses gratuitamente para os países africanos com a doença. Os pacientes que foram levados aos Estados Unidos receberam um coquetel de anticorpos, chamado Zmapp, mas não é possível ter certeza se sua sobrevivência tenha sido devida ao tratamento. Essa terapia deriva de testes com macacos Rhesus, em artigo publicado no ano passado, os quais demonstraram que um coquetel de anticorpos produzidos a partir de uma técnica especial (os anticorpos monoclonais) salvou 43% dos animais infectados, enquanto a mortalidade do grupo controle (e os registros históricos) tenha sido total.
Ironicamente, uma terapias em estudo é derivada da chamada soroterapia, testada há mais de um século, na qual se procuram pacientes que tenham sobrevivido à doença, e lhes é pedida doação de sangue. Em seu soro deve haver anticorpos específicos contra o vírus Ebola; se ele ajudar a combater o vírus, seria uma terapia muito eficiente. Com técnicas modernas seria possível produzir esses anticorpos artificialmente e ter um novo tratamento potencialmente muito efetivo.
No entanto, os cuidados da OMS se justificam, pois se forem testadas drogas experimentais na África, sem garantias mínimas de real possibilidade de benefício, ao invés de ajudar, tais iniciativas poderiam atrapalhar o combate do surto. O sentimento de que as companhias farmacêuticas multinacionais estejam se aproveitando do surto para fazer testes de campo em seres humanos poderia despertar reações adversas e perigosas, o que poderia deixar fora de controle a disseminação da doença. No momento o alerta internacional vai no sentido de impedir que a doença se espalhe por outros países. Portos e aeroportos devem isolar pessoas que apresentem febre ao chegar das regiões de ocorrência do surto. Por enquanto essa é a única forma segura de tratar o surto, sem tornar cobaias humanas as pessoas doentes de uma virose que mata mais da metade dos doentes.
QUAL A REAL DIMENSÃO DOS RISCOS?
A área na qual já foram detectados vírus Ebola ou similares cobre uma área muito extensa na África. Os morcegos tidos como reservatórios naturais são de porte avantajado e podem se deslocar por grandes distâncias. A distribuição geográfica desses morcegos é muito ampla, indo da costa ocidental da África até a Austrália. Esses fatos somados ao precário serviço sanitário e de controle de fronteiras dos países africanos torna o quadro muito preocupante.
O Brasil tem recebido fluxo migratório muito importante da região ocidental da África, que se intensificou com a Copa do Mundo. O comércio com os países dessa região, sobretudo o trânsito de containers nos portos, deve ser fiscalizado de maneira mais rigorosa. Da mesma forma, a chegada de passageiros dessas regiões deve ser acompanhada de avisos e melhor monitoramento por parte das autoridades sanitárias.
Por fim, a atuação na região onde irrompeu o surto e a solidariedade internacional são fundamentais para garantir tratamentos humanitários e evitar que haja um êxodo da região. Ações de esclarecimento sobre formas de prevenção de contágio são parte dessa estratégia junto às populações diretamente atingidas.
Fonte: Organização Mundial da Saúde, Science Magazine (special collection Ebola Virus) – agosto de 2014, e
PETTITT, J et al, Therapeutic Intervention of Ebola Virus Infection in Rhesus Macaques with the MB-003 Monoclonal Antibody Cocktail. Sci Transl Med (5): 199ra113 (2013)


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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

A volta por cima do Vírus Ebola na África

Segundo a OMS, a atual epidemia de ebola é a mais grave já registrada. O vírus é muito contagioso e o índice de mortalidade pode atingir 90% dos casos.

O Ministério da Saúde informou que acompanha, por meio de dados repassados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o surto de ebola registrado na África Ocidental. Segundo o ministério, não há casos da doença confirmados no Brasil e mesmo com o grande fluxo de turistas estrangeiros em razão da Copa do Mundo, o risco de transmissão no país é considerado baixo.


Vírus ebola já matou 467 pessoas na África



“De acordo com avaliação da OMS, o risco de disseminação da doença é considerado alto nos países fronteiriços, moderado no restante do Continente Africano e baixo no restante do mundo. O ebola é transmitido pelo contato direto com sangue, secreções, órgãos e outros fluidos corporais de pessoas ou animais infectados. Por isso, a transmissão para outros continentes não é provável e a OMS não recomenda quaisquer medidas que restrinjam o comércio ou o fluxo de pessoas com os países afetados”, informou o ministério.
Dados da OMS mostram que três países enfrentam atualmente uma epidemia do ebola: Guiné, Libéria e Serra Leoa. A organização iniciou ontem (2) uma reunião de dois dias para discutir a situação na África Ocidental. O último boletim registra 759 casos e 467 mortes provocadas pela doença. Em apenas cinco dias (entre 25 e 30 de junho), foram registrados 14 óbitos.
A doença do vírus ebola, mais conhecida como febre hemorrágica do ebola, é uma condição grave, com índice de mortalidade que chega a 90% dos casos. Durante surtos, as pessoas consideradas mais suscetíveis incluem trabalhadores da saúde, parentes de pacientes e demais indivíduos que tenham tido contato com pessoas infectadas.

Editor Graça Adjuto

Fontes: EBC - EBC 2
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quarta-feira, 30 de julho de 2014

Magnificação trófica, Magnificação biológica ou BIOACUMULAÇÃO

magnificação biológica, ou magnificação trófica, ou, ainda, bioacumulação  é o processo pelo qual substâncias tóxicas e não biodegradáveis (que seres vivos não conseguem metabolizar) permanecem em caráter cumulativo ao longo da cadeia alimentar.
Exemplo de bioacumulação: água contém 0,10 ppt (partes por trilhão de mercurio). Esta concentração pode chegar a 4,8 milhões ppt em um ovo de uma ave que se alimenta de peixes. Ilustração: USGS.gov
A cadeia alimentar é constituída de três principais níveis tróficos: os produtores, osconsumidores e os decompositores. Os produtores são representados pelos seres vivos autótrofos, ou seja, são capazes de produzir seu próprio alimento, como vegetais, algas e cianobactérias. Os segundos, são os que consomem os produtores (por isso são heterótrofos geralmente), e podem ser classificados em consumidores primários, que se alimentam de produtores, consumidores secundários, que se alimentam de consumidores primários e consumidores terciários, que se alimentam de consumidores de segunda ordem. Por fim, os decompositores, que consomem resíduos de vegetais e animais mortos e encerram o ciclo devolvendo nutrientes ao meio.
Nesse ciclo, os produtores podem assimilar pequenas quantidades de substâncias tóxicas dispersas no ambiente, o que pode não ser, necessariamente, tóxico para eles. No decorrer da cadeia, os produtores são consumidos por herbívoros e a quantidade de substância tóxica assimilada no início permanecerá no seu organismo, uma vez que, tal substância não pode ser metabolizada. E assim segue o ciclo: um ser vivo consome outro e os poluentes vão se acumulando na cadeia alimentar. Portanto, os seres que mais sentem os efeitos desse acúmulo são os consumidores terciários, pois ingerem muito mais poluentes do que todos os outros participantes da teia.
Dos poluentes não biodegradáveis que se acumulam ao longo da cadeia, merecemdestaque os metais pesados, como o mercúrio, o chumbo e o cádmio, elementos frequentemente presentes em processos industriais, no lixo eletrônico e garimpos irregulares (mercúrio). Também contribuem para a magnificação biológica os compostos organoclorados, como o DDT e o BHC (inseticidas), o cloreto de vinila, que são substâncias muito usadas na indústria, principalmente na produção de plásticos e insumos agrícolas, e os organofosforados, também utilizados na produção de pesticidas e são altamente tóxicos. O uso de muitas dessas substâncias como o DDT, já foi proibido por vários países, exatamente devido ao alto teor de toxidez.
Os seres humanos, por serem consumidores terciários, têm sua saúde exposta a sérios riscos, em se tratando de bioacumulação. Nos tecidos humanos, essas substâncias tóxicas podem provocar uma gama de doenças como diversos tipos de cânceres, lesões hepáticas e pulmonares, esterilidade, danos aos sistemas nervoso e muscular, doenças de pele, distúrbios renais, danos à medula óssea, e outras complicações.

IMAGENS

IMAGEM - LINK

IMAGEM - LINK


Referências

FONTE: INFOESCOLA
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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Cymothoa exigua, o pequeno crustáceo que substitui a língua de seu hospedeiro!!!

Resultado de imagem para cymothoa exigua


A língua diabólica 


Nome científico - Cymothoa exigua 

Tamanho - 4 cm 

Onde vive - Atlântico Norte 

Imagine um parasita que se apossa do seu braço, o faz cair e passa a ocupar o lugar do membro - mas mantendo um lindo visual natural alienígena, com garras, olhos e boca, e várias vezes maior que o braço original. Um pesadelo digno de filmes como Resident Evil. Mas não é roteiro de ficção científica: existe aqui e agora na linda Mãe Terra. A vítima atende pelo nome de Luciano - os peixes da espécie Lutjanus guttatus, comuns na costa dos EUA. O parasita? Cymothoa exigua ou pulga-do-mar, muito prazer. Quando o peixe está nadando, essa pulga entra pelas guelras sem que ele perceba. O invasor vai até a boca do animal, onde se prende firmemente com suas garras em formato de gancho e corta os vasos sanguíneos para a língua, que fica sem circulação e atrofia. Quando isso acontece, a pulga-do-mar substitui o órgão - ela se torna a língua, passando a controlar a alimentação do peixe. A vítima leva uma vida normal, exceto pelo horror que deve ser conviver com um monstro dentro da boca. 


Cymothoa exigua_adpat_natureza_radical_mark_caverdine.jpg

Nenhum dos casos é muito agradável, muito menos para mentes eticamente bem formadas ou estômagos sensíveis.
Ainda assim, encontro-lhes pontos de contacto.


O parasita Cymothoa exigua é um crustáceo isópode que actua de maneira singular.
Explico, enquanto se torcem.
Já na boca do peixe, o C. exigua fixa-se na boca do peixe por intermédio de patas semelhantes a ganchos (pereópodes), começando por sugar o sangue dos tecidos da língua, até que esta acaba por atrofiar.
Após o repasto, que pode durar algum tempo, o parasita de até quatro centímetros, passa a alimentar-se do que o peixe ingere, substituindo-lhe a língua por completo.
tongueeater_zoom.jpgCuriosa é a semelhança de forma entre a desaparecida língua do peixe e o recém instalado. Para além de função análoga, já que o parasita desempenha a usurpação lingual com enorme competência, também o aspecto da cavidade bucal do peixe parece quase inalterada. Brusca e Gilligan avançam com a hipótese de que peixes parasitados poderão ter melhor desempenho alimentar que peixes sem língua.
Ou seja, em termos de eficiência, esta relação parasítica parece conceder alguma vantagem sobre patologia ou doenças que afectem a língua de peixes.
Pois…melhor uma língua substituta que nenhuma, parece ser a conclusão.
Quanto ao segundo caso, apenas deixo um vídeo.
Deixo aos leitores o estabelecimento de paralelismos.
A existirem.



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terça-feira, 15 de julho de 2014

A Raciação e a Especiação

A especiação
Especiação é o nome dado a um processo evolutivo, ou seja, a formação de novas espécies. 

Este processo está dividido em cinco estágios:
1º estágio: Uma determinada população, representada por A, habita uma região homogênea.
2º estágio: Após uma mudança na região habitada por eles, a população migra para regiões diferentes. Portanto esta população se divide e é representada por A1 e A2.
3º estágio: Essas duas populações resultam em novas raças geográficas e subespécies.
4º estágio: Ocorre um isolamento reprodutivo devido à diferenciação genética que aumentou entre as duas populações (A1 e A2).
5º estágio: As duas populações já são espécies totalmente diferentes. E mesmo quando se encontram no mesmo ambiente não se juntam devido ao isolamento reprodutivo. 

Fonte: Colegioweb

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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Embriologia: Tipos de Óvulos

Usando uma questão do Prof. Jubilut como base vamos procurar sua resposta com o assunto abaixo:



Óvulos
Os óvulos dos animais são geralmente células grandes e imóveis, que contém em seu interior reserva de nutrientes para o desenvolvimento do embrião. Esses nutrientes compõem o vitelo. A quantidade e a localização do vitelo são variáveis nos diferentes óvulos. Essas duas características permitem-nos classificá-los em vários tipos:

oligolécito (oligo = pouco; lecito = vitelo), homolécito ou isolécito (homo ou iso = igual) — possui pouco vitelo homogeneamente distribuídos e sua segmentação é total ou holoblástica (holo = todo;blasto = germe) e igual, pois origina uma mórula com blastômeros de tamanhos aproximadamente iguais; é o ovo dos protocordados (anfíoxo e ascídia) e de muitos invertebrados marinhos, como esponjas, corais eestrelas-do-mar.

Representação de ovulo oligolécito / alécito

alécito (a = sem) – semelhantemente aos oligolécitos, mas praticamente sem vitelo. Muitas vezes são classificados como oligolécitos ou isolécitos. Sua segmentação é total ou holoblástica (holo = todo;blasto = germe) e igual, pois origina uma mórula com blastômeros de tamanhos aproximadamente iguais.
heterolécito (hetero = diferente) - apresenta quantidade de vitelo intermediária entre a dos ovos oligolécitos e telolécitos (daí os outros nomes: mesolécito ou mediolécito) e concentrada mais no pólo vegetal ou vegetativo que no pólo animal (região superior); a segmentação é total e desigual, pois, por ter menos vitelo, o pólo animal divide-se mais rapidamente e produz células menores e mais numerosas que as produzidas no outro pólo; é o ovo de anfíbios, de vários peixes e de alguns invertebrados (maioria dos moluscos, poliquetas e platelmintos).
Segmentação total e igual de um ovo oligolécito (anfioxo)
Segmentação total e desigual de um ovo heterolécito (anfíbio)

telolécito (telo = pontaou megalécito (mega = grande) - o núcleo e o citoplasma formam uma pequena gota sobre uma quantidade enorme de vitelo (também chamado de gema, neste caso); a segmentação é meroblástica (mero = parte) ou parcial e discoidal – pois ocorre apenas no pólo animal e forma um pequeno disco de células (cicatrícula), encravado na gema; é o ovo de répteis, aves, vários peixes e de alguns moluscos e mamíferos ovíparos (ornitorrinco e equidna).
 
centrolécito - o vitelo ocupa a região central da célula e não se divide; o núcleo divide-se várias vezes no interior do vitelo e migra para a periferia, seguindo-se a divisão do citoplasma; a segmentação é meroblástica e superficial; é o ovo da maioria dos artrópodes (insetos e outros).


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quarta-feira, 11 de junho de 2014

PRÉ VEJA O ENEM: CONTROLE BIOLÓGICO

Controle Biológico

1. Introdução
Trata-se de um eficiente método de controle populacional, normalmente de uma praga,  através do uso de uma outra espécie, ou substâncias produzidas por outra espécie. A espécie controladora é denominada de inimigo natural ou agente de controle biológico.
Há alguns anos, principalmente, após a Conferência dos Estados Unidos para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (ECO/92), ocorrida no Rio de Janeiro, a preocupação com a conservação do meio ambiente tornou-se crescente.
Dentro deste contexto, a busca por uma  agricultura sustentável, produtiva e ambientalmente equilibrada, apoia-se em práticas agropecuárias que promova a agrobiodiversidade e os processos biológicos naturais, baseando-se no baixo uso de insumos externos. E é aí que o controle biológico mostra-se muito útil.

2. Histórico
Há registros de controle biológico usado pelos chineses no século III. Pelo que se sabe, naquela época, usavam formigas para controle das pragas de citros. Contudo, foi somente no século XX que o controle biológico passou a ser objeto de pesquisa para uso mais intensivo nos agroecossistemas.

3. Formas de controle biológico
Há várias formas de controle biológico. As clássicas, são aquelas em que se introduz uma espécie predadora, parasita ou competidora da espécie praga. O caso de maior sucesso aqui no Brasil é o controle biológico da broca-da-cana de açúcar (Diatraea saccharalis) através da vespinha Cotesia flavipes, sendo responsável por cerca de 70% a 80% do parasitismo das lagartas de D. saccharalis. A utilização preferencial por parasitas se justifica pela especificidade existente entre o parasita e a hospedeiro (no caso, a praga). Também deve-se considerar que os parasitas se mantêm em ação constante e, podem, em curto intervalo de tempo, reduzir a população da espécie-praga em níveis aceitáveis.
Controle Biológico por meio de armadilhas
Quanto ao uso de predadores, deve-se tomar o cuidado para que ele não se torne uma praga no futuro, pois, como são mais genéricos, alimentam-se de diversas espécies locais. É importante destacar, portanto, que antes da introdução de um inimigo natural (seja parasita ou predador), é necessária uma investigação sobre as consequências da introdução dessa espécie, para evitar desequilíbrios, principalmente, quando se trata de espécie exótica.
Atualmente, há outras formas de controle biológico como, por exemplo, a introdução de indivíduos estéreis junto à população que se deseja reduzir (há redução da taxa de crescimento populacional da praga). O uso de armadilhas contendo hormônios atrativos também tem sido muito empregada.  Além disso, através da bioengenharia, diversas substâncias tem sido produzidas; algumas delas inibem a reprodução.
Alguns exemplos de uso bem sucedido de controle biológico:
- Uso do peixinho Gambusia afinis (conhecido como barrigudinho) para controle de larvas de mosquitos transmissores de doenças.
- Uso do fungo Metarrhizium anisopliae para controle da cigarrinha da cana-de-açúcar e de pastagens.
- O fungo Beauveria bassiana tem sido preconizado para controle da broca do café.
- Uso da vespinha Trichogramma pretiosum para controle da traça do tomateiro.
- Controle da Striga (planta que invade raízes do milho, dizimando a plantação) pelo Desmodium (carrapicho); esse processo é usado na África e ganhou repercussão mundial.
- Uso de joaninhas para controle de pulgões.

Confira, agora, uma questão do Enem 2011 envolvendo esse assunto:
(Enem/2011) O controle biológico, técnica empregada no combate a espécies que causam danos e prejuízos aos seres humanos, é utilizado no combate à lagarta que se alimenta de folhas do algodoeiro. Algumas espécies de borboleta depositam seus ovos nessa cultura. A microvespa Trichograma sp., introduz seus ovos nos ovos de outros insetos, incluindo os das borboletas em questão. Os embriões da vespa se alimentam do conteúdo desses ovos e impedem que as larvas de borboleta se desenvolvam. Assim, é possível reduzir a densidade populacional das borboletas até níveis que não prejudiquem a cultura.
A técnica de controle biológico realizado pela microvespa Trichograma sp consiste na
A) introdução de um parasita no ambiente da espécie que se deseja combater.
B) introdução de um gene letal nas borboletas, a fim de diminuir o número de indivíduos.
C) competição entre a borboleta e a microvespa para obtenção de recursos.
D) modificação do ambiente para selecionar indivíduos melhor adaptados.
E) aplicação de inseticidas a fim de diminuir o número de indivíduos que se deseja combater.

Resolução:
Através do enunciado, conclui-se que os embriões da vespa atuam como parasitas (ou predadores, numa concepção mais correta), impedindo o desenvolvimento das larvas da borboleta.
Resposta: A

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PRÉ VEJA O ENEM: Camada de Ozônio [ECOLOGIA]

Agradeço o uso do material do Site Sou mais Enem ...
Vamos começar essa aula de hoje elucidando o que é a tal da Camada de Ozônio.
Essa camada é uma espécie de capa, formada por átomos de Ozônio (O3), presente numa camada da Atmosfera chamada Estratosfera, cuja função consiste na retenção da radiação ultravioleta do sol, retendo assim uma parte dos raios solares e do calor gerado pelos mesmos.
CAIU NO ENEM!!!!!!!
Questão relacionadas aos temas: Efeito estufa, Camada de Ozônio e Aquecimento Global:
1) A atmosfera terrestre é composta pelos gases nitrogênio (N2) e oxigênio (O2), que somam cerca de 99%, e por gases traços, entre eles o gás carbônico (CO2), vapor de água (H2O), metano (CH4), ozônio (O3) e o óxido nitroso (N2O), que compõem o restante 1% do ar que respiramos. Os gases traços, por serem constituídos por pelo menos três átomos, conseguem absorver o calor irradiado pela Terra, aquecendo o planeta. Esse fenômeno, que acontece há bilhões de anos, é chamado de efeito estufa. A partir da Revolução Industrial (século XIX), a concentração de gases traços na atmosfera, em particular o CO2, tem aumentado significativamente, o que resultou no aumento da temperatura em escala global. Mais recentemente, outro fator tornou-se diretamente envolvido no aumento da concentração de CO2 na atmosfera: o desmatamento.
BROWN, I. F.; ALECHANDRE, A. S. Conceitos básicos sobre clima, carbono, florestas e comunidades. A.G. Moreira & S. Schwartzman. As mudanças climáticas globais e os ecossistemas brasileiros.Brasília: Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, 2000 (adaptado).
Considerando o texto, uma alternativa viável para combater o efeito estufa é:
A)  reduzir o calor irradiado pela Terra mediante a substituição da produção primária pela industrialização refrigerada.
B)  promover a queima da biomassa vegetal, responsável pelo aumento do efeito estufa devido à produção de CH4.
C)  reduzir o desmatamento, mantendo-se, assim, o potencial da vegetação em absorver o CO2 da atmosfera.
D)  aumentar a concentração atmosférica de H2O, molécula capaz de absorver grande quantidade de calor.
E)  remover moléculas orgânicas polares da atmosfera, diminuindo a capacidade delas de reter calor. 
Vídeo:
Gabarito: Letra C
Figura Ilustrando as camadas da atmosfera.
a
Informação importante:
Como a Camada de Ozônio retém a radiação?
Na verdade existe um equilíbrio químico (Le Châtelier) entre o Ozônio (O3) e o oxigênio substância (O2) presente na estratosfera. Este equilíbrio é representado por essa equação:
O3 ⇌ O2 + [O]
Primeiro momento: Quando a radiação ultravioleta atinge o Ozônio (O3) ela retira um átomo de oxigênio do mesmo, formando assim O2 e O (átomo de oxigênio), processo que absorve a energia da radiação.
Segundo momento: O átomo de oxigênio formado, imediatamente se choca e reage com o oxigênio gasoso (O2), formando assim novamente o ozônio (O3). Esse processo desprende uma quantidade de energia térmica.
Terceiro momento: Agora que o ozônio foi reconstruído, o ciclo volta a acontecer, retendo novamente mais radiação ultravioleta.
Atenção: Como todo equilíbrio químico, a velocidade da reação nos dois sentidos é praticamente a mesma. Porém, existem fatores que podem deslocar a velocidade da reação no sentido de degradaçãodo ozônio, o que gera o chamado "buraco" na camada.
Figura ilustrando o ciclo do ozônio:
a

O que está acontecendo com a Camada de Ozônio?
Existem evidências que substâncias produzidas pelo homem estão destruindo a camada, esta está se tornando mais fina principalmente em regiões próximas ao polo sul e recentemente polo norte. 
               Mas como a ação humana influencia na destruição da camada?
A produção de gases chamados clorofluorcarbonos (CFCs) exerce um grande efeito destrutivo da camada, eles são usados como propelentes em aerossóis, como isolantes em equipamentos de refrigeração e para produzir materiais plásticos. Esses gases são muito estáveis, e quando atingem a estratosfera a radiação ultravioleta os desintegra produzindo Cloro que é um catalizador da desintegração do Ozônio (O3) em oxigênio (O2). 
Figura mostrando a molécula de um CFC:
a
Veja a reação esquematizada:
O2 + Energia UV → 2 O
2 Cl (do CFC) + 2O3 → 2 ClO + 2 O2
2 Cl + 2 O (regenerando o Cl) + 2 O2
Logo, a resultante da reação é:
2 O3 → 3 O2
Figura mostrando o esquema da reação:
a
     
Ta beleza, mas e daí?????
Daí que o O2 não consegue reter a radiação ultravioleta e entrada dessa radiação na Terra gera vários impactos tais como:
* Maior taxa de câncer e queimaduras da pele.
* O aumento de exposição da superfície terrestre a raios ultravioleta pode alterar a circulação dos gases com efeito de estufa, aumentando o aquecimento global.
* Aumento gradativo da temperatura global, gerando diversos impactos citados na aula de efeito estufa.
* Níveis mais altos da radiação ultravioleta pode gerar a morte de plantas e algas do fitoplâncton, o que desiquilibraria as cadeias alimentares e prejudicaria o sequestro de CO2 atmosférico, potencializando mais ainda o aquecimento global.
Esquema que mostra a evolução do buraco no polo Sul:
a

            Chega de falar dos desastres né monstrinhos? Qual é a solução para esse evento?
Notícia BOA!!!!!
           De acordo com nossa amada química S2, como todo equilíbrio químico, a reação de recostituição do ozônio não para de ocorrer. Logo, evitando a liberação dos CFCs a camada irá se reconstituindo aos poucos, evitando assim a maior taxa de radiação ultravioleta que penetra na Terra. =D
Consideração importante:
Protocolo de Montreal: A maioria dos países da União Europeia, assinaram em 1987 um acordo com o objetivo de reduzir a emissão de CFCs na atmosfera.  Este acordo entrou em vigor em 1989 e visa reduzir, progressivamente, as emissões dos gases que provocam a degradação do ozônio.
 Vídeo comentando sobre todo o processo:
         
TESTE SEUS CONHECIMENTOS:
           Amigos, atendendo aos pedidos do meu aluno querido Rodrigo "Mosca", coloquei os gabaritos no final dos exercícios para não induzir suas respostas. =)
____________________________________________
1) :"Brasil é rota da sucata de chumbo." (Jornal do Brasil - 28/03/94) 
"Poluição põe Cubatão em emergência." (Folha de São Paulo - 02/09/94) 
"Redução de ozônio aumenta casos de câncer de pele." (Jornal do Brasil - 02/09/94) 
Essas e centenas de outras manchetes de jornal nos alertam sobre a gravidade dos problemas ambientais ocasionados pelas atividades do próprio homem. A seguir são feitas (4) afirmativas relacionadas a essa problemática atual. Analise-as: 
I - O chumbo, como outros subprodutos de indústrias, acumula-se nas cadeias alimentares gerando um problema chamado magnificação trófica.
II - Principalmente no inverno ocorre o fenômeno natural, a inversão térmica, que não traria graves problemas se não interferisse na dispersão dos poluentes.
III - O aquecimento global do planeta, denominado efeito estufa, é fruto da intensa atividade industrial e da contínua queima de combustíveis.
IV - O lançamento excessivo, na atmosfera, de gases como metano, destroem de forma irreversível a camada de ozônio. 
São corretas as afirmativas:
a) apenas I e II.
b) apenas II e III.
c) apenas I, II e III.
d) apenas I, III e IV.
e) I, II, III e IV.

2) Poluição é a presença, no ambiente, de determinadas substâncias químicas em doses prejudiciais aos seres vivos. Baseando-se nesse conceito, indique se é verdadeira (V) ou falsa (F) cada uma das afirmativas a seguir.
( ) O dióxido de enxofre (SO2) é um gás venenoso, proveniente da queima industrial de combustíveis, que pode reagir com o vapor d'água na atmosfera, causando o efeito estufa.
( ) Fertilizantes sintéticos e agrotóxicos, usados nas lavouras, podem poluir o solo e ás águas dos rios, podendo alguns inseticidas acumular-se na cadeia alimentar e concentrar-se nos níveis tróficos superiores.
( ) Não se pode abandonar o lixo urbano, a céu aberto, em áreas desabitadas, devendo ser enterrado ou queimado para não constituir mais uma fonte de poluição. 
A seqüência correta é
a) F - F - V.
b) V - V - V.
c) V - V - F.
d) V - F - V.
e) F - V - F.

3) Qual dos seguintes fenômenos é um resultado do efeito estufa?
a) Aumento das concentrações de ozônio a nível de rua
b) Diminuição da camada de ozônio na estratosfera superior
c) Mudança nas condições meteorológicas globais
d) Aumento da poluição oceânica
e) Desmatamento
Gabarito: 
1 - A
2 - E
3 - C
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