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terça-feira, 3 de abril de 2012

A Lixeira do Cerrado

Lixeira (Curatella americana) Família Dilleniaceae
Normalmente de baixo porte e folhas muito duras e ásperas, daí o nome. Impressiona por ocasião das chuvas pelo tom delicado das folhas novas, de um verde muito claro.

Meio Ambiente

ESPÉCIE CURATELLA AMERICANA - ''LIXEIRA'' UTILIZADA COMO BIO-INDICADOR EM REGIÃO AURIFERAS DO DISTRITO DE CANGAS- POCONÉ - MT

ESPÉCIE CURATELLA AMERICANA - "LIXEIRA" UTILIZADA COMO BIO-INDICADOR EM REGIÃO AURIFERAS DO DISTRITO DE CANGAS- POCONÉ - MT
Raélita de Oliveira Resende1 (raelitahta@hotmail.com), Francisco Egídio Cavalcante Pinho (aguapei@yahoo.com).
(1. Departamento de Pós-graduação - Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT)
Palavras-chave:  ; Curatella Americana L; Biogeoquímica; Ouro.
Resumo:
A lixeira (Curatella americana L)é conhecida por boa parte da população brasileira, com predominância em áreas do cerrado, de pequeno porte, caracterizada por suas folhas duras e ásperas, de ampla ocorrência na região e no pais passa a ser foco de pesquisa também nesse projeto devido sua distribuição homogênea em todo Estado e pelo seu potencial em absorverpartículas de ouro em regiões próximas de depósitos auríferos. A pesquisa a ser desenvolvida tem como problemática testar a lixeira (Curatella americana L) para delimitar áreas de ocorrência de ouro na baixada Cuiabana, a qual corresponde com o relevo arrasado desenvolvidos sobre metamórficos de baixo grau do Grupo Cuiabá. Predominam filitos e micaxistos, com ocorrência subordinada de quartzitos, mármores calciticos e dolomiticos, calcários, metarenitos e metaconglomerados.
A deformação é acentuada, de caráter cisalhante progressivo, traduzida por generalizada transposição do acamamento e por cavalgamentos imbricados, piritização, adição de sílica, etc. Este conjunto cavalga as rochas do grupo Cuiabáaloja intrusões graníticas de idade brasiliana (tipo São Vicente), com notáveis auréolas de contatos. Este relevo arrasado da baixada Cuiabana propicia o desenvolvimento de expressiva cobertura detrito laterítica de idade terciária e quaternária de fundamental importância na definição de concentrações secundárias de ouro.
Os jazimentos auríferos na região constituem depósitos fortemente estruturados e dispostos em faixas paralelas resultantes da intensa deformação cisalhante que marca os filitos do grupo Cuiabá. Importantes remobilizações condicionadas a veios de quatzo e ao intemperismo lateritico resultam em jazimentos expressivos, resultantes de prolongadas e complexa evolução.
A partir da execução do projeto de pesquisa com a utilização da planta, será possível a determinação de áreas de ocorrência de concentração de ouro em depósitos secundários ou primários.
INTRODUÇÃO:
A área de estudo localiza-se no deposito de cangas no município de Poconé estado de Mato Grosso. No contexto Geológico situa-se na porção oeste da Província Tocantins, bordejando porção do Sul do Cratón Amazônico e a leste do bloco Rio Apá. Os depósitos auríferos de cangas compreendem cavas de direção NW SE na porção interna da faixa Paraguaia. O distrito de Cangas e um Distrito do Município de Poconé e localiza-se aproximadamente 80 k do sudoeste de Cuiabá As regiões auríferas de Cangas a serem estudadas situam-se nas coordenadas 15° 59´ 33'' 56° 34' 25'', 15° 59' 33'' 56° 28' 45'', 16° 03' 15'' 56° 34' 25'', 16° 03' 15'' 56° 28' 45''.
A lixeira (Curatella americana L), planta predominante no Cerrado, de pequeno porte, que mede de 1 a 12 metros de altura, caracterizada por suas folhas duras e ásperas, de ampla ocorrência na região no pais, já foi usada por pesquisadores para detectar a presença de ouro. A descoberta e resultado de pesquisa realizada pelo Professor e orientador do projeto Carlos José Fernandes do Departamento Geologia da UFMT. Relativamente nova, a prospecção feita a partir de vegetais (biogeoquímico) Começou a ser utilizada em países do hemisfério norte onde a presença de neve dificulta o acesso do solo. A lixeira passa a ser foco de pesquisa também nesse projeto devido sua distribuição homogênea em todo Estado e pelo seu potencial em absorver partículas de ouro em regiões próximas de depósitos auríferos. Este trabalho tem o objetivo investigar a possibilidade da Curatella americana - lixeira em regiões auríferas como forma de delimitação destas áreas de ocorrência de ouro e também de entender o comportamento biogeoquímico do ouro na planta da espécie. A escolha da espécie se dá, porque a mesma e de ampla ocorrência nestas regiões , pois não só absorve elementos necessários a sua sobrevivência, mas também absorve partículas de ouro em suas raízes e folhas. Devido à quantidade de sílica encontrada na planta demonstra que é uma espécie muito evoluída e que o ouro entra como uma impureza na planta.
METODOLOGIA: A metodologia é de natureza quantitativa, isto porque está embasada em trabalhos recentes sobre a ocorrência da lixeira ( Curatella americana)Como o trabalho do professor Carlos José Fernandes. Foi realizado levantamento bibliográfico sobre o grupo Cuiabá, enfocando a área de ocorrência do ouro e bem como a biogeoquímica na exploração mineral. Escolheu a espécie da Curatella americana L, devido ter distribuição homogênea em todo estado, ser de fácil identificação e ocorrência na área aurífera, se possível amostra La em 250 a 250, sendo 270m amostras. Na coleta observará a idade das arvores e das folhas, tentando coletar arvores de mesma idade. Será realizado métodos de analises química ICP-AES utilizando um padrão GOLD BLACK standard estas amostras serão realizadas no laboratório ACTLAB no Canadá Será realizada microscopia na planta na tentativa de mapear crescimento de partículas de ouro em diferentes partes da planta., assim serão realizadas microscopia nas folhas, cascas e galhos. Estas análises serão realizadas pelo laboratório de microscopia eletrônica UFRG.
RESULTADOS e DISCURSSÕES: Observa-se ampla ocorrência da espécie da lixeira próxima as cavas da região de cangas que se torna de fácil distribuição e identificação.
O referente trabalho encontra-se em execução, mas com a parcial de resultados, nos permitemconcluir que a prospecção biogeoquímica, pode ser utilizada como meio de amostragem eficiente em substituição à prospecção geoquímica de solo. Além disso, devido a "Curatella Americana L" apresentar ampla distribuição, ocorrendo deste o México até o sul do estado de São Paulo, possibilita que a mesma, possa ser utilizada em futuros trabalhos de prospecção biogeoquímica ao longo de toda a América do Sul. A simplicidade e o baixo custo na coleta da planta (folhas) representam economia financeira e de tempo nas campanhas prospectivas para ouro, pois representa baixo custo para delimitar áreas de ocorrência de concentração de ouro em qualquer região onde a lixeira possa ser amostrada.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
Almeida, F. F. M. 1954. Geologia do centro-leste mato-grossense. Boletim da Divisão de Geologia e Mineralogia. Rio deJaneiro (150):1-97.
BRASIL Ministério das Minas e Energia. Departamento Nacional de Produção Mineral. Projeto RADAMBRASIL FolhaSE. 21 Corumbá e parte da folhas SE. 20: geologia, geomorfologia, pedologia, vegetação e uso potencial da terra. Rio deJaneiro, 1982. 448p. (Levantamento de Recursos Naturais, 27).
Fagundes, Paulo Roberto.; Veiga, Antonio. T. C.; 1999. Diretrizes e prespecção de mineralização aurífera na baixadaCuiabana- MT. SBG/ Nucleo cento-Oeste, ANAIS... In: 3º Simpósio de Geologia do Cento-Oeste.
Fernandes, C. J.; Pinho, F. E. C.; Pulz, G. M.; Barboza, E. S. ; Ruiz, L. M. B. A. ; Ruiz, A. S. ; Moura, M. A. ; Kuyumjian, R. M. 2004. Geoquímica e Controle Estrutural das Mineralizações de Ouro nos Terrenos Rio Alegre e Santa Helena - Embasamento do Grupo Aguapeí na Porção Sudoeste do Estado de Mato Grosso.
Ferri, M. G. 1983. Os cerrados, um grupo de formas de vegetação semelhantes às savanas, in Revista Serviço Público, p. 57.
Lindman C. A. M. 1914. A vegetação de Mato Grosso. In: CARDOSO AYALA, S.; SIMON, E, ed. Álbum graphico do estado de Mato Grosso. Corumbá/Hamburgo,p. 295-306.
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