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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Dúvidas de Amigos - Por que bocejamos?

Meu amigo e ex-aluno, agora professor de Física Ricardo Pereira me fez essa pergunta a pouco - Por que bocejamos. Procurei um texto ou mais para tentar ajudá-lo, mesmo depois dele entender pelo bate-papo do FACEBOOK. Tai um texto mais completo Ricardão!!!

Adoro a Mundo Estranho...tai a minha primeira fonte!!! 

Por que bocejamos?

É um sinal, causado por um reflexo involuntário, de que o corpo necessita de sono. Uma vez iniciado o bocejo, é quase impossível interrompê-lo. A pessoa pode fechar a boca, mas os músculos acionados pelo reflexo continuam a sua contração. O ser humano e muitos outros animais bocejam quando o oxigênio começa a ficar escasso no ambiente em que estão e quando seus músculos estão inteiramente relaxados. Uma pessoa que boceja com freqüência provavelmente não está recebendo oxigênio suficiente para suas necessidades. Ela pode estar precisando de um ambiente mais ventilado ou de exercícios. Em geral, essa pessoa deixará de bocejar se beber alguma coisa ou banhar o rosto com água fria.
"O bocejo ainda não é muito conhecido pela medicina", diz Arnaldo Lichtenstein, clínico geral do Hospital das Clínicas de São Paulo. Falta esclarecer qual é a parte do sistema nervoso que controla o reflexo, possivelmente o mesencéfalo (no centro do cérebro). Uma das finalidades do bocejo pode ser a de despertar o indivíduo, ao fazer ele estirar os músculos, e ajudar o sangue a circular.
"Há muita gente que acredita que ele tenha grande utilidade no nosso dia-a-dia. Quando uma pessoa está sonolenta, a distensão dos alvéolos pulmonares fica um pouquinho menor e o bocejo, assim como o suspiro, serviria, então, para desfazer esses pequenos colapsos do pulmão", afirma Arnaldo.
O reflexo pode ser acionado também pela visão de outro bocejo - ou seja, é contagioso: quando vemos alguém bocejando, logo sentimos vontade de fazer o mesmo.
Ventilação totalBocejo escancara as vias respiratórias para dar mais oxigênio ao organismo
1. A contração dos alvéolos pulmonares é uma das reações que desencadeiam o reflexo do bocejo
2. O cérebro dispara esse reflexo fazendo os músculos do rosto se contorcerem e a boca se abrir, aumentando a inspiração de ar
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sábado, 1 de fevereiro de 2014

Por que os animais quando choram não tem lágrimas?

Essa é uma dúvida que os cientistas ainda não conseguiram tirar. De acordo com alguns etólogos (pessoas que estudam o comportamento animal),  não existe uma unanimidade entre os pesquisadores se o choro, enquanto manifestação de sentimentos, existe de verdade no mundo animal.
O que os zoólogos sabem é que, assim como nós humanos, a maioria dos vertebrados, como cães, gatos e macacos, contam com um sistema lacrimal bem desenvolvido, ou seja eles produzem lágrimas como os seres humanos. No caso dos animais, as lágrimas têm a função de lubrificar e limpar os olhos. Se elas podem ter alguma coisa a ver com as emoções, isso continua um mistério. É, de certa forma, impossível discernir se as lágrimas vertidas pelos animais têm fundo emocional (dor, tristeza, medo, saudade, alegria) ou são meramente resultado de um cisco que entrou no olho.
Em vez do nosso chororô habitual, os especialistas acreditam que um instrumento usado por outros vertebrados para expressar suas prováveis emoções é a emissão de sons específicos. De fato, os pungentes gemidos de filhotes separados da mãe ou os ganidos de cachorrinhos com saudade do dono já deixaram muita gente com lágrimas nos olhos, não é mesmo?
perro
Se você já viu seu cachorro “se debulhar em lágrimas”, deixe um comentário!
Fonte: Revista Mundo Estranho - Diário de Biologia
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Por que vacas comem sal?

Para que as vacas sejam saudáveis é preciso que elas consumam o cloreto de sódio (sal de cozinha) geralmente com adição de outros sais minerais. O sal mineralizado é incluído na dieta dos bovinos por apresentarem substâncias fundamentais para a contração muscular, o bom funcionamento do sistema nervoso central, a formação dos ossos e a manutenção do equilíbrio das principais funções orgânicas. Por isso os criadores incluem o sal na comida desses animais!
Algumas pessoas acreditam que as vacas e bois comem muito sal, mas isso não é verdade. Esses animais ingerem em média 60 gramas de sal por dia. Não é muito se considerarmos que são animais de grande porte pesando quatro vezes mais que um ser humano, em média. Nos tempos atuais, o ser humano ingere cerca de 12 gramas de sal diariamente, multiplicando por quatro comeríamos 48 gramas. Ou seja, proporcionalmente, as vacas ingerem mais ou menos a mesma quantidade de cloreto de sódio que nós.
Mas e se vivessem na natureza, soltos pelas pastagens sem interferência humana? De onde as vacas conseguiriam essas substâncias tão importantes? Bem, na natureza alguns vegetais são ricos em sais, assim como o solo que acaba vindo junto da raiz quando o capim é arrancado fornecendo a proporção necessária de sal para manutenção do organismo. Além das vacas, os elefantes também têm necessidade de ingerir sal para manterem saudáveis. Eles podem ingerir até 20 kg de sal por dia, como acontece com os elefantes do leste africano que visitam cavernas salinas periodicamente para suprir suas necessidades de sais.
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sábado, 31 de agosto de 2013

Com que imagens sonham os cegos?


Como não têm memória visual, os cegos de nascença não sonham com imagens - e sim com os outros sentidos: ouvem coisas, têm sensações táteis e sentem cheiros. Também sonham que estão fazendo algum movimento e, assim como as pessoas que enxergam, é comum sonharem que estão voando ou caindo de grandes alturas. "Essas sensações estão presentes também nos sonhos das pessoas com vista normal. Só que nelas o sentido da visão predomina, chegando a ocupar 70% do sonho, enquanto os outros sentidos muitas vezes passam desapercebidos", afirma o neurologista Rubens Reimão, especialista em distúrbios do sono do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Se há um sentido que costuma predominar nos sonhos dos cegos, é o da audição. Já aqueles que não nasceram cegos, mas perderam a visão por doença ou acidente, possuem memória visual e podem sonhar com imagens. A quantidade e a forma dessas imagens irão depender da época de quando a pessoa perdeu a visão.

Se, por exemplo, ela ficou cega com menos de um ano de idade, serão imagens muito rudimentares, pois os bebês ainda não conseguem enxergar direito.

APROFUNDANDO

Como Sonham os Cegos.

18/02/2006 - Beto Ugarte
Não me atreverei a dar uma resposta mais genérica, pois ainda existem poucas pesquisas a esse respeito. Tratarei de responder a essa pergunta através de minha própria experiência, e a de outros cegos, aos quais agradeço a contribuição.
Normalmente os cegos de nascimento, ou os que perderam a vista com pouca idade, não sonham com imagens, mas em seus sonhos podem falar, escutar, sentir, cheirar, saborear, etc. Os cegos que perderam a visão com mais idade, possuem imagens em seus sonhos, mas estas podem ir diminuindo com o tempo, e mesmo desaparecerem por completo. Geralmente, os cegos que perderam a visão já adultos, podem sonhar alguns dias com imagens, outros sem elas.
Para dar a esse tema um caráter mais prático, citarei o testemunho de alguns cegos adultos, que colaboraram relatando ou explicando seus próprios sonhos, deixando mais claro como sonham os cegos.

Angela Marín, 27 anos. Cega total de nascimento.

Geralmente meus sonhos se repetem e as pessoas com quem sonho também. Sonho que estou com meus pais, em casa ou no carro, ou caminhando com meus amigos. Em meus sonhos não os vejo, mas sei que estão ali, que me falam. Eu os escuto e respondo. Uma vez sonhei que estava viajando para Cuzco em um avião em companhia de minha irmã e uns amigos. E eu lhes dizia:
- Como vamos chegar? É possível que nos afete a altura.
E eles diziam:
- Não importa. Anime-se e vamos. Se tivermos problemas, regressamos.

Em meus sonhos não vejo, porém em ocasiões posso cheirar. Já sonhei que comia e que podia cheirar, saborear a comida.

Luis Alberto Nakamatsu, 34 anos. Cego total de nascimento.

Eu sonho com as coisas que faço sempre. Também sonho com as pessoas com quem convivo regularmente, que podem ser os amigos, pais, namoradas. Não existem imagens, porém, somente sons, tatos, cheiros, prazer e dor, sentimentos.

Fernando Montez, 29 anos. Cego desde os 9 meses de nascido, com cegueira total.

Em meus sonhos nunca vejo, mas posso escutar, falar, inclusive cheirar. Assim mesmo, muito poucas vezes sonho que caminho na rua com a bengala, embora, na vida real, eu o faça muitas vezes. Algumas vezes sonho que converso ou me dirijo a pessoas cujas vozes, em realidade, nunca escutei antes. Por exemplo: sonhei que conversava com uma menina e, como é óbvio, ouvia sua voz. Entretanto, nunca a escutara falar na vida real, embora a tenham descrito para mim. Certa ocasião, lendo um famoso romance, sonhei que falava com uma mulher, uma das personagens da obra e, apesar de ser um personagem totalmente fictício, no sonho pude ouvir sua voz.
Outra vez sonhei que me encontrava na praia com umas amigas que só conhecia no sonho. Eu conversava com elas contente quando veio uma onda gigantesca, mas antes que esta onda chegasse até a mim, fui levantado no ar por uma ventania: pude sentir (tato) claramente como aquele forte vento me levantava. Permaneci no ar durante uns 7 a 10 segundos, quando caí lentamente além de um pequeno muro que estava perto da praia, onde se encontravam minhas amigas, que comentavam, de forma breve, o que eu havia passado. Logo segui falando com elas, feliz e ileso.

Charo Galarza, 33 anos. Cega desde os 2 anos.

Em meus sonhos existem sons e vozes, além de cheiros e sabores. Não sonho com imagens. Dificilmente sonho que estou andando com minha bengala e, geralmente, estou sozinha caminhando por lugares que conheço ou, em outros, com pessoas que me guiam.

Gustavo Adolfo, 40 anos. Cego desde os 7 anos.

Até meus 10 ou 12 anos, eu via em meus sonhos, depois comecei a sonhar sem ver. Quando em meus sonhos eu via, era com lugares que eu tinha conhecido ao enxergar, mas quando eu comecei a sonhar sem imagens visuais, começaram a aparecer lugares que eu não conhecia. Recordo que, quando eu era menino, sonhei que eu estava com um amigo e que caminhávamos pelo pátio de uma casa. Eu via uma mancha ao fundo em uma parede e disse a ele que ela poderia nos fazer dano. Então ele começou a correr, mas quando quiz fazê-lo também, senti como se minhas pernas fossem de chumbo. Corria muito devagar, com passos muito lentos, pesados. Sem dúvida, desde meus 10 ou 12 anos não conseguia mais ver bem em meus sonhos, como poderia correr?
Em meu primeiro sonho, que eu me lembre, em que não podia mais ver, eu estava em um colégio que fica no distrito de Barranco. Eu caminhava em seus ambientes, estranhos para mim.

John Hinojosa, 23 anos. Cego total desde os 9 anos.

Eu perdi a vista aos 9 anos e quanto mais passava o tempo eu ia sonhando como percebo as coisas agora, ou seja, sem visão. Quando tinha 15 ou 16 anos sonhei que estava em um anfiteatro com várias pessoas, que me pediram para eu falar 3 números. O primeiro que dei foi o número 8. Então todos moveram a cabeça para mostrarem seu desacordo com minha escolha, e tudo começou a se destruir. As pessoas caíram esmagadas e logo eu estava numa terra desértica, onde havia montes de entulhos, muita destruição. Nesse pesadelo pude ver com imagens o anfiteatro com as pessoas, e como as coisas eram destruidas.
Todavia, aos 18 anos, a metade dos meus sonhos eram com visão. Agora tenho as imagens visuais menos perceptíveis. Raras vezes sonho com branco, todo os sonhos são meio obscuros, nublados. Desde que sou cego só me recordo de sonhar umas duas ou três vezes com imagens de cores claras como o branco. Quando sonho com pessoas, só as escuto, mas quando sonho com objetos, os percebo com mais detalhes. Sonho mais com o mar, os montes, que com meus sonhos posso recordar, mas o rosto de pessoas não.

Lucio Suárez Sánchez, 30 anos. Cego total desde os 17 anos.

As vezes sonho vendo, as vezes como agora, ou seja, sem ver, mas posso escutar. geralmente quando sonho e vejo é em qualquer ambiente, porém nesses sonhos não estou à noite. Muitas poucas vezes sonho vendo e no sonho estou de dia. Também em meus sonhos, posso ver a gente que conheci depois de perder a visão. Eu as conheço pela descrição que as pessoas me fazem delas. Construo em minha mente uma espécie de progressão visual dos rostos.

Víctor Hugo Vargas. 37 anos, cego desde os 20 anos.

"Eu vi durante muito tempo, então tenho uma lembrança clara e precisa de algumas coisas, mas existem outras imágens que se vão perdendo em minha mente como uma bruma. Em muitos de meus sonhos eu posso ver, mas nem sempre sonho que vejo. Às vezes em meus sonhos existem simplesmente recordações sonoras. Tenho sonhos onde não lembro se vi ou não. Mas existem outros sonhos onde vejo claramente, por exemplo, há pouco sonhei que estava lendo um jornal. Geralmente meus sonhos são relacionados à paisagens ou acontecimentos de todo tipo."

Obs: Esse texto foi retirado do site peruano: www.infociegos.com Site Externo., pertencente al Sr. Beto Ugarte, cego desde os 9 meses de nascido.
Traduzido por mim, Marco Antonio de Queiroz, MAQ.

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terça-feira, 30 de julho de 2013

Como se descobriu o lugar mais fundo do mar?

Ninguém precisou descer até o fundo da fossa das Marianas, no oceano Pacífico. A profundidade foi descoberta a partir da superfície da água com um navio inglês de pesquisa, o HMS Challenger II, em 1951. Comandados pelo suíço Jacques Piccard, os cientistas da embarcação usaram um aparelho para emitir um sinal sonoro do casco do barco até o fundo do oceano. O sinal bateu e voltou na forma de eco, e os pesquisadores cronometraram quanto tempo durou essa viagem. Como eles já sabiam a qual velocidade o som viaja na água, eles usaram uma fórmula simples da física para calcular a profundidade máxima: 10 900 metros. Em homenagem ao navio comandado pelo cientista suíço, o ponto mais baixo foi batizado de Challenger Deep ("o poço Challenger"). A medida, no entanto, foi alterada na segunda expedição de Piccard ao local, em 1960. Usando um equipamento mais moderno, o submarino Trieste, Piccard desceu bem perto do fundo da fossa e determinou uma nova profundidade: 11 034 metros. A tal diferença de 134 metros pode ter ocorrido devido à movimentação das placas tectônicas: a região das Marianas tem muitos terremotos submarinos, e algum deles pode ter alterado o jeitão do assoalho oceânico.
Música submarinaSinal sonoro serviu de base para o cálculo dos cientistas
1. Para medir o ponto mais profundo do oceano, os cientistas usaram um aparelho para enviar um sinal sonoro em direção ao fundo do mar. Na água, o som se propaga a uma velocidade de 1 500 metros por segundo


2. O sinal sonoro segue até o fundo rochoso e volta. Como o fundo é de pedra, ele devolve um eco bem forte, que viaja no sentido oposto, rumo à embarcação que está na superfície. Um sensor detecta a chegada do sinal e o tempo que ele demorou para retornar
3. Sabendo quanto durou a viagem e a velocidade do som na água, os cientistas aplicaram a fórmula distância = velocidade X tempo para determinar a profundidade. Nesse cálculo, eles tomaram o cuidado de dividir o tempo da viagem por dois, pois queriam saber apenas a distância de ida (metade, portanto) da viagem
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

É verdade que a Síndrome de Down não ocorre em pessoas com pele negra?


“Minha pergunta é sobre a Síndrome de Down… Na maioria dos casos, parece que ocorre apenas em pessoas de pele branca. Isso tem a ver ou eu estou equivocada? Os negros não possuem essa Síndrome?” Ruanna
Ruanna, isso não é verdade. As pessoas negras também podem apresentar essa anomalia. A causa da síndrome é um cromossomo a mais infiltrado no DNA (o material que carrega nossas informações genéticas). Normalmente, as pessoas possuem seus genes distribuídos em 23 pares de cromossomos, totalizando 46 ao todo. Aquelas pessoas que possuem Down tem um cromossomo a mais no par número 21, totalizando 47. Chamamos essa anomalia também de Trissomia do Cromossomo 21. Essa alteração no DNA causa os sintomas conhecidos, como rosto achatado, músculos flácidos, problemas cardíacos e às vezes retardamento mental.
Embora os casos desta trissomia serem mais conhecidas em pessoas brancas, os negros também podem adiquirir esse cromossomo a mais. A distribuição do Down é igual para todos. Uma curiosidade é que estudos desenvolvidos em 2001 comprovam que, em média, pessoas brancas com a síndrome vivem o dobro do tempo que os negros. Entretanto, esse dado não possui uma explicação do porquê. Assim o assunto ainda merece mais pesquisas.
Um fator muito comum pode influenciar para aquisição desta trissomia: idade materna. Em mulheres com menos de 35 anos, a incidência é de uma criança com o problema para cada mil partos. Para mães com mais de 40 anos, a proporção chega a um caso para cada quatro dezenas de nascimentos.
Segundo pesquisa, as pessoas negras com Síndrome de Down podem viver menos.
Mulheres com mais de 40 anos estão mais propensas a gerarem filhos com Down.
Trissomia do Cromossomo 21. Pessoas com Down possuem um cromossomo 21 extra! xD

 FONTE: MUNDO ESTRANHO e Diariodebiologia
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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Para onde vão o xixi e o cocô do bebê na barriga da mãe?


Embora o embrião produza uma meleca escura no intestino, não dá para dizer que isso é cocô, afinal o embrião não come, portanto, não produz fezes. Já o xixi é solto livremente na bolsa amniótica (que envolve o embrião). Na verdade, essa urina fetal é o que compõe a maior parte do líquido amniótico e, portanto, é fundamental para o crescimento saudável do bebê. Mas não pense que ela é parecida com a nossa urina: quase 100% da urina fetal é água. O motivo é simples: o embrião não tem muita sujeira para excretar, primeiro porque não se alimenta como nós e segundo porque os metabólitos (principalmente uréia, sódio e creatinina, que também fazem parte do nosso xixi) são enviados para a mãe, via cordão umbilical, e excretados por ela. O embrião só consegue urinar a partir da 16ª semana, quando seus rins ficam maduros para filtrar o sangue enviado pela mãe - separando oxigênio, glicose, sais minerais e vitaminas dos tais metabólitos (que não servem para nada). Um pouco mais tarde, por volta da 25ª semana, as células do intestino produzem uma secreção escura, chamada mecônico, que cobre as paredes do intestino para evitar que elas se colem. Algumas vezes, no final da gravidez, o embrião pode soltar esse mecônio no líquido amniótico, o que pode ser perigoso quando o bebê nascer e der a primeira respirada (na barriga da mãe, todo o oxigênio vem pelo cordão umbilical): se o bebê aspirar o líquido com mecônio, pode contaminar seus pulmões e desenvolver uma pneumonia. Por isso, antes de cortar o cordão, os médicos aspiram o líquido que cobre o nariz e a boca do recém-nascido. "Além disso, soltar o mecônio é sinal de que o intestino do embrião está mais vascularizado do que o normal e, por isso, ele pode estar sofrendo", diz a obstetra e ginecologista Carolina Carvalho, da Unifesp. Se, durante o pré-natal, os médicos constatam que o líquido amniótico está escuro, o parto pode ser antecipado. Nesse caso, eles podem dizer aos pais que "o bebê fez cocô dentro da barriga da mamãe" para facilitar a explicação, mas, que fique claro, isso não é cocô!
Projeto de genteVeja como um "grão de feijão" se transforma num bebê
5ª semana de gravidez
O embrião atinge 5 mm (um grão de feijão) e, com esse tamanho, ele já precisa ter o "kit básico": um coração rudimentar, os brotos dos braços e pernas e o tronco cerebral (estrutura do cérebro que controla os batimentos cardíacos)
9ª semana
Com cerca de 3 cm e 10 gramas, o embrião começa a sentir os primeiros estímulos cerebrais, o que, segundo muitos cientistas, já permite que ele sinta dor. Nessa altura do campeonato, ele já tem dedos e órgão genital diferenciado
16ª semana
O "bebezinho" já tem as estruturas óssea e muscular formadas, embora seu tamanho ainda seja parecido com o de um celular. Suas feições já estão bem definidas e os médicos já podem identificar o sexo pela ultra-sonografia
25ª semana
Por volta do quinto mês de gravidez, o feto completa a estrutura mínima para viver fora da barriga da mãe. O que determina isso é a formação do pulmão: mesmo se nascer prematuro, já pode respirar sozinho
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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

O que é bioterapia?


per-124-bioterapia O que é bioterapia?
É o uso de organismos vivos em tratamentos médicos. Embora haja indícios de que os maias, na América Central, e os aborígines australianos tenham sido pioneiros da bioterapia, o primeiro registro oficial é a aplicação de larvas em feridas de soldados da 1ª Guerra Mundial (1914).
Em 1927, o cirurgião William Baer levou a terapia larval para o Hospital Johns Hopkins, em Baltimore (EUA). Com o desenvolvimento dos antibióticos, nos anos 40, a prática deixou de ser utilizada pela medicina. Até que o aparecimento de bactérias resistentes fizessem com que a técnica voltasse a ser usada nos EUA, em Israel e em alguns países da Europa como forma de tratar feridas de pacientes diabéticos, queimaduras, tumores etc.
No Brasil, o método está em fase experimental, testado apenas em animais de laboratório.
BICHINHOS CURANDEIROS Conheça os principais tratamentos bioterápicos
Comendo sujeira
  • Bicho: Larva de mosca-varejeira (Calliphoridae).
  • Tratamento: Ferimentos e queimaduras.
É a técnica mais antiga e famosa da bioterapia, utilizada por índios e soldados. Larvas recém-chocadas são esterilizadas e aplicadas em ferimentos para acelerar o processo de cicatrização. Elas se alimentam do tecido morto (necrosado) e destroem bactérias, preservando o tecido vivo. São utilizadas, principalmente, quando o organismo do paciente não consegue limpar as feridas do próprio corpo.
*São utilizadas de dez a 15 larvas por centímetro cúbico da ferida, que devem ser retiradas em, no máximo, três dias.
Vampiro do bem
  • Bicho: Sanguessuga (Hirudo medicinalis).
  • Tratamento: Hematomas de cirurgias plásticas.
Começou a ser utilizado há mais de 2,5 mil anos na Índia. Acreditava-se que as doenças eram causadas por concentração de sangue, que era curado com uma sangria. Como a sanguessuga chupa o sangue sem causar dor, o tratamento se tornou popular. A técnica foi abandonada no século 20 por não ter a eficácia comprovada, mas voltou à tona nos EUA e na Europa, onde é utilizada no pós-operatório, reestabelecendo a circulação do sangue nos tecidos reconstituídos.
*No século 19, hospitais em Paris usavam até seis milhões de sanguessugas para retirar 300 mil litros de sangue por ano dos pacientes.
Santo veneno
  • Bicho: Abelhas melíferas.
  • Tratamento: Reumatismo, artrite, infecções na pele e doenças oftalmológicas.
A apipuntura utiliza o veneno de abelhas, que tem função anti-inflamatória. O líquido é coletado para a produção de pomadas e soluções injetáveis. Também existe um tratamento mais radical, no qual o paciente recebe ferroadas de várias abelhas no local infeccionado. O tratamento não é comprovado cientificamente, mas já é experimentado contra casos de esclerose múltipla em Cuba.
Fontes: Arício Xavier Linhares, entomólogo e parasitólogo da Unicamp; Fernanda Leme Silva Bastos Varzim e Maria Lúcia Marcucci Torres, médicas veterinárias e docentes da Fundação de Ensino Octávio Bastos, em São João da Boa Vista, SP.
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Quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha?


Material da revista Mundos estranhos

Todo mundo sabe que os répteis já botavam ovos muito antes de existirem pássaros. Mesmo assim, essa questão continua extremamente polêmica. Segundo a lei da evolução das espécies, formulada por Darwin, todos os organismos se originam de outros mais primitivos por meio de mutações genéticas. Apoiado nessa teoria, Décio Altimari, geneticista da Santa Casa de São Paulo, afirma: "A galinha, tal como a conhecemos, teve de surgir antes que pudesse pôr o primeiro ovo. Ela deriva de um animal menos evoluído, provavelmente também uma ave. Somente depois de se desenvolver é que um organismo pode se reproduzir".
Já Francisco Mauro Fauzano, geneticista do Instituto de Biociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, acredita na hipótese contrária, porque a galinha não teria como botar seu primeiro ovo sem ter nascido de um. "Os ancestrais da galinha sofreram mutações a partir de modificações genéticas. Essas mutações alteraram as células germinativas, daí tais ancestrais botaram ovos que deram origem a um novo ser: a galinha", diz ele.
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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Mulher com duas vaginas conta que perdeu a virgindade duas vezes (Direto da Mundos Estranhos)

Uma jovem britânica foi convidada por um programa matinal da ITV1 para contar sua história curiosa: aos 18 anos de idade, descobriu que tinha duas vaginas, uma ao lado da outra. O diagnóstico foi feito quando Hazel Jones teve um problema de menstruação anormal. Seu primeiro namorado sério também notou que a anatomia da garota era meio diferente. Por conta disso, Hazel sofreu o que toda mulher sofre… Em dobro. Perdeu a virgindade duas vezes, e, por possuir dois úteros separados e dois colos de útero, precisa fazer dois exames de Papanicolau sempre que vai ao ginecologista. Hoje, com 27 anos, ela garante que não se constrange mais com sua estranha condição: decidiu manter as duas vaginas e até usa esse assunto para se enturmar em festas: “Se alguma mulher fica curiosa, não tenho problema nenhum em mostrar”, afirmou. A foto das vaginas a gente não publicou porque não encontramos só meninas podem ver. 

 fonte: Minha revista favorita, A Mundos Estranhos em seu site maravilhoso!!!



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É verdade que cães e gatos enxergam em preto-e-branco? (Direto do site da Mundos Estranhos)

Isso é só um mito. Esses animais conseguem enxergar cores, sim, embora de uma forma mais limitada do que a gente. Ao contrário dos humanos, que têm três tipos de pigmentos na retina capazes de captar o azul, o vermelho e o verde, cães e gatos só possuem dois pigmentos, o que reduz o espectro de cores que eles podem identificar. "Alguns pesquisadores acreditam que eles enxergam azul e amarelo, enquanto outros defendem que eles vêem azul e vermelho, mas todos são unânimes em dizer que eles não percebem o verde", diz a veterinária Adriana Teixeira, especialista em oftalmologia animal. Essa limitação visual, no entanto, não é um problema, já que os animais a compensam de outras formas. Cães e gatos, por exemplo, conseguem ver muito bem na penumbra, são capazes de diferenciar várias tonalidades de cinza e possuem enorme habilidade para detectar movimentos. Em tempo: entre os poucos animais que enxergam em preto-e-branco estão os peixes abissais, que, aliás, não sofrem muito com isso. Afinal, nas profundezas dos mares, onde a iluminação é baixíssima, não existem cores para ser vistas.
Olho por olho Uma mesma imagem é captada de maneiras diferentes por humanos, cães, gatos e insetos VISÃO HUMANA
Essa é a "cena real" de duas araras bastante coloridas. Bem, real ao menos para nós, seres humanos, é claro. Como nossos olhos têm células fotorreceptoras para as cores azul, verde e vermelha, enxergamos um amplo espectro de cores com a luz do dia e conseguimos captar imagens bem definidas
VISÃO DE CÃES E GATOS
Já cachorros e gatos levam algumas desvantagens. Ambos enxergam colorido, mas as cores são mais desbotadas se comparadas às que os humanos vêem. Além disso, eles captam imagens com pouca definição e não percebem o verde, vendo no lugar tonalidades que vão do cinza ao preto
VISÃO DOS INSETOS
Essa é uma espécie de "caricatura" de como os insetos vêem. Eles enxergam com estranhas variações nas cores. Por exemplo, onde nós identificamos vermelho, eles vêem preto; onde tem azul, entra o verde. Além disso, como captam radiação ultravioleta, onde tem preto, eles enxergam violeta

Fonte: A minha revista favorita e que sou assinante com o maior prazer, retirei o texto do Site da Mundos Estranhos!!!

Uma boa leitura para vocês!!!
Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.
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segunda-feira, 18 de julho de 2011

As galinhas têm cio?

As galinhas têm cio?

Não. As galinhas não sofrem alterações comportamentais nem têm manifestações externas de seu aparelho reprodutor, características próprias do cio. Nem mesmo as galinhas encontradas na natureza, que têm uma época certa para acasalar, apresentam essas alterações típicas. "O termo cio, conhecido popularmente como o período em que as fêmeas estão prontas para se reproduzir, não é usado pelos cientistas para aves", afirma o zootecnista Edvaldo Garcia, da Unesp de Botucatu (SP). Já as galinhas de granja contam com um ciclo reprodutivo bem diferente. "Geralmente, a vida útil de uma aveindustrial é de 64 a 80 semanas e durante todo esse período as fêmeas aceitam a corte dos machos", diz o veterinário José Roberto Bottura, diretor da Associação Paulista de Avicultura (APA). Na época reprodutiva, as galinhas colocam um ovo a cada 24 horas aproximadamente. Nas granjas destinadas à produção de ovos comerciais, estes não são galados - ou seja, a galinha não teve contato com o galo antes da postura e os ovos são inférteis. Já nas granjas de reprodução, as fêmeas são colocadas junto com os machos para que ocorra o cruzamento e os ovos sejam fertilizados.

Fonte: Blog Mundos estranhos

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