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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Golfinho Toninha

Por José Henrique Garcia ( Info Escola)

O golfinho-do-rio-da-pratatoninha ou franciscana (Pontoporia blainvillei) como é conhecida ao longo de sua distribuição é um pequeno golfinho pertencente a ordem dos Cetacea e a sub-ordem dos Odontocetos e família Pontoporidae. A toninha é um golfinho que possui hábitos costeiros e que se distribui desde o município de Itaúnas no Estado do Espírito Santo até o limite austral que fica localizado no Golfo Nuevo na Argentina. Estudos sugerem que a preferencia deste golfinho por zonas costeiras como desembocaduras de rios e estuários  estariam associadas a procura de alimento, proteção contra predadores.
Toninha
Toninha
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Subclasse: Eutheria
Ordem: Cetacea
Subordem: Odontoceti
Superfamília: Platanistoidea
Família: Pontoporiidae
Gênero: Pontoporia
Espécie: P. blainvillei
Estudos recentes sugerem que a distribuição batimétrica desta espécie fica restrita a profundidade de 30 metros ou então a 30 milhas da linha de costa. Este é um golfinho que não apresenta muitos comportamentos aérios como outros golfinhos, possuindo hábitos solitários, porém podem formar pequenos grupos de até 6 indivíduos.

Ecologia alimentar

Estudos da ecologia alimentar  desta espécie vem sendo desenvolvido em diversas áreas de ocorrência da espécie, sendo que os resultados destes estudos verificaram a preferência alimentar deste golfinhos por teleósteos (peixes), cefalópodes (lulas e polvos) e crustáceos  (camarões). A  ingestão dos itens  alimentares por esta espécies pode variar nas regiões as quais a população pertence, sendo que existe diferença na alimentação entre machos e fêmeas e entre adultos e jovens, sendo que os filhotes começam a ingerir primeiramente crustáceos.

Ameaças

A toninha por possuir hábitos costeiros é um golfinho que sofre muito com as atividades antropogênicas (atividade humana) como poluição, tráfego de embarcações e principalmente capturas acidentais em operações de pesca ao longo de toda sua distribuição.
Atualmente este golfinho que se distribui amplamente por regiões do Brasil consta na Lista Oficial das Espécies da Fauna e Flora Braasileira Ameaçadas de Extinção (IBAMA) e esta classificada como uma espécie em vulnerabilidade pelo Plano de Ação dos Mamíferos Aquáticos do Brasil (IBAMA). Não parando por ai, esta espécie é considerada pela IUCN (International Union for Conservation of Nature) como espécie vulnerável, para toda a sua distribuição, devendo-do se a isto ao declínio da população a mais de 30% nas ultimas três décadas.
Franciscanas capturadas por redes no Brasil. Foto: Eduardo Secchi. (fonte: http://www.animalia.pt/canal_detalhe.php?id=298&categoria=13)
A população do estado do Rio Grande do Sul e Uruguai, por serem vulneráveis a atividades antrópicas, mostram indícios de que estão em declínio e que a taxa de crescimento populacional poderá não se sustentar aos atuais níveis de capturas acidentais.

Biologia

Estudos realizado na década de 90 mostraram que para este golfinho existe um dimorfismo sexual com relação ao comprimento do corpo. Os machos teriam comprimento de corpo variando de 121cm a 158cm e as fêmeas teriam entre 137cm a 177cm, ou seja, as fêmeas seriam maiores que os machos. Os filhotes recém nascidos teriam comprimento de corpo de 59cm a 80cm.
O peso corporal deste golfinho é em torno de 45kg para indivíduos adultos, sendo que para os neonatos (recém nascidos) seria de 8kg em média.
Este golfinho como outros cetáceos possui baixa taxa reprodutiva sendo que o primeiro processo reprodutivo acontece quando o animal possuir cerca de 2,7 anos de idade, sendo que a gestação duraria de 10 a 11 meses, e cada fêmea terá apenas um filhote. Estudos recentes mostraram que as fêmeas vão gerar os filhotes nos meses de Outubro a Dezembro e que o período de lactação (amamentação) pode durar até 9 meses.
Referências:
Di Beneditto, A. P. M.; Ramos, R. M. A.; Lima, N. R. W. (2001) Os golfinhos. Origem, classificação, captura acidental e hábito alimentar. Cinco Continentes, Porto Alegre, pp.158
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