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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

CUPINS


Figura 2. Coptoterme havilandi
(A é um soldado, B é um operário e C um alado)




INTRODUÇÃO

Cupim é um inseto que se alimenta basicamente de estruturas ricas em
celulose, encontrada em madeira, papel, telas, tecidos, gesso e alvenaria.
Existem cerca de 2.800 espécies catalogadas de cupins, sendo que destas, 500
habitam o Brasil.
Esses insetos vivem em colônias (cupinzeiros) e, a exemplo das abelhas e das
formigas, são socialmente organizados: reis, rainhas, soldados e operários.
Na primavera e no outono ocorrem as revoadas que dão origem a novos
cupinzeiros. Após voarem os siriris ou aleluias, saem em revoadas, para acasalar,
caem ao solo, livram-se das asas, e aos pares, procuram locais apropriados para
o acasalamento e a implantação de novos cupinzeiros.
Toda madeira está sujeita ao ataque de insetos xilófagos (insetos deterioradores
de madeira) desde o corte da árvore até o seu uso final como móveis, batentes,
portas, telhados, etc. Devido ao aumento das áreas urbanas, e a adaptação de
algumas espécies de cupins de solo a esses locais, está ocorrendo um aumento
significativo dos estragos e prejuízos que esses insetos vem causando à
população. Pode-se até inferir que, será uma das principais pragas urbanas do
final do milênio.

Desenvolvimento

Os cupins ou térmita são insetos eussociais da ordem Isoptera, que contém cerca
de 2800 espécies catalogadas no mundo, das quais cerca de 500 habitam o
Brasil. Vivem em colônias podendo chegar a milhões de indivíduos, em sociedade
organizada, divididas em castas bem definidas.
Os cupins existem na Terra há muito mais tempo que o próprio homem. Restos
fossilizados destes insetos já foram encontrados em formações geológicas
datadas de 55 milhões de anos. Durante todo este período, os cupins têm
desempenhado um papel fundamental na natureza, na decomposição de matéria
orgânica, contribuindo para a incorporação de nutrientes e fertilidade do solo. No
entanto, desde que o homem começou a construir habitações e outras estruturas
de madeira, é que se conhecem os danos causados por este inseto. A própria
denominação "cupim" é mais antiga que o Brasil, tendo sua origem na língua Tupi
e significando "montículo", em referência ao formato do ninho de uma determinada
espécie de cupim encontrado no interior do Brasil.

Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Isoptera
Famílias: Mastotermitidae, Kalotermitidae, Termopsidae, Hodotermitidae,
Rhinotermitidae, Serritermitidae, Termitidae.

- Todos os cupins são insetos eussociais*, vivendo em colônias com castas
morfológicas. - Não existem cupins solitários.
- São hemimetábolos*, com metamorfose gradual.
- O aparelho bucal é mastigador.
- A maioria das espécies alimenta-se de materiais de materiais celulósicos
(madeira, folhas etc.) ou matéria orgânica do solo (humus).
- A maioria das espécies vive nos trópicos; poucas espécies ocorrem em regiões
temperadas e estão praticamente ausentes acima de 45°norte ou sul.
* Insetos eussociais são insetos que apresentam sobreposição de gerações dentro da mesma
colônia, de modo que a descendência ajuda os pais nas tarefas coloniais; têm membros que
cooperam no cuidado com os jovens; apresentam uma divisão da tarefa reprodutiva, com
indivíduos estéreis trabalhando em benefício dos reprodutores férteis.
* Insetos hemimetábolos são insetos com metamorfose incompleta: o ovo eclode e libera uma
ninfa, que é destituída de asas e órgãos sexuais desenvolvidos; à medida que as mudas ou
ecdises se processam, a ninfa transforma-se na forma adulta, denominada imago.

Castas

Operários: são a casta mais numerosa da colônia, e são responsáveis por:
construção, coleta de alimento, cuidados com os imaturos, alimentação das outras
castas, e freqüentemente também tem papel na defesa da colônia. São
normalmente estéreis, com gônadas vestigiais, e cegos. Podem ser machos ou
fêmeas e por isso não é correto o uso do termo "operária". Operários verdadeiros
não ocorrem em todas as espécies de cupins. Em alguns esse papel é exercido
por imaturos (ver abaixo).
Soldados: defendem a colônia contra inimigos e invasores. Apresentam uma
grande variedade de formas e mecanismos de defesa, tanto mecânica como
química. Muitos possuem glândulas especiais que produzem secreções
defensivas. Estão presentes na maioria das espécies, mas não em todas. Podem
também ser machos ou fêmeas e são normalmente estéreis e cegos. Algumas
espécies possuem dois ou até três tipos diferentes de soldados.
Falso operário ("pseudergate"): ninfa grande com asas pouco desenvolvidas e
que exerce o papel de operário, podem sofrer mudas estacionárias. Ocorre em
Kalotermitidae, que não tem operários verdadeiros.
Imagos: formas aladas, com olhos compostos normais. É a verdadeira forma
adulta. Saem em revoada e fundam novas colônias. Após o vôo perdem as asas.
Larvas: formas imaturas não diferenciadas ou que dão origem aos operários e
soldados, com asas totalmente ausentes.
Ninfas: formas imaturas braquípteras, que dão origem aos reprodutores alados.
Reprodutores primários: imagos que fundaram a colônia e que exercem o papel
de reprodutores (rei e rainha). Normalmente cada colônia tem um casal
reprodutor. Cupins são monógamos na maioria dos casos.
Reprodutores secundários: surgem dentro da colônia. Podem ser de
substituição (quando morre um reprodutor primário) ou suplementares.
Neotênico ninfóide: reprodutor secundário formado a partir de uma ninfa, que
interrompe o desenvolvimento e torna-se reprodutor. São facilmente reconhecidos
pela aparência de ninfa braquiptera.
Neotênico ergatóide: reprodutor secundário formado a partir de larvas. Têm
aparência de operário, com asas totalmente ausentes. São raros.
Reprodutor secundário adultóide: imago que torna-se reprodutor secundário na
colônia onde nasceu. São morfologicamente idênticos aos primários.

Categorias
*Cupins de importância como pragas em nosso país.
*Cupins de madeira seca:
Se alimentarem preferencialmente de celulose, atacando por esta razão papéis,
livros, estruturas de madeira, ou qualquer outro material derivado deste composto
(polímero).
Suas colônias são menores, com ninhos instalados na própria madeira de que irão
se alimentar. Os móveis de compensado ou de madeiras de baixa resistência são
os mais facilmente atacados pelos cupins de madeira seca.
O controle de cupins de madeira seca e de brocas de madeira é relativamente
simples desde que diagnosticados a tempo.
Foram assinalados como praga de madeira estrutural, cercas e mobília.
*Cupins subterrâneos:
Atacam madeira e derivados, mas vivem em ninhos construídos fora do alimento e
em locais ocultos, bem protegidos. São capazes de transitar amplamente pelo
ambiente (solo, edificações em geral, árvores), e podem dispensar totalmente o
contato com o solo, ou com a terra propriamente dita.
São um problema sério em áreas urbanas. São comumente vorazes e endógenos
na estrutura edificada e em árvores urbanas, mostrando pouco ou nenhum sinal
de sua presença, exceto quando a infestação é severa e túneis esternos são
evidentes.
Constroem longas galerias no solo. Movimentam-se a longas distâncias e
profundidades variáveis no perfil do solo, de acordo com as condições favoráveis
de teores de água, de temperatura e de alimento.
Os túneis construídos por esses cupins são comumente de cor castanho a
castanho-claro, com superfície interna revestida por um mosaico de pelotas fecais
de colorido castanho a amarelado. A superfície atacada comumente também é
parcial ou totalmente revestida com um mosaico de pelotas claras.
*Cupins arborícolas:
Causam transtornos similares aos dos cupins subterrâneos, porém habitualmente
constroem ninhos em suportes elevados, tantos em locais visíveis como bem
ocultos, e transitam mais superficialmente pelo substrato, em túneis bem
expostos.
Padrão exógeno: Característico pela presença de ninhos visíveis em postes,
cercas, paredes, vigas de telhado, árvores e outros suportes de madeira ou de
alvenaria. Em edificações, ninhos são comumente encontrados em telhados,
paredes perimetrais e muros. Ninhos também podem ser construídos sob pisos e
dentro de outros vãos estruturais ocultos, mas isso parece ocorrer principalmente
em casos de infestação severa.
Este padrão está associado á infestação de árvores urbanas, cujos troncos e
ramos albergam ninhos arborícolas. Não é regra geral, mas árvores urbanas
podem constituir importante reservatório do cupim.Padrão endógeno: ninhos não visíveis em locais expostos. Ninhos arborícolas não
são encontrados nas árvores, apenas túneis estão visíveis externamente, nos
troncos e ramos. Os ninhos são similares ao do padrão exógeno, e são
construídos em locais ocultos no interior de edificações, sempre protegidos da luz
solar direta. São encontrados em paredes e colunas internas, corredores porões,
dentro de diversos vãos estruturais (como shafts e forros) e em cavidades sob o
piso.
Cupins de solo e cupins de montículo:
Devido ao aumento das áreas urbanas, e a adaptação de algumas espécies de
cupins de solo a esses locais, está ocorrendo um aumento significativo dos
estragos e prejuízos que esses insetos vem causando à população. Pode-se até
inferir que, será uma das principais pragas urbanas do final do milênio.
Os maiores prejuízos em árvores e edificações são causados pelos cupins
subterrâneos, que podem instalar seus ninhos em qualquer ponto da estrutura do
imóvel. Com grande capacidade de deslocamento, os cupins de solo são também
os de combate mais difícil.
Os componentes mais atacados por cupins de solo, em edificações, são as
guarnições, rodapés, forros, armários embutidos, e etc, ou seja de preferência
elementos de madeira que mantenha contato com a alvenaria. Atacam também,
outros materiais celulósicos, como papel, papelão, livros e alguns tipos de tecidos.
Às vezes são pragas oportunistas de edificações, embora em algumas regiões
sejam referidos como pragas importantes. São freqüentes em jardins urbanos, e
ocasionalmente acarretam extensa destruição de gramados em jardins e campos
de futebol.
Já o sucesso de um serviço do controle de cupins de solo depende de um
completo levantamento da magnitude da infestação, da espécie presente e da
arquitetura do imóvel infestado, para que se possa estabelecer uma estratégia de
intervenção adequada.

Alimentação

Xilófagos: alimentam-se de madeira e outros materiais celulósicos.
Geófagos ou humívoros: ingerem grande quantidade de solo mineral, digerindo
e absorvendo a matéria orgânica semi-decomposta.
Ceifadores: cortam pedaços de folhas e fragmentos de serrapilheira e carregam
para dentro do ninho. Geralmente folhas mortas, mas alguns cortam folhas vivas,
especialmente de gramíneas.
Intermediários: alimentam-se de material vegetal em decomposição, mas não
ingerem solo.
Cultivadores de fungos: cupins da subfamília Macrotermitinae, que apresentam
simbiose com fungos do gênero Termitomyces. Os fungos são cultivados sobre
material vegetal que os cupins ingerem e passa rapidamente pelo tubo digestivo.
Especializados: algumas espécies de cupins apresentam hábitos alimentares
muito especializados, como Hospitalitermes e alguns Constrictotermes, que se
alimentam de líquens.

Simbiontes

Protozoários e digestão de celulose: ocorrem em todas as famílias exceto
Termitidae. Localizam-se no intestino posterior. São essenciais à sobrevivência
desses cupins, mas seu papel não está claro até hoje. Alguns desses protozoários
apresentam ainda simbiose com bactérias. Os Termitidae, que correspondem a
70% das espécies da ordem Isoptera, apresentam capacidade de digerir celulose
sem o auxílio de protozoários.
Fungos: são do gênero Termitomyces e ocorrem apenas nos Macrotermitinae.
Operários mastigam material vegetal que passa rapidamente pelo tubo digestivo e
é expelido em uma bola (milosfera), depositada sobre o jardim de fungos. O
material é adicionado em cima e o fungo é consumido na parte de baixo. São
essenciais para esses cupins.
Bactérias: muitas ocorrem no intestino dos cupins, mas poucas aparecem nos
meios de cultura e seu papel é pouco conhecido.
Acetogênicas: ocorrem em xilófagos.
Metanogênicas ocorrem em humívoros.
Fixadoras de nitrogênio: a fixação de nitrogênio atmosférico foi detectada em
várias espécies de cupins.
Celulolíticas: não importantes.
Simbiose intracelular: ocorre apenas em Mastotermes darwiniensis. Células
especializadas do tecido adiposo apresentam bactérias simbiontes intracelulares
do gênero Blattabacterium. Função: reciclagem de ácido úrico.

Revoada e constituição de Novas Colônias

Novas colônias podem ser formadas pelos processos de revoada e brotoamento.
Revoada: é o método mais comum de dispersão e formação de novas
colônias.Geralmente, no período de setembro a dezembro (primavera), quase
sempre depôs da ocorrência de chuva, adultos alados (chamados popularmente
de siriris ou aleluias) emergem do cupinzeiro mãe e vão fundar novos ninhos. O
fato da revoada dos cupins tropicais ocorrer depois da chuva é uma adaptação
evolutiva, por ser mais fácil a instalação dos casais em solos úmidos. A revoada
ocorre na maioria dos cupins tropicais e apenas em colônias maduras. No período
citado, é comum a observação, no crepúsculo ou à noite, de alados voando ao
redor das lâmpadas dos postes. Nos cupins inferiores podem ocorrer variações
sazonais, durante as quais poucos alados são liberados durante um período de
meses. A época da revoada varia de espécie para espécie, porém é constante
dentro da mesma espécie. Além de mudanças metereológicas e sociais, como o
tamanho da colônia, existem fatores fisiológicos e comportamentais, que também
influenciam esse comportamento.
Brotamento: sua ocorrência é conseqüência de uma expansão espacial da
população. Em algumas espécies de cupins que apresentam ninho difuso ou
formado por subnúcleos, grupos de indivíduos podem isolar-se do resto da
colônia. Esse isolamento pode se gradativo ou acidental. Nos grupos isolados,
geralmente há diferenciação de reprodutores suplementares e surge uma nova
colônia, independente da colônia-mãe original.

Cupim-Praga

Cerca de 10% das espécies conhecidas de cupins estão registradas como pragas.
O principal dano causado pelos cupins é conseqüência da sua capacidade de
“digerir” celulose: são os principais agentes biológicos de degradação de madeira.
Além disso, várias espécies de cupins são pragas agrícolas nos trópicos,
alimentando-se de várias partes de plantas cultivadas, incluindo cana-de-açúcar,
eucalipto, arroz-de-sequeiro, amendoim, frutíferas e outras.
As espécies que causam danos à madeira são principalmente das famílias
Kalotermitidae e Rhinotermidae, incluindo várias espécies introduzidas. O número
de espécies importantes é relativamente pequeno e elas tendem a apresentar
distribuição ampla. Sua expansão é facilitada pelo transporte de madeira pelo
homem de uma região para outra e pelas condições favoráveis encontradas em
cidades.
As pragas agrícolas são menos conhecidas, as espécies são todas nativas e
variam entre regiões. O número de espécies citadas como pragas é grande, mas a
maioria desses registros está muito mal fundamentada, com identificações
incorretas e na vasta maioria sem uma avaliação do dado causado. Uma espécie
só pode ser considerada praga se causar redução da produção agrícola. O fato de
um cupim ser observado comendo parte de uma planta não é evidência suficiente.
Existem casos polêmicos, como alguns cupins que ocorrem em alta densidade em
pastagens, que aparentemente não são pragas na definição estrita.

Impacto econômico dos Cupim-praga

As poucas espécies de praga, entretanto, provocam prejuízos de monta. Nas
áreas urbanas mundiais, estima-se que os gastos com tratamento, reparos e
substituições de peças atacadas por cupins alcance, na atualidade, valores da
ordem de US$ 5 a 10 bilhões anuais. Apenas na cidade de São Paulo, as perdas
podem atingir algo em torno de US$ 10 a 20 milhões anuais.
Os cupins causam danos as edificações nas regiões tropicais, subtropicais e
temperadas. Contudo, existem poucos dados que mostram o impacto econômico
desses cupins-praga no mundo. Existem vários fatores que influenciam o impacto
econômico desses insetos nas diferentes regiões do mundo, entre eles o custo de
vida e práticas culturais. Muitas vezes, em países onde a maioria das espécies
praga é encontrada, ainda é incipiente a existência de um serviço profissional
organizado e direcionado para o controle.
Em muitas edificações no Brasil, danos estruturais são tolerados, pois muitas
vezes, o custo do controle excede a substituição do material danificado ou até
mesmo o da reconstrução. O mesmo é válido para o controle do solo antes da
construção da edificação, pois quase sempre é preferível o tratamento curativo ao
preventivo, do ponto de vista econômico. Atualmente, a grande infestação urbana
de metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro vem mudando esse cenário,
fazendo com que medidas de controle preventivo se tornem mais viáveis
financeiramente. Em países desenvolvidos como os EUA, o custo do controle decupins é relativamente pequeno em relação ao valor do imóvel e ao potencial de
dano desses insetos.

Controle

O controle de cupins é um controle diferenciado de outros insetos, porque esses
são insetos sociais. A eliminação de uma parte da colônia, muitas vezes não é
suficiente para extinguí-la, porque as partes restantes podem se recuperar e
continuar a infestação. Para o sucesso do controle, a maior parte da colônia
precisa ser eliminada principalmente a rainha.
· Cupins não são resistentes a nenhum inseticida - a dificuldade
normalmente é atingir a colônia, que pode ser impossível de localizar.
· É essencial determinar o tipo de cupim que está causando o problema,
especialmente se é cupim-de-madeira-seca (que não sai da madeira) ou
cupins que vem pelo solo. As estratégias de controle são muito diferentes
em cada caso. De nada adianta criar barreiras no solo se o cupim é de
madeira seca ou só aplicar inseticida na peça afetada se o cupim vem pelo
solo.
· O método mais usado é a aplicação de inseticidas químicos. Métodos
alternativos incluem: barreiras físicas, iscas, atmosferas modificadas e
controle biológico.
· Durante muito tempo foram empregados inseticidas organoclorados no
controle de cupins. Esses inseticidas estão proibidos no Brasil há muito
tempo e estão sendo banidos do mundo todo através da Convenção de
Estocolmo, que entrou em vigor em 2004.
· Para auxiliar os trabalhos dessa Convenção, o Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente (UNEP) e a Organização das Nações Unidas
para Agricultura e Alimentação (FAO), criaram um grupo de especialistas
em cupins (Termite Expert Group) para discutir e avaliar alternativas para o
controle desses insetos.

Prevenção

- Utilizar madeiras mais resistentes ao cupim como : peroba do campo, peroba
rosa, jacarandá, pau ferro, braúna, gonçalo alves, sucupira, copaiba, orelha de
moça, roxinho e maçaranduba.
- Colocar telas com malha de 1,6 mm em portas, janelas, basculantes e outras
aberturas para evitar a entrada de cupins, durante as revoadas nupciais.
- Evitar estocagem inadequada de madeiras e seus derivados, principalmente em
locais úmidos.
- Vistoriar periodicamente, rodapés, forros, armários, estantes, esquadrias e outras
estruturas de madeira, a fim de detectar qualquer início de infestação, facilitando o
controle.
- Retirar o madeiramento usado durante as obras imediatamente após o término
das mesmas, a fim de evitar possíveis infestações no imóvel- Retirar e destruir madeiras infestadas, preferencialmente, queimando-as em
lugares adequados.
- Em bibliotecas e arquivos, usar, sempre que possível, estantes metálicas.

Curiosidades

Mir Sestrem, João da Terra e Copto. Artistas sensíveis o suficiente para enxergar
criação onde a maioria das pessoas via somente destruição. Mir desenvolveu uma
técnica de pintura usando as diferentes tonalidades das fezes de cupins de
madeira seca como pigmento em suas obras. João desenvolveu uma técnica onde
utiliza ninhos de cupins na elaboração de seus quadros e esculturas. Copto cria
suas obras a partir dos grafismos criados pelos cupins nos elementos atacados.
Os cupins, dentre os organismos vivos, compõem o grupo de nomenclatura mais
uniforme. Dos 283 gêneros da Ordem, apenas seis não têm seus nomes com o
sufixo "termes". Cada nome de gênero tem um significado e é criado com algum
tipo de intenção. Por exemplo, quando Araujo escolheu o nome do gênero para o
cupim Cyranotermes inspirou-se no personagem Cyrano de Bergerac, da peça
escrita em 1897 por Edmond Rostand, pois, da mesma forma que o personagem
apaixonado por Roxane, este cupim é "sempre precedido por uma protuberância
nasal" invejavelmente longa.
Insetos costumam ter uma vida reprodutiva bastante curta. Geralmente a maior
parte de sua vida é passada nas fases imaturas. Os cupins são, provavelmente, o
grupo de insetos que apresentam a mais longa vida adulta reprodutiva. Não se
sabe exatamente quantos anos uma rainha de cupim pode viver, mas existem
registros que sugerem longevidade de mais de 40 anos em algumas espécies.
Madeira e material vegetal seco (substâncias lignocelulósicas) são a mais
abundante categoria de produção primária em ambientes naturais terrestres, e os
cupins são o principal grupo de animais adaptados a se alimentar delas. São,
portanto, fundamentais na reciclagem de nutrientes em muitos ambientes naturais.
Além disto os cupins são uma importante fonte de alimento para artrópodes,
anfíbios, répteis, pássaros e mamíferos que forrageiam no solo. O esforço de
preservação da vida selvagem em ambientes tropicais depende de se conhecer a
ecologia dos cupins.
Comprimento: 0,2 a 2 cm
Comprimento da rainha: até 15 cm.

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