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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

OXI ou OXIDADO: A NOVA DROGA DA MORTE

Oxidado, crack oxidado ou oxi é um tipo de droga derivada da cocaína de uso altamente viciante. Trata-se de uma mistura de base livre de cocaína oxidada, cerca de 80% da composição da droga, e combustível, entre eles, os de uso principal, o querosene, gasolina e diesel com cal ou permanganato de potássio. O nome é uma abreviação para crack oxidado.[1] Sua potência é avaliada em cinco vezes maior que a do crack.[2] No entanto, a droga não possui uma composição característica, pois é fabricada de acordo com receitas caseiras.[3]

Surgiu no Brasil quando entrou pelo Acre, vinda da Bolívia e Peru, na década de 1980.[1] Na zona sul de São Paulo foi apreendido o primeiro tijolo da droga.[4]

Índice

Padrões de consumo

A droga é fumada assim como o crack. Utiliza-se cachimbo ou lata de alumínio perfurada que queima as pedras.[1] Em alguns casos é utilizado triturado, incluído com cigarros de tabaco ou maconha, ou ainda, em pó, onde é sugado pelo nariz.[5]

Efeitos fisiológicos

Os efeitos do oxi ainda não são totalmente conhecidos, podendo variar dependendo da concentração e frequência com que a droga é consumida. Logo que consumida, a droga provoca queimaduras nos lábios e fossas nasais e possível perda dos dentes. Quando chega aos pulmões, a droga entra na corrente sanguínea pelos alvélolos pulmonares em até oito segundos. Já na corrente sanguínea, causa taquicardia e contrai os vasos sanguíneos, aumentando os riscos de o usuário predisposto a doenças cardíacas ter hipertensão e infarto. No sistema digestório, acelera os movimentos peristálticos podendo causar vômitos e diarreia e pode inflamar o fígado e os rins. As doenças e os efeitos imediatos que podem ser causadas pelo oxi são, entre outros, enfisema, derrame cerebral, dificuldades no raciocínio e memória, infarto, desidratação, causada por vômitos e diarreias, alucinações, insônia e aumento da agressividade. A droga é conhecida por ter efeito muito mais devastador se comparado a outras substâncias utilizadas no Brasil.

Popularização do consumo

Há um grande aumento no consumo da droga em relação ao crack. Um dos principais motivos para isso é o seu preço, em média, de dois reais. Seus efeitos também produzem uma desejo maior de consumo, promete euforia duas vezes maior que a causada pela cocaína. Ainda não se tem dados exatos sobre o quanto a droga está difundida, não sendo conhecida a sua real circulação.[3]

Reações

As reações são muito fortes, devido aos componentes químicos. Ela causa vômitos, diarréias, aparecimento de lesões precoces no sistema nervoso central e a degeneração das funções hepáticas.[3]


Boca

Causa necrose dos tecidos; os dentes ficam fracos e os lábios se queimam.[1]

Pulmão

Enfisema causado pela cal.[6]

Sistema circulatório

Em 8 s chega ao cérebro.[6]

Cérebro

Eleva os níveis de dopamina. Pode causar derrame, e dificuldades de memorização.[6]

Coração

Aumenta o ritmo cardíaco e causa vasoconstrição.[6]

Sistema digestivo

Causa enjoo e diarreia devido a presença de resíduos do combustível, além de danos ao esôfago.[7]


Comparativo

Característica Crack Oxi
Composição Bicarbonato de sódio + água + pasta base de coca ou cocaína refinada[3] Pasta base de coca ou cocaína refinada + combustível + cal virgem (existem variações)[3]
Concentração de cocaína 40%[3] 80%[3]
Aspecto Branco[3] Branco (droga com mais cal); Amarelo (droga com mais gasolina); Roxo (quantidades iguais de cal e gasolina)[3]
Fumaça Fumaça de cor clara e com cinzas[6] Fumaça de cor escura com resíduo oleoso[6]

Referências

  1. a b c d O Globo. Derivado de cocaína e mais letal que o crack, oxi destroi jovens e crianças no Acre. Acesso em 18 de abril de 2011
  2. Impacto. Oxi a nova droga. Acesso em 18 de abril de 2011
  3. a b c d e f g h i Oxi, uma nova e devastadora droga se espalha pelo país. Veja (06 de maio de 2011). Página visitada em 07 de maio de 2011.
  4. O Globo. Polícia apreende primeiro tijolo de oxi na zona sul de São Paulo. Acesso em 6 de maio de 2011
  5. Narco News. Oxi: a nova droga na fronteira amazônica. Acesso em 18 de abril de 2011
  6. a b c d e f Época. Oxi, uma droga ainda pior. Acesso em 15 de maio de 2011
  7. G1. Veja os efeitos do oxi no corpo humano. Acesso em 21 de maio de 2011

Ligações externas

FONTE: Wikipédia

OXI A NOVA DROGA DA MORTE
Ainda desconhecido pela maioria da população, o óxi ou oxidado, uma droga parecida com o crack, só que mais devastadora, já se espalhou por dez Estados do país e recentemente chegou a São Paulo. Assim como o crack, o princípio ativo do óxi é a pasta base da folha de coca. Enquanto o crack é obtido a partir da mistura e queima da pasta base com bicarbonato de sódio e amoníaco, no óxi são utilizados outras coisas.
Ainda desconhecido pela maioria da população, o óxi ou oxidado, uma droga parecida com o crack, só que mais devastadora, já se espalhou por dez Estados do país e recentemente chegou a São Paulo.

O óxi é inalado ou fumado, assim como o crack, na lata ou no cachimbo. A droga é produzida na Bolívia e no Peru e começou a entrar no Brasil em 2005 pelo interior do Acre. Em pouco tempo, chegou a Rio Branco, onde atualmente há um número elevado de usuários, e se espalhou para outras capitais da região Norte e Nordeste, como Manaus (Amazonas), Belém (Pará), Macapá (Amapá) e Porto Velho (Rondônia). Nos últimos meses, houve apreensões e registros de usuários em Goiás, Distrito Federal, Pernambuco, Mato Grosso do Sul e Piauí --onde foram confirmadas 18 mortes só neste ano por conta do uso do óxi. Há rumores da circulação da droga no Mato Grosso, Maranhão e Paraná, embora não haja registros oficiais.

A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), subordinada ao Ministério da Justiça, informou que pesquisadores do órgão registraram a circulação da droga em Santos (SP), mas não forneceu mais detalhes. Na capital, não há registros de usuários de óxi no SUS (Sistema Único de Saúde), segundo a Secretaria de Estado da Saúde. A Secretaria Municipal da Saúde da capital paulista, que faz um trabalho com usuário de drogas na Cracolândia, região central, também afirma não ter encontrado a droga.
COMENTÁRIO DO BLOG: e por isso que os polícias da especializada (DENARC) tem que estar em constante treinamento para acompanhar a evolução do mercado do tráfico nas diferentes regiões do país. No ano passado, na época de eleição, a primeira dama do estado, senhora Aquino, fez um enorme CONTRA O CRACK, mal se apagavam os holofotes dessa campanha oba oba ao anunciar a criação e posta em funcionamento do PLANO ESTADUAL DE LUTA e a primeira dama já pulava fora do barco para se ocupar de outras incumbências dentro da administração do governo de Sergipe. E agora? Com a chegada do ÓXI a senhora vai fazer o que? Vai criar outra campanha? Senhora Aquino: a área de recuperação/prevenção ao uso de drogas não e brincadeira, os profissionais que atuam nessa área PRECISAM SER MUITO BEM TREINADOS para cumprir suas tarefas com eficiência. Até porque o tratamento de um dependente de crack e totalmente diferente ao tratamento de um usuário de maconha.

Fonte: Parada súbita


Deu no papel

Oxi, a nova droga: o futuro previsível.

Publicado em 07/05/2011 pelo(a) Wiki Repórter JBWiki!, Rio de Janeiro - RJ

Pedra de oxi custa R$ 2, a de crack, R$ 10; não é difícil prever o futuro, escreve Drazio Varella. Em São Paulo, a primeira apreensão ocorreu em março deste ano. O Denarc (Departamento Estadual de Narcóticos) encontrou 60 kg de oxi.

NOVA DROGA - Polícia Militar apreende 970 g de oxi na zona sul

A segunda apreensão em São Paulo de oxi, uma droga mais devastadora do que o crack, foi feita por policiais militares na noite da última quinta-feira, em Campo Limpo, na zona sul. O desempregado Cleyton Soares do Nascimento, 20, foi flagrado com 970 gramas da droga.
Segundo a Polícia Civil, a primeira apreensão ocorreu em março deste ano, na zona leste. O Denarc (Departamento Estadual de Narcóticos) encontrou 60 kg de oxi.

Drauzio Varella
Pedra de oxi custa R$ 2, a de crack, R$ 10; não é difícil prever o futuro.

O oxi e o crack
Droga ilícita é como a moda: passa uma, vem outra.
Nos anos 1950, a classe média chamava a maconha de "droga de engraxate", com desprezo. Fumavam maconha apenas os marginais e a malandragem de rua; a burguesia endinheirada, jamais.
Na esteira do movimento hippie e da contracultura, a maconha se tornaria a droga preferida pela juventude, a partir da década de 1960. Os primeiros a aderir foram os universitários e os intelectuais, depois vieram os mais jovens e os iletrados, num processo insidioso e persistente que disseminou o uso em todas as camadas sociais.
Tradicionalmente mais cara do que a maconha, a cocaína foi considerada exclusiva dos mais abastados até o fim dos anos 1970. Na imaginação popular, o pó era consumido em reuniões, nos passeios de iate e nas festas em que os milionários faziam troca de casais.
A epidemia de Aids se encarregou de escancarar uma realidade menos fantasiosa.
Os primeiros casos da doença no Brasil foram diagnosticados a partir de 1982, exclusivamente entre homens homossexuais. Em seguida, começaram a surgir homens e mulheres heterossexuais dos bairros mais pobres, que haviam contraído o vírus ao compartilhar seringas e agulhas para injetar cocaína.
O acúmulo desses casos deixou claro que havia uma epidemia de cocaína injetável que se disseminava em silêncio na periferia das cidades grandes.
Quando cheguei ao Carandiru, em 1989, cansei de atender presos com as veias dos braços em petição de miséria, resultado das sucessivas picadas para injetar a droga nas condições mais precárias de assepsia que alguém possa imaginar.
Nesse ano, colhemos 1.492 amostras de sangue entre os que estavam inscritos no programa de visitas íntimas, com o objetivo de mostrar às autoridades do sistema prisional que era um absurdo a sociedade abrir as portas da cadeia para mais de mil parceiras sexuais daqueles homens, sem lhes oferecer qualquer tipo de informação nem lhes garantir acesso ao preservativo.
Os resultados mostraram que 17,3% dos presos eram HIV-positivos, quase todos infectados por seringas e agulhas. Estudo realizado mais tarde com as mesmas amostras revelou que 60% delas eram positivas para o vírus da hepatite C.
As mortes por Aids, a aparência física dos que chegavam ao estágio final de evolução e as campanhas educativas contra o uso de droga na veia acabaram com as injeções de cocaína no presídio, tendência que se espalharia pelas ruas da cidade.
Não havia motivo para comemoração, no entanto. A cocaína injetável foi imediatamente substituída pelo crack, preparação mais impura, mais barata e de uso compulsivo, que eliminava a necessidade da aplicação intravenosa.
A ausência completa de campanhas de esclarecimento nas escolas e nos meios de comunicação de massa, de estratégias de prevenção ao uso e de programas de saúde destinados a recuperar os usuários, permitiram que o crack se espalhasse feito praga e chegasse às cidades pequenas do país inteiro.
Quando uma das facções de prisioneiros assumiu a supremacia nas cadeias de São Paulo, seus líderes concluíram que o crack colocava o usuário num estado de insolvência financeira que prejudicava os interesses da organização. Como consequência, aconteceu o que eu jamais poderia imaginar, o crack foi banido das cadeias paulistas.
Nessa época, tive a esperança de que desaparecesse também das ruas, em analogia ao que acontecera com a cocaína injetável. Logo percebi a ingenuidade: é a droga que mais lucro dá ao traficante.
Agora, no auge da epidemia de crack, surge o oxi, preparação mais bruta ainda, resultado do tratamento da pasta de cocaína com querosene, cal e líquidos oxidantes, mais baratos do que o bicarbonato e o amoníaco usados na química do crack. Na cracolândia a pedra é vendida a R$ 2; a de crack custa R$ 10.
Caro leitor, é preciso ter curso de pós-graduação em drogas ilícitas para prever o que acontecerá?
Enquanto insistirmos em concentrar os esforços na "guerra contra as drogas", sem nos preocuparmos em reduzir o número de usuários que formam o mercado consumidor, iremos ao sabor da droga da moda, cada vez mais barata, compulsiva e destruidora. (Drauzio Varella)

(Págs. 1 e Ilustrada E12)
Editoriais
Leia "Salto à frente do STF", que aplaude decisão sobre união homossexual, e "O peso da especulação", sobre queda dos preços das commodities. (Págs. 1 e Opinião A2)

Fonte: Brasilwiki.com.br

Cotidiano

"Óxi, a droga da morte: eutanásia em forma de combustível inalante!!!



"OXI" a droga da morte,... CASAL FOI PRESO TRANSPORTANDO CONSIDERÁVEL QUANTIA DE OXI EM SÃO PAULO,.. ((( que horror ))) - Foto: internet
Tendo o querosene como um composto aditivo da droga "oxi", o jovem ao inalar a queima da pedra de "oxi", sente efeito alucinógeno mais ativo e ainda mais barato que a droga denominada "crack", porém, com efeito ainda mais devastador escravizando o dependente químico de uma forma mais letal e em menor período de ação, o que vem decretar o fim da linha dos seus aficcionados!!!

FUMAÇA PRETA entrando nariz a dentro, condenando a vida do ser humano se esvair"aos poucos" !!!

"OXI" a droga da morte,... CASAL FOI PRESO TRANSPORTANDO CONSIDERÁVEL QUANTIA DE OXI EM SÃO PAULO,.. ((( que horror )))

Fonte: Brasilwiki.com.br

OXI, QUE PEDRA É ESSA?

01-624

Se você acha que o crack é a epítome do tenso, prepare-se pra se assombrar. Tá rolando pelo Norte e Nordeste brasileiro um primo da pedra filosofal mais treze ainda: se chama “óx-ci”, de oxidado (não “ô-xi”), e é resultado da substituição do bicarbonato e do amoníaco usados pelos nóias do Centro-Sul na mistura com o cloridrato de cocaína por querosene e cal virgem. O se-cagar-parar-de-comer-roubar-pra-comer-e-se-cagar-e-ter-força-pra-roubar-sem-medo-noção-ou-senso-de-ridículo tá lá também, mas a parada fica mais cruel graças à química mais tosca. Resultado: 30% dos fissurados em oxi morrem em menos de um ano, segundo a pesquisa da REARD (Rede Acreana de Redução de Danos). Com o crack regular, um nóia dura uma média de oito anos.

Foi nesse estudo, aliás, o Vulnerabilidade à Aids por Usuários de Drogas, que se ouviu falar do oxi pela primeira vez, em 2003. Eles foram a campo tentar entender a relação entre o uso de merla/mescla (pasta de cocaína) com o aumento de doenças sexualmente transmissíveis e deram de cara com a droga, até então desconhecida no Brasil (vulgo Região Sudeste), apesar de, por lá, ser comercializada a preços mais baixos que seu primo dos condomínios brasilienses – por volta de R$ 3 a R$ 5.

0211
Casal foi detido pela Polícia Rodoviária Federal do Pará transportando 23 kg de oxi divididos em 42 tabletes (04/06)

Mas a coisa tá rolando com força, e as pedras amareladas de oxi já foram apreendidas no Acre, Maranhão e Pará, e, anteontem, fizeram com que a Polícia Rodoviária do Piauí começasse a se preocupar. E eu também, então resolvi procurar o Denarc pra ver se as ruas da capital continuavam seguras para eu poder fazer um filho por aqui. Com a palavra, o diretor geral do Departamento de Investigações sobre Narcóticos, delegado Marco Antônio Pereira Novaes de Paula Santos:

“[O oxi] não chegou [a São Paulo] e nunca vai chegar! Não vai chegar porque a qualidade é pior. Lá eles têm dificuldade em conseguir alguns insumos básicos que são fáceis de conseguir por aqui. Foi por isso que surgiu o oxi lá, que na verdade nada mais é que um crack de pior qualidade. É mais danoso à saúde? É, porque os insumos são diferentes. Em tese, os dois são ruins, mas os insumos do oxi são mais nocivos. Mas não temos conhecimento dessa droga sendo comercializada aqui. Não há necessidade.”

Legal! Eu sempre acredito nas declarações de autoridades! Ainda mais veementes assim, não tem nem como, né, pessoal? Mas diz aí: alguém aí sabe um lugar barato e limpinho pra fazer uma vasectomia?

BRUNO B. SORAGGI
FOTOS: REPRODUÇÃO E PRF DO PARÁ


Read the rest at Vice Magazine: OXI, QUE PEDRA É ESSA? - Vice BR

Fonte: viceland.com

Oxi: Nova droga ainda mais destrutiva que o crack

Com aparência e efeitos muito próximos ao do crack, a droga conhecida como oxi, ou oxidado, está chegando em diversos estados do Brasil. As primeiras notícias do seu consumo foram no estado do Acre, na Região Norte do país. Na sua composição podem ser encontrados – além da cocaína, como no crack – cal virgem, querosene e gasolina. Em algumas amostras foram encontrados solventes químicos. A preocupação com essa nova droga se deve ao fato de ser mais tóxica e mais barata do que o crack. Isso pode influenciar no aumento do consumo e o número de mortes que esse tipo de droga causa. O oxi pode ser encontrado a partir de R$ 2, valor abaixo que o do crack.
Para debater o assunto, a Radioagência NP entrevistou o diretor do Centro Brasileiro de Informação sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Elisaldo Carlini. Ele defende que o uso do crack e do oxi precisa ser tratado como um problema social, e não de saúde pública.
Radioagência NP: Prof. Elisaldo, quais são as semelhanças e diferenças entre o oxi e o crack?
Elisaldo Carlini: Tanto o oxi quanto o crack estão sob a forma da chamada cocaína básica. A única forma de fazer com que a cocaína básica chegue até o organismo humano é através de fumar. E essa cocaína é absorvida muito rapidamente através do pulmão, e em cinco a dez segundos já está fazendo seu efeito. Agora pode haver diferenças de impurezas. Por exemplo, o oxi é mais tóxico porque ele é feito a partir de cal virgem, querosene ou gasolina. Quando o indivíduo vai fumar o oxi, ele pode estar fumando a cocaína básica e mais impurezas. E as impurezas do crack são menores.
RNP: E quais são os efeitos provocados por essas drogas nos usuários?
EC: A pessoa perde totalmente o apetite e apresenta uma insônia muito persistente. Isto acaba com qualquer organismo em três ou quatro dias. Além do mais, produz efeitos psíquicos muito claros: inquietação, nervosismo e pode chegar a produzir sintomas de uma pseudo-psicose, chamada psicose cocaínica. Pode ter delírios e alucinações. O que normalmente as pessoas descrevem é que a primeira “pipada” [tragada da droga] dá uma sensação de extraordinário prazer. E eles procuram constantemente repetir esse “tuim” [efeito de prazer], que cada vez fica mais difícil.
RNP: E quanto aos problemas causados no longo prazo?
EC: O continuar do uso é que é o grande problema. Se o oxi foi feito com gasolina, com querosene, quantas porcarias se têm? Então, se tem reações tóxicas secundárias, que são devidas aos problemas das contaminações. Pode levar a problemas no fígado, pode irritar a mucosa brônquica e pode anestesiar a boca, a mucosa da boca. Não percebendo isso, ele pode ter fissuras nos lábios, e passando essa latinha de boca em boca, ele pode se contaminar e contaminar os outros. E o outro aspecto também é o processo da degeneração social. As pessoas fazem de tudo, como roubo e a prostituição de ambos os sexos.
RNP: Pode ser traçado um perfil do usuário de oxi?
EC: Do oxi eu não conheço, mas pelas fotos e descrições que eu vi, não tem muita separação. Atinge várias classes sociais, antigamente eram os mais pobres, não é mais. Aqui em São Paulo e Rio de Janeiro pelo menos, nem em Pernambuco. Começa a atingir mais as classes médias. São jovens, eu não conheço nenhum caso de adultos. E quase todos, quando começam, eles não param. E eles atingem uma degradação muito grande, o aspecto físico é lamentável. É um perfil comum do usuário fim de linha, como a gente chama.
RNP: Na opinião do senhor, como o debate sobre o problema do crack e agora do oxi deveria ser feito na sociedade?
EC: Temos que pensar aqui que não é um problema de saúde pública, mas um problema de prevenção. Fazer uma prevenção para evitar que a pessoa chegue até o crack. Segundo lugar, o usuário de crack já perdeu seus elos sociais, familiares, de emprego, situação econômica, amizade. Ele está praticamente isolado do mundo. Se ele se trata e consegue se curar, ele volta pra onde? Ele volta pra uma família que já o rejeitou? Ninguém confia nele para um emprego. Os amigos já foram embora. Ele é jogado de volta exatamente na condição em que ele estava. Teria que haver um programa muito sério de reabilitação social, de procurar um reemprego, ensinar uma profissão, fazer com que ela possa ser reaceita em uma escola. Enfim, fazer com que ele passe a ter um novo ambiente social.

De São Paulo, da Radioagência NP, Vivian Fernandes.

Fonte: Arte, ciência e Política
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